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[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Lacrymosa - Juliana Daglio

24 abril 2017

Hey, pessoas!


A postagem de hoje está saindo já atrasada, mas eu não podia deixar de vir aqui compartilhar com vocês as minhas primeiras impressões sobre um dos livros que eu mais aguardo, desde que soube da publicação. Conheçam agora o mundo de terror e mistério de Lacrymosa, da autora parceira Juliana Daglio!


Título: Lacrymosa
Autor: Juliana Daglio
Sinopse: O nome dela não é Valery Green. Também não nasceu no Kansas, e sua família toda não morreu num acidente de carro onde ela foi a única sobrevivente. Nascida num mundo de trevas e segredos apocalípticos, a garota feita de mentiras luta dia após dia para ter uma vida longe de sua verdadeira identidade e de seu dom misterioso, o qual ela julga como uma maldição. Por  cinco  anos, ela  conseguiu.  Escondida  na  pacata  Darkville,  tornou-se uma respeitada Detetive,  conhecida por sua  frieza  e eficácia no  trabalho. Seu  companheiro Axel parece ter orgulho de trabalharem juntos, até ficar frente a frente ao que encontraram na busca daquela noite - um demônio dentro de uma garotinha. Para  ajudar  a  pequena Anastacia, Valery  terá  que  colocar  em  risco  o  trabalho  na polícia e seu relacionamento com Axel, recorrendo à ajuda do Padre Henry Chastain, um velho conhecido.  Desenterrando  um  passado  cheio  de  exorcismos,  perseguições  e batalhas contra demônios, esse reencontro não promete ser feito de abraços e boas-vindas. Chas, como ela o chama, é conhecido como o maior Exorcista vivo - a Espada de Sal do Vaticano, e é sua única esperança de lutar contra o novo inimigo, mas também representa o ponto  fraco de si mesma e o acesso a um passado doloroso que pode despertar seus próprios demônios interiores.

Valery Green não é seu nome verdadeiro, e essa é apenas uma das várias mentiras que construíram sua vida desde que saiu de casa. Por algum tempo, Valery conseguiu levar uma vida aparentemente normal, longe dos fantasmas do passado. Assumiu uma nova identidade e tornou-se uma respeitada detetive, eficiente e ativa em seu trabalho, e protegeu aqueles que mais amava de si mesma. Mas um acontecimento inesperado vira sua rotina novamente de ponta cabeça: uma garotinha assolada por um demônio. Para ajudar a pequena, Valery vai ter que deixar seu orgulho de lado e recorrer a alguém do seu passado, pois somente ele poderá ajudá-la a mandar esse ser para o inferno de onde nunca devia ter saído, e recolocar sua vida nos eixos.

Juliana mais uma vez me surpreendeu. Eu sabia desse lado sombrio da autora e já havia sentido uma parte dele em O Lago Negro, mas Lacrymosa chegou para decretar de vez o talento da autora no gênero terror. Nestas primeiras impressões, foram apresentadas aos leitores as primeiras 32 páginas do livro e, por mais que pareça pouco, Ju nos mostra já ao que veio, envolvendo-nos de uma forma irreversível. Fica difícil se desligar das páginas e, ao final dessa degustação, só consigo pensar em como a história continua.

Valery é uma personagem misteriosa e cheia de segredos, que vamos conhecendo aos poucos, praticamente em doses homeopáticas. Determinada, forte, corajosa e inteligente, a nossa protagonista conquistou seu espaço dentro do trabalho, mas não consegue deixar seus fantasmas para trás e entregar-se de verdade à nova vida. Temos em Valery uma personagem bastante humana, que é capaz de qualquer coisa para fazer o que considera certo e proteger aqueles que ama. Estas trinta páginas deram ao leitor uma boa noção da personalidade já consolidada e permeada por ausências e mistérios da protagonista, e é impossível não sentir curiosidade em se aprofundar ainda mais na vida e nas aventuras de Valery Green.

Axel é o parceiro de Valery na polícia e é um dos maiores admiradores da garota. Além de galã sexy, o cara é atencioso e preocupado no que se relaciona a Valery. Ele não apenas a considera como parceira, deixando bastante claro seu respeito pela dedicação que a garota mostra no trabalho, mas também explicita o tempo todo seu interesse por ela como mulher, através de olhares e cantadas bem-humoradas e cheias de malícia. Axel é uma personagem bastante crível e é difícil não se encantar por ele. Toda a sua postura de policial decidido, corajoso e durão desaba praticamente na mesma hora em que ele pensa em Valery. Entre os dois tudo é bastante intenso, e fica no ar um clima cheio de desejo e admiração mútua entre os dois, por mais que a garota não admita isso nem sob decreto.

Com relação ao padre Henry Chastain, confesso que estas primeiras páginas ainda não me deram informações suficientes pra construir essa personagem na minha mente. O que posso dizer até agora é que a aura sombria e misteriosa que acompanha Valery está presente também neste homem, com habilidades tão específicas e tarefas tão complexas. Acredito que no decorrer do livro tenhamos maiores detalhes sobre a vida e caráter do padre, e eu preciso dizer que estou bastante curiosa e não vejo a hora de conseguir decifrar um pouco mais da personagem.

Com relação aos temas abordados, o livro é exatamente aquilo a que se propõe. Exorcismos, demônios, possessões, todo esse campo sobrenatural aparece em Lacrymosa, e isso só me atrai ainda mais à leitura, como boa amante do gênero terror. Não apenas as personagens são construídas de forma consistente, mas também o próprio enredo, que já fica claro desde as primeiras páginas e mesmo assim tem a capacidade de nos surpreender e tirar nosso fôlego a cada momento. Como em todo livro da Juzinha, nada é o que parece, e isso só torna a leitura ainda mais rica e atenta, cheia de elementos que dão ao leitor a oportunidade de conhecer, junto das personagens, o destino e as reviravoltas de cada instante da trama. O que posso dizer depois dessas primeiras impressões é que eu estou não apenas curiosa com o restante da história, mas também necessitada dessa continuação, para exorcizar a vontade quase incontrolável de devorar as próximas páginas.

Aqui embaixo vocês vão encontrar uma descrição da própria Juliana sobre o livro e alguns quotes para deixar todo mundo ainda mais doido de curiosidade, porque eu não vou passar vontade sozinha!

Lacrymosa é uma história contada em um livro só, embora seu universo abra possibilidades para a criação de novos plots e ganchos para novas aventuras. Escrito em um ano e meio, foi editado pela Agencia Increasy e passou por lapidações com a ajuda de  Coachs Literárias. O  gênero  claudica  da  fantasia  dark,  ao  terror,  com pitadas  de romance e um drama psicológico intenso, narrado do ponto de vista de seus protagonistas. A mitologia foi embasada em diferentes fontes de religião, história e teorias, construindo uma premissa com ideias próprias, criadas na mente dessa autora que vos fala. Muitas das opiniões dos protagonistas e narradores, se distancia em milhas das minhas próprias opiniões, o que  tornou o processo de criação deles um desafio sem  igual, que mudou para sempre a minha vida e minha relação com o divino.




Todo mundo desesperado para ler o livro, tanto quanto eu? Agora o que resta é torcer pra que a Juzinha libere logo esse título, pra matar a vontade de todos nós! Até a próxima postagem! 😙😙

[SEMANA ESPECIAL] Uma Canção Para A Libélula, de Juliana Daglio

27 março 2016

Hey, pessoas!

Hoje é o último dia da nossa Semana Especial Uma Canção Para A Libélula, de Juliana Daglio, e para terminar com chave de ouro iremos conhecer os quotes do segundo volume da duologia! Preparados?






Agradeço imensamente a Juliana pelo carinho com o blog e gostaria principalmente de 
desejar voos ainda mais altos pra essa libélula linda!

Espero que vocês tenham curtido tanto quanto eu de participar dessas postagens incríveis! Beijos e continuem acompanhando o LV!

[SEMANA ESPECIAL] Uma Canção Para A Libélula, de Juliana Daglio

26 março 2016

Hey, pessoas!

O post de hoje da Semana Especial Uma Canção Para A Libélula traz para vocês quotes exclusivos da primeira parte dessa duologia, só para deixar todos vocês ainda mais ansiosos. Querem conferir?






Amanhã tem o último post da Semana Especial, com os quotes da segunda parte dessa história emocionante e envolvente! Beijos!

[SEMANA ESPECIAL] Uma Canção Para A Libélula, de Juliana Daglio

25 março 2016

Hey, pessoas!

Nossa Semana Especial Uma Canção Para A Libélula continua, e hoje, além de quotes lindos do livro da Juzinha, vamos ainda conhecer a data do lançamento nacional da duologia relançada este ano pela editora Arwen!


O evento de lançamento do livro acontecerá no dia 9 de abril, na Livraria Martins Fontes, em São Paulo, e acontecerá em parceria com a autora Letícia Godoy. Portanto vocês poderão ter os dois livros da Juzinha mais o Deixa-me Entrar em um só dia, não é demais? Fiquem por dentro de tudo confirmando presença no link!

E se ainda restou alguma dúvida, fiquem com os quotes de Uma Canção Para A Libélula e morram de ansiedade!





Amanhã tem mais postagem! Beijos!

[SEMANA ESPECIAL] Uma Canção Para A Libélula, de Juliana Daglio

24 março 2016

Hey, pessoas!

A Semana Especial de Uma Canção Para A Libélula, da querida parceira Juliana Daglio, continua até domingo, e hoje, como os livros são extremamente incríveis e me marcaram profundamente, vou repostar a resenha que já existe aqui no blog, da Parte I da duologia. Preparem os lencinhos!



TÍTULO: Uma Canção Para Libélula - Parte I
AUTOR: Juliana Daglio
EDITORA: Editora Deuses
NÚMERO DE PÁGINAS: 238 páginas
SINOPSE: Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula. Os anos se passaram, Vanessa vivia em Londres e tinha a vida cercada por seu iminente sucesso como pianista, porém, algo aconteceu, mudando seu destino: Uma doença, uma viagem e um reencontro. Vanessa precisará encarar fantasmas que sequer lembrava um dia terem assombrado sua vida, tendo de relembrar a morte do irmão e reviver seu conflito com a mãe. E mais importante e mortal, conhecer a grande antagonista de sua vida, a quem chama de Vilã Cinzenta. De Londres a São Paulo, dos Palcos aos Lagos. “Uma canção para a Libélula” é a história de uma alma perdida e de sua busca por quebrar o casulo de sua existência, para só então compreender o sentido da própria vida. Este livro é um profundo mergulho em uma mente nebulosa, permeada por lagos obscuros e pela inusitada morte; não havendo sequer esperanças.

    

Vanessa é uma musicista: ela toca piano divinamente! Mas em seu íntimo, uma coisa que ninguém desconfia a perturba: uma tragédia ocorrida na sua infância, que a tirou de seu lar e deu seu pai amoroso, a levando a morar em Londres com sua tia, onde toda sua carreira desenvolveu-se. Independente do sucesso e admiração que Vanessa conquista por todos os palcos onde passa, a garota não consegue esquecer suas feridas doloridas e incuráveis de sempre. A volta ao Brasil, devido a uma doença de seu pai, só piora a situação. E a partir de então todas as lembranças vão torturá-la mais uma vez, intensificando a presença cinzenta que ela leva a seu lado, para qualquer lugar que vá.

Quando fechei parceria com a Ju, já conhecia o livro e tinha lido várias resenhas positivas sobre ele. Sabia que poderia esperar uma leitura emocionante, mas não estava preparada para tanta intensidade quanto a que encontrei ao correr os olhos pelas páginas e desvendar a história de Vanessa.

A escrita da Juliana é praticamente uma poesia. Em cada linha, nos deparamos com emoções tão explícitas que chegam a se tornar palpáveis. As palavras utilizadas, as expressões para definir cada sentimento e pensamento dos personagens, tudo isso nos remonta a uma situação onde vários julgamentos estão em jogo, e nós precisamos decidir de que lado ficar. Mas ao mesmo tempo somos levados por essa enxurrada de emoções a lugares que nem imaginamos, e conhecemos a fundo o psicológico de cada uma das pessoas envolvidas na história. Eu fui completamente tragada pela autora para dentro daquele universo, que poderia ser o de qualquer um de nós, e isso foi uma agradável surpresa.

Assim como a escrita, a construção dos personagens também se dá de maneira intensa. Vanessa é uma garota sofrida, que não consegue deixar para trás todo o sentimento de culpa que o passado traz à tona toda vez que ela lembra dele. Isso a torna uma pessoa frustrada, que apesar de conquistar o mundo com sua música, não vê todas as suas vitórias como deveria. Ela é triste, abatida, isolada e deprimida. Desde criança, convive com o desprezo de sua própria mãe, e tudo a leva para a situação em que se encontra agora, em estado praticamente depressivo. Seu único amigo é a presença cinzenta da tristeza que sempre a ronda, não deixando-a ser completamente feliz ou leve. A mãe de Vanessa é uma personagem completamente malvada. Aliás, essa não seria a palavra exata para descrevê-la: ela é mesmo cruel. Não suporta sua filha, pois a considera culpada por todos os infortúnios de sua vida, e faz questão de deixar isso claro desde o nascimento de Vanessa. Depois da tragédia ocorrida na família, o gênio da megera só piorou, e agora sua vida gira em torno da infelicidade de sua filha. Ela é um exemplo de como não ser uma mãe. O pai e o irmão de Vanessa, juntamente com sua tia que tão bem a acolheu como filha, são pessoas amorosas e muito dedicadas, que tornam a leitura mais leve e nos fazem ter esperanças de que a situação de Vanessa possa melhorar algum dia. Eles sim são uma verdadeira família para a menina.

Outro ponto que eu preciso destacar é a sutileza da qual Juliana se utilizou para ligar a libélula à sua trama. Eu achei lindo! O animal aparece como um símbolo de que nem tudo está perdido para Vanessa. A relação das duas é muito estreita, e elas possuem características em comum que são identificáveis no decorrer da narrativa. Eu nunca havia tido a experiência de ler um livro que associasse tão profundamente um personagem a uma simbologia, e eu achei genial o modo com a autora construiu isso. Preciso dar os parabéns a Ju, pois apesar de explícita, essa ligação foi emocionante e comovente. Com certeza o elemento que eu mais gostei no livro.

A diagramação da editora está impecável! Apesar de alguns erros de acentuação que encontrei na digitação e revisão, a capa é linda, combina perfeitamente com o enredo, e os detalhes das páginas são perfeitamente condizentes com a história, além de darem um charme a mais ao livro. As páginas são amareladas e a fonte usada é muito agradável à leitura.

Cheguei ao fim da leitura com uma sensação pesada e ao mesmo tempo leve no peito: pesada porque eu já passei pelo que a protagonista passa, e sei o quanto isso é complicado e delicado de se lidar. Leve porque sei que o livro realmente cumpriu seu papel, e me envolveu em suas páginas como poucos conseguem. Fico imensamente feliz em saber que a literatura nacional tem nomes como o da Ju, que é tão competente e talentosa no que faz.

E aí, curtiram ou não? Certeza que vocês já estão doidos para acompanhar a história inteira! Não percam que amanhã tem mais postagem exclusiva!

Beijos!

[SEMANA ESPECIAL] Uma Canção Para A Libélula, de Juliana Daglio

23 março 2016

Hey, pessoas!

A Semana Especial Uma Canção Para A Libélula continua com força total, e hoje conheceremos um pouco mais da autora e da arte de capa dos livros!



Vinte e poucos anos, Psicóloga Clínica, apaixonada por Psicanálise, viciada em Livros e amante do Rock Britânico. Desde criança foi vidrada em faz de conta e inventava inúmeros personagens para conversar. Assistia a filmes sobre vampiros já aos seis anos, mesmo que tivesse que se esconder atrás do sofá. Na adolescência, dizia que iria ser uma Libélula. Hoje em dia se diz uma adulta confusa, que ainda adora vampiros, não ganhou asas de libélula, mas escreveu um livro sobre elas, transformando seus personagens inventados em pessoas reais, embora sejam feitas de tinta e papel.

Com a republicação dos dois volumes de Uma Canção Para A Libélula pela editora Arwen, os livros ganharam nova diagramação interna e externa, e as capas ficaram simplesmente maravilhosas! Abaixo vocês conferem a duologia de arte aberta, ou seja, dá pra se encantar ainda mais!



Fala sério, não são a coisa mais linda deste mundo? Todos os detalhes, as cores delicadas e essa diagramação de tirar o fôlego! Quer garantir os seus exemplares também? Simples: clique neste link e adquira agora mesmo!

Amanhã tem mais postagem! Beijos!

[SEMANA ESPECIAL] Uma Canção Para A Libélula, de Juliana Daglio

21 março 2016

Hey, pessoas!

A  Semana Especial dedicada ao livro Uma Canção Para A Libélula, da nossa autora parceira Juliana Daglio já começou!

Como muitos de vocês já sabem, a duologia foi relançada recentemente pela editora Arwen, uma grande apoiadora da literatura nacional.

Para começar os posts especiais, nada melhor do que uma promoção pra deixar todo mundo animado. Quer levar pra casa os dois volumes de Uma Canção Para A Libélula? Então clica na imagem abaixo e siga os passos!


- O ganhador será notificado via e-mail, e tem até 72 horas, (3 dias) para responder.
- Não respondendo nesse período, será feito outro sorteio.

- O não cumprimento de todas as regras também acarretará em desclassificação do ganhador.

- Os prêmios serão postados em até 20 dias úteis após o envio do endereço do ganhador. 

Para mais novidades curtam a fanpage do livro. Lembrando que o resultado do sorteio está previsto para dia 26 deste mês. E fiquem ligados porque amanhã tem mais postagem especial!

Até a próxima postagem! Beijos!

[DIVULGAÇÃO] Novas Capas de Uma Canção Para A Libélula

09 fevereiro 2016

Hey, pessoas!

Recentemente, como vocês já sabem, a editora Arwen adquiriu os direitos de publicação das duas partes de Uma Canção Para A Libélula, livro da nossa querida autora parceira Juliana Daglio.

Exatamente neste dia 8, nós, fãs, ficamos extasiados com a divulgação das novas capas dos dois volumes da história de Vanessa, feitas pelo talentoso Henrique Morais. Obviamente, babando ainda e mega ansiosa, vim anunciar esta grande notícia a vocês!

Para quem ainda não conhece a história, vou deixar todas as informações aqui embaixo, juntamente com os links de compra e redes sociais, tudo que vocês precisam para acompanharem os voos incríveis dessa libélula linda!



Título: Uma Canção Para A Libélula (Parte I)
Editora: Arwen
Skoob - Resenha
Sinopse: Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula. Os anos se passaram, Vanessa vivia em Londres e tinha a vida cercada por seu iminente sucesso como pianista, porém, algo aconteceu, mudando seu destino: Uma doença, uma viagem e um reencontro. Vanessa precisará encarar fantasmas que sequer lembrava um dia terem assombrado sua vida, tendo de relembrar a morte do irmão e reviver seu conflito com a mãe. E mais importante e mortal, conhecer a grande antagonista de sua vida, a quem chama de Vilã Cinzenta...


Título: Uma Canção Para A Libélula (Parte II)
Editora: Arwen
Skoob
Sinopse: Um segredo antigo, uma alma conturbada, uma comprida escada. Valéria agora está de frente com a verdade e com uma velha amiga, a Loucura. Depois de um final aterrador, Uma Canção para a Libélula - parte I, deixou leitores ansiosos pela sua continuação. A história da jovem pianista Vanessa, e sua luta contra a Vilã Cinzenta, conquistou corações pelo Brasil inteiro e agora tem seu desfecho. A Menina que se encontrou com a Libélula viveu um sofrimento extremo, mergulhando em sua alma obscura para nos contar sua história. Dentro de um casulo escuro os segredos permeiam, envenenando toda a existência dessa família marcada por uma morte precoce. Diante das rachaduras há uma descoberta incrível: asas de diamante, um voo alto em meio às nuvens de um entardecer cor de algodão doce, e o encontro mais importante de uma existência. Seja forte agora, mas não contenha suas lágrimas. Ouça a Canção até o final.

O que eu posso dizer além de que eu estou completamente fascinada por essa arte? As capas ficaram simplesmente maravilhosas, se complementam e, juntas, tem tudo a ver com a história da Vanessa, que já conquistou e vai continuar conquistando muitos corações por aí afora.


Você ainda não comprou seu exemplar? Fique sabendo que pode fazer isso! Os livros estão disponíveis individualmente (Parte I e Parte II) ou em um box lindo, lá no site da editora Arwen! Você pode também acompanhar todas as novidades sobre os livros e sobre a autora acompanhando a fanpage da autora no Facebook.

Até a próxima postagem! Beijos!

[RESENHA] O Lago Negro - Juliana Daglio

28 janeiro 2016

Hey, pessoas!

Como todos vocês já sabem, a autora Juliana Daglio, paceira aqui do blog, tem trazido inúmeras novidades para este nosso mundo literário. Enquanto esperamos ansiosamente o segundo volume de Uma Canção Para Libélula (confiram a resenha do primeiro livro aqui), vamos acompanhar a saga de Verônica em O Lago Negro, publicado recentemente pela editora Arwen!

O Lago Negro
TÍTULO: O Lago Negro
AUTORA: Juliana Daglio
EDITORA: Arwen
NÚMERO DE PÁGINAS: 368 páginas
SINOPSE: Verônica é uma garota problemática marcada por um passado traumático do qual mal se lembra, mas que lhe tirou o direito à total sanidade. Ao se mudar para o interior, depois de passar no vestibular, ela se depara com o local perfeito para se inspirar e, finalmente, transformar seus personagens imaginários em um livro. Lagoana é uma cidade nebulosa, úmida, habitada por almas quietas e pouco amigáveis. Porém, o clima obscuro não despertará somente a criatividade, mas também acordará seus fantasmas mais profundos. Prestes a perder o controle sobre sua trama e sua mente, Verônica conhece um estrangeiro de sorriso cafajeste e olhos azuis e, desconfiada de suas intenções, ela guarda segredo quanto ao seu livro, mas não sabe que Liam também tem os seus. Verônica nem desconfia, mas eles podem ser a chave para os mistérios que a rondaram durante toda sua vida. Assim, o lago negro de sua imaginação será, definitivamente, o estopim para toda sua loucura emergir. O que será que ele esconde no fundo de suas águas escuras?


A Loucura chama.

     

É lógico que não poderia ser surpresa para ninguém eu amar um livro da Juzinha, mas este realmente me tirou o fôlego! Vou tentar colocar aqui nesta resenha todas as sensações maravilhosas que O Lago Negro me causou, mas já adianto que não vai ser fácil e muito menos rápido, então sentem-se e preparem-se!


Neste primeiro volume de uma série de três outros livros, somos apresentados a Verônica Cattani, uma garota traumatizada por um passado do qual não possui nenhuma lembrança profunda, convivendo com a insanidade que se faz desde cedo sua fiel companheira. Por conta de toda essa confusão, Verônica é uma jovem bastante fechada em si mesma, que só consegue se abrir com Enzo, seu melhor amigo e namorado, com o qual ela vai viver uma experiência nova e revigorante em Lagoana, cidade pequena e sombria que seria a ambientação ideal para o enredo de um livro que a nossa protagonista tinha em mente desde sempre. Isso em tese, é claro. Em Lagoana, Verônica conhecer muitas pessoas e lugares, entre eles o casal Caprini, donos da maior indústria de água mineral do lugar, e sua casa macabra. É a partir de então que a vida de Verônica muda completamente, e toma um rumo inesperado até mesmo para a mente fantasiosa e turbulenta da garota. Na história, entra um estranho lago negro, com o qual Verônica se sente intimamente ligada, além de um completo estranho que consegue balançar as estruturas da jovem. Quais serão os segredos que Verônica terá de desvendar agora? E por que ela sente que aquele lago faz parte de si mesma?

Quero começar esta resenha deixando clara o quanto eu fico cada vez mais pasma com a criatividade da Ju, e com o talento que ela tem não só para a escrita, o que é bem óbvio, mas para surpreender seus leitores. O enredo criado pela autora neste livro ultrapassa qualquer barreira da sanidade que se possa imaginar, e eu não estou dizendo isso apenas pela protagonista e as experiências que ela enfrenta. Conforme avançamos na narrativa, nos vemos tão tragados para aquele mundo que é impossível sair imune dessa leitura. Ela é uma daquelas que marcam você, e que ficam dentro de nós por muito mais tempo do que a última página delimita.


Verônica é uma personagem bastante complicada. Mas, por incrível que pareça, me identifiquei e consegui compreendê-la desde o início da leitura. Por conta de tudo que já aconteceu na vida da jovem, inclusive a perda do pai, com o qual ela se sentia bastante ligada, e sua passagem pela clínica psiquiátrica, sua vida é um emaranhado confuso e nebuloso com o qual nem ela mesma sabe lidar muitas vezes. A força que ela encontra para seguir enfrente vem em parte de Enzo, seu namorado, e em parte por conta de seu sonho de seguir a carreira de seu pai como escritora. É por conta dessa esperança que ela muda-se para Lagoana, mas na verdade o que ela estava buscando não era apenas a realização de um sonho, mas sim a expectativa sempre presente de sentir-se normal outra vez, e não insana ou perigosa para si mesma como as pessoas a veem. Eu me envolvi com a protagonista logo de cara, criei empatia, sofri e torci por ela, me senti ligada a ela de uma forma que há algum tempo não acontecia. Mas isso não me surpreende: as personagens da autora geralmente conseguem despertar algo em mim, algo que eu não sei explicar, mas que me faz senti-las reais e estranhamente próximas.

Enzo foi um dos personagens que mais conseguiu me deixar boquiaberta nos últimos tempos, de um jeito bastante ruim. No início ele era compreensivo, protetor, cuidados e um ótimo ouvinte, exatamente o que Verônica precisava para se sentir segura. Depois de um tempo, porém, era como se ele tivesse cansado de aguentar tudo isso sozinho, do 'fardo' que tinha de carregar, e então ele mudou inteira e profundamente, e eu só tenho uma palavra para descrever a pessoa na qual ele se tornou: babaca, um perfeito canalha. Muitas vezes, em várias situações, eu me vi furiosa, xingando ele ao extremo, completamente frustrada pela sua cara de pau. Sinto muito, Ju, mas o Enzo me causou enjoos!



Liam, pelo contrário, foi amor à primeira vista! Um garoto enigmático, que surge do nada e toma conta da situação (e de Verônica) de um jeito forte e seguro. Inteligente, perspicaz e extremamente charmoso, Liam mexe não só com a cabeça de Verônica, mas também com as de todas as leitoras, inclusive com a minha. É fácil se apaixonar pelo Liam, porque ele faz todo o trabalho difícil da conquista sozinho e sem nem perceber. Ele é o cara dos sonhos de qualquer garota, e é incrível ver o modo como ele cuida da Verônica e de toda a situação pela qual ela precisa passar.

O casal Caprini, Vicente e Katarina, é bastante misterioso. Eles e toda a família e história que os envolvem. Sua filha e o modo como eles acolhem Verônica entre eles, as necessidades que possuem e os segredos que escondem, tudo isso são como ímã para leitores curiosos e cheios de vontade investigativa, como eu, por exemplo. No decorrer da história conhecemos mais deles e de seu passado, e eu realmente não consegui enxergá-los como vilões em momento nenhum. É indispensável dizer que eles influenciam diretamente no rumo que a narrativa toma, mas eles não estão do lado negro da força. Posso dizer que eu os achei extremamente interessantes, no mínimo!



O enredo criado pela autora é complexo, e acompanhá-lo não é uma tarefa fácil. Exige atenção, controle e perspicácia, tudo aquilo que os nossos queridos personagens têm de sobra. Mas, sinceramente, não poderia ser mais gostoso se enredar pelos mistérios e segredos que existem dentro da trama. Juliana consegue reunir elementos distintos e fazer com que eles se encaixassem de uma maneira total e completa. Não só personagens diferentes, mas também aspectos de vários gêneros literários, como o thriller, o policial, a dark fantasy e, não menos importante, o romance, que acontece de uma forma leve e doce. Tudo isso para construir uma trama intrincada, do início ao fim, que prende o leitor, e o chama para fazer parte deste enredo.

Algo que eu gostei muito dentro do livro foi a forma como a Juliana conseguiu interagir com o leitor em todos os momentos, além de integrar o livro escrito por Verônica com a vida real que eles enfrentam dentro da trama. Não posso falar muito, mas posso dizer que a cada nova descoberta que eu fazia eu queixo caía mais um pouco, até chegar o ponto em que eu havia desistido de criar alternativas ou hipóteses e me deixei ser levada pela trama tão bem construída pela Juzinha. E foi a decisão mais sábia que eu já tomei! Me diverti, me surpreendi, me rendi aos encantos e à magia do lago negro, à imaginação de Verônica, ao charme de Enzo e aos mistérios dos Caprini.

A intercalação de capítulos do livro escrito por Verônica com o que realmente acontece dentro do enredo principal da história dá ao leitor a chance de montar esse enorme quebra-cabeças ou de pelo menos tentar encontrar algum caminho no meio de todas as informações inseridas aos poucos pela autora. A importância dos personagens secundários também é algo que impressiona, a forma como todos eles interferem na trama e dão novas direções ao nosso pensamento na medida em que mudam os caminhos da trama.



A diagramação da editora Arwen é praticamente artística, é incrível e não há como não se embasbacar olhando para aquelas páginas. Desde a capa até os detalhes de cada capítulo e todas as ilustrações que acompanham a história embelezam o livro inteiro e deixam a leitura ainda mais incrível. Não encontrei erro de revisão, e a fonte utilizada é agradável e auxilia na hora de ler. Tudo pensado para agradar ao público leitor!

Ao final dessa resenha, posso dizer que eu mal consigo esperar para o próximo volume da série. A história de Verônica me conquistou, me ganhou por inteiro, e me deixou completamente fascinada. O talento de Juliana é impressionante, e o dom que ela tem para a escrita é perceptível a cada palavra lida. O Lago Negro é um livro marcante, indescritível, emocionante e cheio de ação, capaz de se infiltrar nos seus pensamentos e se alojar dentro do seu peito, fazendo você se apaixonar e, principalmente, mergulhar de cabeça nesse lago profundo, cheio de insanidade e segredos que te envolvem a cada vez mais!

Até a próxima postagem! Beijos!

[DIVULGAÇÃO] Uma Canção Para Libélula agora é Arwen!

08 agosto 2015

Hey, pessoas!

A postagem de hoje traz mais uma notícia bombástica para todos vocês! Vocês já sabem que a Juliana Daglio é nossa parceira, e que ela está para lançar o livro O Lago Negro pela editora Arwen. O que vocês podem ainda não saber é que recentemente a Ju acabou por desvincular os títulos da editora que havia lançado a primeira parte, e, portanto, a Vanessa e a duologia Uma Canção Para Libélula ficaram sem casa, uma notícia que me deixou bastante abalada, confesso.

Apesar de ter ficado um pouco triste, pois eu tinha amado o primeiro livro (resenha aqui) e queria logo saber o desfecho da história, estava torcendo para que tudo desse certo para a nossa querida autora. E, quando eu menos esperava, eis que a Ju surge novamente com outra incrível notícia: a editora Arwen acolherá também os livros da duologia! Isso mesmo! Uma Canção Para Libélula, partes I e II agora são da Arwen! E o melhor de tudo é que a editora já está preparando, além do super lançamento do segundo volume, uma nova edição para o primeiro livro, que eu tenho certeza que vai ficar demais!


Para quem achava que já estava demais, as novidades não acabaram por aí! A nova edição da duologia vai contar com muitos atrativos legais para os leitores, deem só uma espiada:

- Os dois livros terão capas novas, feitas pelo mesmo artista que fez a capa de O Lago Negro (nem preciso dizer que a beleza está garantida, né?);
- A primeira edição terá um capítulo especial no final do livro (quem vamos querer conferir?);
- A duologia terá um box promocional com as duas edições (é muito luxo, gente!).

Agora me digam, tem como ficar melhor? Não, não tem! Apesar de que, quando se trata da dona Juliana podemos esperar todas as melhores surpresas! A reedição e o lançamento da segunda parte ainda não tem data prevista, mas tudo indica que ocorrerá ainda este ano! Não é o máximo?

A Ju eu só posso dizer uma coisa: eu já sabia! A Vanessa ainda não cumpriu sua missão de chegar a todos os leitores possíveis, com a sua sensibilidade e lição de vida, e com certeza esse voo não terminaria antes de concluir essa tarefa linda a que a libélula foi destinada! Ju, querida, todo o reconhecimento e sucesso são mais do que merecidos, e pode ter certeza que eu e o bloguinho estaremos aqui, aplaudindo de pé todas as conquistas que ainda virão!

E quanto a vocês, viajantes, preparem-se, vem muita coisa boa por aí! Até a próxima postagem!

Beijos ♥

[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] O Lago Negro - Juliana Daglio

04 agosto 2015

Hey, pessoas!

Há algum tempo, divulguei aqui no blog o próximo livro da nossa querida autora parceira Juliana Daglio, O Lago Negro. Essa semana, a Ju fez uma proposta aos seus leitores: ela mandaria uma degustação desse livro para que lêssemos e compartilhássemos nossas primeiras impressões. Como eu estava (e ainda estou, mais agora!) curiosa com a sinopse e a trama sobrenatural e misteriosa em si, topei logo de cara, e cá estou para dividir minhas opiniões sobre o prólogo e primeiro capítulo desse título tão aguardado!

O Lago Negro

Título: O Lago Negro
Autor: Juliana Daglio
Editora: Arwen
Skoob
Sinopse: Verônica é uma garota problemática marcada por um passado traumático do qual mal se lembra, mas que lhe tirou o direito à total sanidade. Ao se mudar para o interior depois de passar no vestibular, ela se depara com o local perfeito onde poderá se inspirar para, finalmente, transformar seus personagens imaginários em um livro. Lagoana é uma cidade nebulosa, úmida, habitada por almas quietas e pouco amigáveis. Porém, o clima obscuro não virá somente despertar criatividade, mas também acordar seus fantasmas mais profundos. Prestes a perder o controle sobre sua trama e sobre sua mente, Verônica conhece um estrangeiro de sorriso cafajeste e olhos azuis. Desconfiada de suas intenções ela guarda segredo quanto ao seu livro, mas não sabe que Liam também tem os seus, e que eles podem ser a chave para os mistérios que a rondaram durante toda sua vida. O Lago Negro de sua imaginação será, definitivamente, o estopim para toda sua loucura emergir. O que será que ele esconde no fundo de suas águas escuras?

O Lago Negro nos apresenta a Verônica, uma garota problemática, dona de um passado que frequentemente a atormenta, mesmo sendo apenas uma lembrança. Ela e seu namorado, Enzo, mudam-se, por conta da faculdade, para uma cidade interiorana, chamada Lagoana, onde os forasteiros não são bem-vindos. Lá, Verônica acredita finalmente poder colocar no papel seu tão sonhado livro, e pretende começar uma vida nova ao lado do homem que ama. É claro que nem tudo acontece como a garota imagina, e seus fantasmas do passado se mostrarão muito mais do que simples recordações.

Juliana acertou em cheio em mais esse livro! Posso dizer isso com toda a certeza, mesmo tendo apenas as primeiras páginas, porque por essa prova é possível entender todo o enredo conturbado, misterioso e sobrenatural que constitui o livro. Elementos como a insanidade, o suspense, os segredos, os medos, estão presentes nestas linhas e dão o tom macabro da história desde o início. 


O prólogo nos leva ao sonho de um jovem, com sua mulher amada, que só existe para ele naquele mundo. Ali, fica claro que nada será entregue de mão beijada aos leitores: Juliana nos dá pistas, e cabe somente a nós torná-las algo concreto. O tempo todo, nas poucas páginas que compõem o prólogo, somos levados a nos questionar e buscar o conhecimento necessário para entender toda a situação aparente maluca que acontece nesse episódio.

O primeiro capítulo é onde a nossa história realmente começa. Ali, encontramos Verônica e Enzo, conhecemos suas personalidade, seu relacionamento duradoura e feliz. Os dois formam um casal desde que se conheceram, e dá para notar o quanto gostam um do outro e aceitam-se, acima de qualquer diferença que possa existir entre eles. Verônica é uma garota bastante traumatizada, que não se dá bem com a mãe, perdeu o pai, e viveu com a avó paterna desde muito nova. É perceptível o quanto ela se tornou fechada, reclusa e amedrontada, e claro que seu temperamento foi influenciado definitivamente pelos acontecimentos de seu passado, que ainda não conhecemos neste trecho do livro. O que eu posso dizer da personagem é que me identifiquei com ela logo de cara: é difícil ignorar a dor e a fragilidade que parecer emanar da protagonista, e isso me deu uma vontade doida de abraçá-la e confortá-la por tudo que já passou. Além disso, seu amor pela leitura e escrita é um ponto que nos aproxima bastante.

A linguagem utilizada pela Juliana é sempre muito compreensível e próxima do seu leitor. Sem rodeios, sem muitos detalhes extremos, sem descrições exageradas, ela nos apresenta a história em partes, que fazem com que fiquei aquela vontade incontrolável de conhecer o desfecho da narrativa. Nada é fora do lugar, e tudo tem seu tempo certo para ser revelado. Confesso que depois de ler essas primeiras páginas estou ainda mais ansiosa para o lançamento do livro.

É possível notar que a narrativa será dividida em partes, o que sempre se torna muito agradável para mim, é como se eu estivesse assistindo a um filme, e em cada cena avançasse um pouco mais em direção ao desfecho final dele. Acredito que isso deixe o livro organizado, mais fácil de ser apreendido pelo leitor.

Acho que nem preciso falar nada da capa, a editora mais uma vez arrasou na arte! Pelo que já ouvi da Ju sobre o livro, acredito que a imagem escolhida tenha estreita ligação com a história, além das cores que combinam e harmonizam perfeitamente entre si. Simplesmente perfeito! Abaixo eu deixo a imagem dela aberta, para que todos vocês possam conferir com seus próprios olhos essa lindeza!


Para finalizar essas impressões, posso dizer que meu primeiro contato com o livro não poderia ter sido mais proveitoso e angustiante! Proveitoso porque agora, se restava qualquer dúvida com relação a gostar ou não da história, ela foi completamente destruída, e tenho ainda mais certeza de que lerei o livro assim que for lançado. Angustiante porque fiquei ainda mais ansiosa para ter logo meu exemplar, e finalizar a história de Verônica, e sei que minhas unhas vão sofrer com essa espera! Posso, finalmente, indicar a todos a leitura. A Juliana é extremamente talentosa, e suas narrativas sempre envolvem temas interessantes, abordados de uma maneira que acaba por emaranhar o leitor em suas tramas e deixá-lo na expectativa do que está por vir. E que venha O Lago Negro, e logo, por favor! Obrigada especialíssimo a Juliana, por me colocar nessa lista e me deixar adentrar com um pouquinho de antecedência ao mundo de Verônica! Até a próxima postagem, gente!

Beijos ♥

[ENTREVISTA] Autora Juliana Daglio

07 julho 2015

Hey, pessoas!

Hoje é dia de mais uma entrevista com nossas autoras parceiras, e desta vez quem vem conversar com a gente é a linda Juliana Daglio, autora de Uma Canção Para Libélula (resenha aqui). Sentem-se e divirtam-se conhecendo um pouco mais dessa escritora talentosa e super querida!

1.Fale um pouquinho sobre você, aos leitores que ainda não conhecem seu trabalho!

Oláaa! 
Primeiramente, queria agradecer a oportunidade de estar aqui no blog, conversar um pouco com os leitores e com a Patrini, que é uma linda *-* Bom, sou péssima pra falar de mim, toda tímida. Como escritora, tenho dois trabalhos em processo de publicação – Uma Canção para a Libélula (parte I e II) e O Lago Negro. São livros de gêneros diferentes, mas tem em comum duas personagens com distúrbios mentais lutando com isso, problemas de família e relações turbulentas. Embora UCPAL seja um drama psicológico e OLN seja um suspense, vejo esse ponto em comum. Gostaria de convidar todos vocês para conhecer as duas histórias; O Lago Negro sai em breve pela Editora Arwen. 

2. Como se iniciou sua relação com a literatura?

Foi ainda muito pequena, quando tinha uns 5 anos, mais ou menos. Meu pai tinha medo que eu me sentisse deslocada na escolinha, e quis me ensinar a ler antes do meu primeiro dia de aula. Então ele usou livrinhos de conto de fadas para me introduzir na leitura, o que acabou marcando toda a minha vida, pois nunca mais larguei os livros. Lembro que um dos primeiros que li foi a história da “Cachinhos Dourados”. 

3. Em que momento decidiu tornar-se escritora?

Quando eu tinha oito anos, invoquei que ia ser escritora. Encapei um caderno, desenhei a capa e comecei a escrever um conto de fadas. Era a história da princesa Caroline e do príncipe Léo (que era o nome do Power Ranger vermelho daquela época, e eu achava um gatinho), e na trama ele tinha que subir dezesseis andares enfrentando alguns obstáculos, para conhecer a princesa. Não acabei de escrever :(, e até hoje estou à procura desse caderno. 
Acho que foi nesse momento que eu decidi, ainda que de forma inocente. O meu primeiro livro comecei a escrever em 2009, 11 anos depois. 

4. De onde surgiu a ideia para escrever seus livros?

Uma Canção para a Libélula surgiu do meu desejo de unir meu aprendizado nas matérias do curso de psicologia, com minha paixão por literatura. Queria usar das duas coisas para mostras às pessoas o verdadeiro drama de quem tem depressão. A Vanessa apareceu nos meus sonhos, certo dia, e desde então eu percebi que o desejo de cria-la era muito forte, e não poderia mais ser contido. 
O Lago Negro também surgiu de um sonho, embora ele tenha sido modificado um pouco. Vou contar a vocês o segredo: esse sonho é o que compõe o Prólogo do livro. 

5. Qual a qualidade mais importante, que você sempre preza na hora de escrever?

Persistência. As ideias muitas vezes podem ser esmagadoras. Elas surgem do nada, e tomam minha cabeça de uma forma que não consigo pensar em mais nada. Quando vou para o computados, às vezes sou tomada por um cansaço tão grande, que penso que não vou conseguir dar conta das ideias, então tenho que persistir, e muito. Lutar contra esse cansaço enganador e deixar que as ideias fluam como elas quiserem.

6. O que o público pode esperar da sua escrita?

Muita loucuuuura! Hahahahah
Minhas personagens, as “V,s”, Vanessa e Verônica, são extremamente, e na minha opinião, deliciosamente, perturbadas. A Vanessa tem depressão severa, e muitas vezes a tristeza dela pode inundar o leitor, mas os devaneios dela, a música, os sonhos, mostram a profundidade e a complexidade da mente que ela possuí. Já a Verônica, não posso diagnosticar, ou vou acabar estragando as surpresas do livro, mas ela é mais agressiva, mais intensa, e mostrar sua loucura peculiar através do livro que está escrevendo dentro do livro. 
Parafraseando o Chapeleiro Maluco em Alice no País das Maravilhas: as melhores pessoas são as Louquinhas. 

7. Qual foi a parte mais difícil pela qual você precisou passar para seguir seu sonho de escrever?

Olha, acho que a parte difícil ainda não passou, viu. 
A publicação foi um processo muito demorado, pois o mercado editorial no Brasil ou é muito caro, ou é exclusivamente internacional. Isso foi complicado, suado e muitas vezes me fez ter vontade de desistir. 
Nos dias de hoje tenho mais confiança de que é um sonho possível, pois me conectei a outros escritores e a leitores que se tornaram amigos incríveis. O que acho mais complicado hoje em dia é manter a divulgação no ar, o pessoal interessado, divulgando. 
Faço tudo com o maior carinho e prazer, e pretendo não desistir nunca desse sonho. 

8. Existe algum autor ou autora que te inspira? Conte por quê:

Sim! Carlos Ruíz Zafón é meu mestre. 
Ele escreve livros com um gênero ímpar. Mistura realismo e fantasia, suspense, romance, terror... Ele consegue colocar tudo em um livro e te prender a cada página. Os livros dele são meus favoritos!

9. Sabemos que o apoio de quem amamos é sempre importante na hora de correr atrás de um sonho. Como sua família recebeu a notícia de que você queria se dedicar à escrita?

No início eles não me deram muita bola (risos). Eu disse que estava escrevendo, mas ninguém perguntou nada. Resolvi ficar na minha e mostrar quando já estivesse pronto. O primeiro manuscrito de Uma Canção para a Libélula, dei para minha mãe ler, e foi então que ela acordou. Ficou emocionada, chorou... Foi uma sensação incrível. 
Depois disso eu ainda reescrevi o livro duas vezes, e em todas ela me incentivava. Quando a publicação veio, toda a família se movimentou para me ajudar emocionalmente e financeiramente, e foram eles que fizeram tudo acontecer da forma mais linda possível. 
Minha família é a coisa mais preciosa do mundo!

10. Deixe uma mensagem aos leitores:

Bom, gente! Adorei responder às perguntas, e espero que tenham gostado e que queiram ler os livros. No início dessa caminhada de escritora, eu era só uma garota com um livro. Hoje sou uma garota com uns livros e um punhado de leitores que me motivam, me incentivam, me colocam para cima e me empurram para frente. Agora eu tenho mais um propósito, que são vocês. 
Sem vocês, isso não seria tão maravilhoso. Obrigada pela oportunidade e um beijo no coração de todos os leitores. :D 

Pensem numa autora linda e extremamente dedicada aos seus leitores. Pensaram? Esta é a Ju. Muito obrigada por ter topado essa entrevista, Ju, saiba que tua espontaneidade nas respostas me fez amar cada pergunta. E conte comigo e com o LV para o que der e vier. 

E vocês, viajantes, curtiram a conversa? Espero que sim! Só tenho uma coisa a dizer: ainda vem mais por aí, então fiquem ligados. Até a próxima postagem!

Beijos ♥