Olá, viajantes!
A postagem de hoje é de Primeiras Impressões, algo que eu amo fazer. E a autora que vocês vão conhecer já é uma figura conhecida aqui no blog pelo seu livro Aos Olhos de Zoe, leitura que me marcou para sempre e sobre a qual tem resenha no LV (se quiser ler a resenha, clica nesse link). Camila Pelegrini está, agora, com um novo projeto literário: Maldição dos Inocentes. E é acerca dele que vamos conversar hoje!
A primeira coisa que vocês precisam saber (se ainda não sabem) é que eu sou fascinada pelo mundo místico das bruxas. É por isso que a história desses seres mágicos me desperta tanta curiosidade e foi dessa forma que eu me interessei por procurar mais informações a respeito da cultura bruxa ao longo dos tempos. Uma das partes mais importantes dessa cultura é, sem dúvida, também uma das mais cruéis: a caça às bruxas, um movimento social, político e religioso que teve seu auge nos séculos XVI a XVIII. Esse período negro acumula vítimas inocentes que foram assassinadas sem a mínima piedade, e é neste cenário obscuro que vamos entrar na história de Maldição dos Inocentes (e por isso eu fiquei maravilhada com a trama já nas primeiras linhas, socorro).
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[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Silhuetas na Penumbra - Rafael Sales
03 agosto 2018
Olá, viajantes dos livros! Prontos pra mais uma primeira impressão?
Silhuetas na Penumbra – Semente de Âmbar é um livro de fantasia nacional, novo lançamento da editora Pendragon. A editora mantém uma parceria bem legal com alguns blogs e disponibiliza para eles o primeiro capítulo dos seus novos títulos, para a realização das primeiras impressões. Nós aqui do Livros Viajantes fazemos parte desse projeto e são os comentários sobre o livro de Rafael Sales que eu venho trazer hoje a vocês, nossos viajantes.
TÍTULO: Silhuetas na Penumbra - Semente de Âmbar
AUTOR: Rafael Sales
EDITORA: Pendragon
ANO DE LANÇAMENTO: 2018
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SINOPSE: Há milênios a humanidade é usada como peça de uma guerra oculta. De um lado, forças angelicais lutam para defender a Criação, enquanto legiões demoníacas arquitetam planos para reinar sobre a dimensão dos mortais. Entre as duas forças, as entidades de Fantás’ya tentam preservar o equilíbrio, mas o empate entre Ordem e Caos reviveu uma promessa já esquecida. Após anos em um orfanato, Elisa é adotada por uma renomada artista plástica e vê sua vida mudar ao chegar em uma cidade repleta de mistérios e mansões. A estreia do espetáculo circense desencadeia acontecimentos que levam a garota descobrir que existem verdades escondidas em seus pesadelos corriqueiros. O destino de inúmeras vidas estará em uma única escolha. Série premiada na categoria “Contadores de Histórias” do Wattys 2017.
Silhuetas na Penumbra nos apresenta a Elisa, uma garota órfã, que passou a maior parte da infância em um orfanato, até ser adotada por uma artista plástica muito famosa, Nuelly Adágio. Desde que isso aconteceu, a vida de Elisa foi agitada: devido às exposições e ao próprio trabalho de sua nova “mãe”, as duas viajavam muito, não ficando muito tempo em apenas um lugar. Por isso a garota não estava animada para construir amizades ao chegar na nova cidade. Menos empolgada ainda estava com o fato de ser novamente a caloura na escola. Elisa tem tudo para ser mais uma adolescente normal e cheia de dúvidas, se não fossem por seus pesadelos frequentes e assustadores, que parecem ficar cada vez mais reais. Confusa com sua nova vida e atormentada por essas visões amedrontadoras, a jovem tenta seguir normalmente sua rotina. Qual não é sua surpresa ao se deparar com duas figuras destoantes logo em seu primeiro dia de aula, duas figuras que ela já conhecia de seus pesadelos e que a deixaram já em estado de alerta. Assustada, Elisa não consegue parar de se perguntar como isso é realmente possível, ao mesmo tempo em que tenta se convencer, em vão, de que tudo isso não passa de uma mera ilusão de sua mente já perturbada.
Uma das coisas que eu mais curto em primeiras impressões é que elas te dão uma dimensão bastante coesa da história que está por vir, apesar das poucas páginas que compõem a degustação. Em Silhuetas na Penumbra, isso acontece de uma forma ainda mais arrebatadora: logo nas primeiras cenas, somos transportados aos sonhos de Elisa, com toda a sua velocidade, intensidade e assustadora realidade. Essa pequena cena que descreve esse pesadelo da protagonista dá o tom (eu espero) para o restante do livro: nebuloso, misterioso e inevitavelmente arrebatador.
A história é contada em terceira pessoa e, dessa maneira, temos uma dimensão maior e mais privilegiada dos sentimentos e ações das personagens. Além de Elisa, nos são introduzidos seus novos amigos (Laura, Camy, Aleksandra, Jeane e Martin), Sueli e Carlos, os funcionários da mansão de Nuelly Adágio, e mais alguns nomes que, ao meu ver, terão grande destaque no decorrer do livro. Entre eles destaco Dominus, um rapaz lindo e cheio de mistério que se aproxima de Elisa, causando arrepios instantâneos na garota, além de um tremendo desconforto; Joshua e Stark, as duas figuras tão parecidas com os homens dos pesadelos da protagonista, que, junto a Killa, formam um trio não apenas diferente de todos naquela escola, mas também enigmático e intimidador; e Diana, que pra mim foi uma das personagens mais difíceis de compreender ao longo desse fragmento da obra, visto que aparece em apenas uma pequena parte dele. Apesar disso, pode-se entender facilmente que Diana é uma das participantes desse outro mundo que habita em paralelo com aquele que conhecemos, um mundo permeado por fantasia, imaginação, seres místicos e poderosos e uma disputa que ameaça o futuro de todos.
Todas as personagens foram apenas introduzidas neste trecho selecionado da obra, portanto acredito que elas ainda tenham muito a crescer e se desenvolver ao longo da narrativa. Algo que fica claro, desde o início, é que todas elas serão construídas de forma bastante sólida e concreta, tendo papel fundamental para o desfecho da trama. Independente de eu já elencar algumas delas como figuras secundárias no enredo, acho que todas contribuirão de forma significativa em algum ponto, cumprindo funções e papeis de suma importância durante o desenrolar da história.
Por ser um livro de fantasia, que mistura tantos seres já conhecidos e amados por nós leitores, Silhuetas na Penumbra inicia com grandes vantagens. Depois dessas primeiras páginas, é possível perceber com clareza a dimensão gigantesca que o autor pretende dar ao seu enredo e a quantidade enorme de fatos, espaços, cenários e implicações que essa trama vai gerar. O universo ainda tem muito para ser explorado e eu confesso que, como amante desse gênero, fiquei bastante curiosa para desvendar todos os segredos que o livro ainda guarda.
Algo que eu não poderia deixar de mencionar nestas primeiras impressões, e que já fica claro logo pela capa, é a qualidade do trabalho da editora. A diagramação interna do livro, cheia de arabescos que remetem à história e ao mundo criado pelo autor, a capa detalhada e tão minuciosamente pensada, a revisão satisfatória do texto até chegar ao leitor, tudo isso demonstra carinho, cuidado e atenção não apenas com o público que vai consumir o livro, mas também com o próprio autor e com o livro que chega até nossas mãos. Demonstra que ele foi pensado e organizado com o maior amor do mundo e isso dá ainda mais vontade de mergulhar de cabeça na leitura.
Se vocês ficaram interessados e querem adquirir também o seu exemplar de Silhuetas na Penumbra, saibam que ele já está à venda no site da editora e para acessar o link de compra diretamente é só clicar aqui ou no na palavra COMPRAR escrita bem gigantescamente pra vocês lá perto das informações como título e sinopse. Depois de lerem não esqueçam de vir me contar o que acharam, combinado? Até a próxima postagem, viajantes!
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primeiras impressões
[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Nunca Olhe Para Dentro - Amanda Ághata Costa
30 setembro 2017
Hey, pessoas!
Eu tô muito em dívida com vocês e sei disso. A faculdade tá me tirando todo e qualquer tempo livre, inclusive o das leituras e atualizações do blog. Juro que tô tentando me organizar direito, mas também não quero que as postagens sejam simplesmente para manter o blog ativo. Quero que o conteúdo seja legal para vocês, que seja interessante, como nossos leitores merecem. Peço que não desistam do LV, vou aprender a me administrar por aqui e então prometo que as coisas se regularizam.
O post de hoje é especial. Primeiro porque é sobre uma autora que, muito além de estar entre as minhas preferidas dentro do âmbito nacional da literatura, é também uma das minhas melhores amigas. E segundo porque o livro do qual vamos falar é especial desde que foi concebido. As primeiras impressões de hoje vão apresentar pra vocês o mais novo lançamento na Amazon de Amanda Ághata Costa: Nunca Olhe Para Dentro!

Nunca Olhe Para Dentro é um livro intenso, do início ao fim. Nele, vamos conhecer Betina, uma garota sensível, encantadora e completamente apaixonada pela pintura, mas que viu sua vida ser definida para sempre por um acidente horrível no qual perdeu seus pais. A partir daquele momento, a garota sofre com uma série de mudanças, que incluem não apenas a perda da sua família, mas também a dor de ver o caso ser arquivado e seu pai ser responsabilizado pelo ocorrido. Lidando com a mágoa e com uma tia cruel e sádica, Betina precisa encontrar forças para recompor-se e ainda fazer o esforço de ir atrás da justiça por si mesma. Porém, um quadro nunca é feito apenas de duas cores, e o destino da nossa protagonista muda novamente ao se deparar com Nicolas. Betina se vê não só completamente envolvida, mas também apaixonada pelo garoto que a trata como ninguém havia feito antes. Dividida entre o amor, que traz a esperança colorida que Betina não mais havia se permitido sentir, e o desejo de ver tudo esclarecido no caso de seus pais, a garota vai ultrapassar barreiras muito maiores do que jamais podia imaginar; Betina precisa reaprender a valorizar as cores que existem dentro de si, e amar cada um delas.
Essas primeiras impressões são feitas a partir dos quatro capítulos iniciais do livro e por isso a visão da história em si é bastante pequena. Mas nesse mínimo vislumbre já é bem perceptível a carga sentimental que o título carrega: as emoções estão à flor da pele em cada linha, em cada metáfora utilizada, e isso faz nós, leitores, nos envolvermos logo de cara com o enredo e suas personagens.
Por falar em metáforas, o livro todo é cheio delas, e esse é um dos detalhes que eu mais amo em NOPD. Começando pelas cores, que são um elemento mais do que fundamental no livro, e chegando até mesmo a detalhes mais pequenos, como as flores com as quais Betina se apega ou a pelúcia que ela deixa em cima da cama, todos esses artifícios utilizados pela autora constroem um mundo de sentidos que vão muito além das palavras que nossos olhos alcançam: NOPD fala diretamente ao coração dos leitores. Nós nos embrenhamos nos pensamentos e sentimentos das personagens, conseguimos sentir cada minúscula dor, angústia ou alegria pela qual elas passam, e muito dessa identificação advém dos elementos em nada tradicionais dentro de um livro, mas que aqui se tornam principais para uma compreensão total da trama.
Nesses pequenos fragmentos destas primeiras impressões já somos apresentados a boa parte das principais personagens de NOPD: Betina, Nicolas, Cecília, Paola e Caio. Os dois últimos são os melhores amigos da Betina, e posso dizer sem sombra de dúvidas que são também a luz da vida da garota. São eles os grandes responsáveis pelos sorrisos que a Betina se atreve a dar e pela força em continuar lutando que ela encontra dentro de si. Paola e Caio são peças essenciais dentro da vida da protagonista, e é lindo acompanhar a amizade do trio: tudo ali é perfeitamente encaixado, como se eles fossem feitos para andarem juntos. Cada um deles compreende o outro, eles apoiam-se mutuamente em toda e qualquer situação e, apesar das personalidades bem diferentes, os três aceitam um ao outro e se ama, acima de tudo. O trio de amigos é um dos meus elementos preferidos dentro da história, e eu realmente acredito que a amizade foi representada de forma magnífica em NOPD por conta dessas personagens.
Betina é a protagonista da trama e é um tipo de personagem impossível de não amar. Doce e meiga, a garota tem a sensibilidade aguçada ainda mais pelo seu amor à pintura, que vem desde a infância. Todo o seu mundo desmoronou depois que ela perdeu os pais e foi entregue à tia, e sua vida desde então é feita literalmente de altos e baixos. Por conta de toda a dificuldade na convivência dentro do âmbito doméstico e por todas as perdas que a personagem já teve de enfrentar, Betina carrega consigo uma tristeza profunda e um sentimento de luto constante. Mas apesar de tudo isso, a garota não desiste de seguir adiante com sua vida, embora a resolução do acidente que levou seus pais seja uma das sua prioridades. A força e coragem com que Betina defende aqueles que ama e enfrenta o dia-a-dia com a tia é admirável, e me faz ter vontade de abraçá-la a todo momento e fazê-la ter certeza de quão incrível ela é. A Amanda construiu uma personagem que não existe apenas dentro do livro: ela salta das páginas diretamente para a nossa vida, e é incrivelmente fácil se apegar à doçura e fragilidade da menina, que se misturam todo o tempo com sua determinação e bravura. Betina é um mosaico inteiro de cores e, por mais que algumas vezes elas sejam ofuscadas pelas dificuldades que a vida impõe, elas não deixam de estar ali, presentes, lembrando-a do quanto ela é especial e única.
Nicolas é o mocinho da nossa história, mas nestes primeiros trechos ele nos é apresentado rapidamente. Médico dedicado, o garoto é muito mais do que competente e eficiente na profissão que escolheu: é também lindo de morrer, engraçado e extremamente sarcástico, algo que faz com a primeira interação com Betina não seja das melhores. Cheio de atitude, Nicolas será com certeza a página mais colorida da história da nossa protagonista desde o seu acidente, e já nesses primeiros capítulos fica possível notar que ele vai ser também essencial para que Betina tenha força e valentia de ir até o fim em seus objetivos e encontrar-se mais uma vez.
Cecília é a tia de Betina e também a responsável pela criação da garota depois que seus pais morrem no acidente. Mas estes primeiros trechos já deixam bastante óbvia a pessoa horrível que ela é: cruel, Cecília odeia Betina com todas as suas forças e faz questão de deixar isso claro em suas palavras e atitudes. É impossível a nós, nesse momento, compreendermos o motivo e a dimensão deste ódio, mas fica claro que ele não será benéfico para nenhuma das partes, e fará com que Betina enfrente mais dificuldades do que ela podia imaginar. Sob constantes ofensas e ameaças, Betina vive acuada pela tua dentro da casa que era pra chamar de seu lar, e é por isso que encontramos em Cecília a verdadeira "vilã" dessa história.
NOPD é um livro forte e dolorosamente real, que traz à tona temas indispensáveis de serem discutidos e repensados nos dias de hoje. Com essa história, a Amanda faz muito mais do que trazer personagens bem construídos, cenários cheios de detalhes e uma trama intrincada e complexa: ela nos coloca em posição de participantes ativos não só no enredo que está sendo narrado, mas em sociedade. E como participantes, somos investidos de responsabilidades para com quem, assim como Betina, precisa enfrentar demônios diariamente. E é por esse motivo que NOPD é uma obra tão marcante: porque nos ensina que somos capazes de transformar o mundo ao nosso redor em um lugar melhor, muitas vezes apenas com um carinho, uma visão mais atenta ou uma atitude. NOPD conquista nosso coração, ao mesmo tempo que nos dilacera e, com isso, nos faz enxergar dentro de nós as cores que achávamos estar escondidas. Aceitar e amar nossos próprios tons, sejam eles quais forem, é uma das mais lindas mensagens que esse livro nos traz, e isso fica explícito desde a sinopse.
Para você, leitor que se interessou pelo livro (tudo bem, eu sei que é impossível não ficar interessado, então não me olhem com essa cara), saibam que a história é muito mais do que esses quatro capítulos iniciais nos apresentam e a melhor parte é que ela será disponibilizada completa, com uma diagramação incrível e cheinha de amor para todos vocês na Amazon, no dia 03 de outubro. Marquem na agenda e preparem os lencinhos: NOPD promete suspiros prolongados e lágrimas, muitas lágrimas. Não esqueçam de me contar tudo que acharam do livro depois, hein? Até a próxima postagem (que eu prometo ser em breve)! Beijos!
Eu tô muito em dívida com vocês e sei disso. A faculdade tá me tirando todo e qualquer tempo livre, inclusive o das leituras e atualizações do blog. Juro que tô tentando me organizar direito, mas também não quero que as postagens sejam simplesmente para manter o blog ativo. Quero que o conteúdo seja legal para vocês, que seja interessante, como nossos leitores merecem. Peço que não desistam do LV, vou aprender a me administrar por aqui e então prometo que as coisas se regularizam.
O post de hoje é especial. Primeiro porque é sobre uma autora que, muito além de estar entre as minhas preferidas dentro do âmbito nacional da literatura, é também uma das minhas melhores amigas. E segundo porque o livro do qual vamos falar é especial desde que foi concebido. As primeiras impressões de hoje vão apresentar pra vocês o mais novo lançamento na Amazon de Amanda Ághata Costa: Nunca Olhe Para Dentro!

Título: Nunca Olhe Para Dentro
Autora: Amanda Ághata Costa
Sinopse: Nem sempre a vida é colorida como um quadro ou suave como uma pincelada, às vezes é o contrário de tudo isso. Depois de perder os pais em um acidente de carro aos oito anos de idade, a única coisa que Betina precisa fazer é encontrar o responsável por ter destruído sua família na noite que daria início à sua próspera carreira como pintora. Agora longe dos pincéis e das paletas, ela está focada em terminar a primeira graduação e procurar na justiça um pouco de consolo para o caos que o seu passado ainda traz. Ao lado de seus amigos e sob o teto de uma tia que a detesta, ela perceberá de que cores as pessoas são feitas, e do quanto é realmente necessário olhar para dentro de tudo aquilo que a assombra, mesmo que para isso precise passar por uma inesperada decepção.
Nunca Olhe Para Dentro é um livro intenso, do início ao fim. Nele, vamos conhecer Betina, uma garota sensível, encantadora e completamente apaixonada pela pintura, mas que viu sua vida ser definida para sempre por um acidente horrível no qual perdeu seus pais. A partir daquele momento, a garota sofre com uma série de mudanças, que incluem não apenas a perda da sua família, mas também a dor de ver o caso ser arquivado e seu pai ser responsabilizado pelo ocorrido. Lidando com a mágoa e com uma tia cruel e sádica, Betina precisa encontrar forças para recompor-se e ainda fazer o esforço de ir atrás da justiça por si mesma. Porém, um quadro nunca é feito apenas de duas cores, e o destino da nossa protagonista muda novamente ao se deparar com Nicolas. Betina se vê não só completamente envolvida, mas também apaixonada pelo garoto que a trata como ninguém havia feito antes. Dividida entre o amor, que traz a esperança colorida que Betina não mais havia se permitido sentir, e o desejo de ver tudo esclarecido no caso de seus pais, a garota vai ultrapassar barreiras muito maiores do que jamais podia imaginar; Betina precisa reaprender a valorizar as cores que existem dentro de si, e amar cada um delas.
Essas primeiras impressões são feitas a partir dos quatro capítulos iniciais do livro e por isso a visão da história em si é bastante pequena. Mas nesse mínimo vislumbre já é bem perceptível a carga sentimental que o título carrega: as emoções estão à flor da pele em cada linha, em cada metáfora utilizada, e isso faz nós, leitores, nos envolvermos logo de cara com o enredo e suas personagens.
Por falar em metáforas, o livro todo é cheio delas, e esse é um dos detalhes que eu mais amo em NOPD. Começando pelas cores, que são um elemento mais do que fundamental no livro, e chegando até mesmo a detalhes mais pequenos, como as flores com as quais Betina se apega ou a pelúcia que ela deixa em cima da cama, todos esses artifícios utilizados pela autora constroem um mundo de sentidos que vão muito além das palavras que nossos olhos alcançam: NOPD fala diretamente ao coração dos leitores. Nós nos embrenhamos nos pensamentos e sentimentos das personagens, conseguimos sentir cada minúscula dor, angústia ou alegria pela qual elas passam, e muito dessa identificação advém dos elementos em nada tradicionais dentro de um livro, mas que aqui se tornam principais para uma compreensão total da trama.
Nesses pequenos fragmentos destas primeiras impressões já somos apresentados a boa parte das principais personagens de NOPD: Betina, Nicolas, Cecília, Paola e Caio. Os dois últimos são os melhores amigos da Betina, e posso dizer sem sombra de dúvidas que são também a luz da vida da garota. São eles os grandes responsáveis pelos sorrisos que a Betina se atreve a dar e pela força em continuar lutando que ela encontra dentro de si. Paola e Caio são peças essenciais dentro da vida da protagonista, e é lindo acompanhar a amizade do trio: tudo ali é perfeitamente encaixado, como se eles fossem feitos para andarem juntos. Cada um deles compreende o outro, eles apoiam-se mutuamente em toda e qualquer situação e, apesar das personalidades bem diferentes, os três aceitam um ao outro e se ama, acima de tudo. O trio de amigos é um dos meus elementos preferidos dentro da história, e eu realmente acredito que a amizade foi representada de forma magnífica em NOPD por conta dessas personagens.
Betina é a protagonista da trama e é um tipo de personagem impossível de não amar. Doce e meiga, a garota tem a sensibilidade aguçada ainda mais pelo seu amor à pintura, que vem desde a infância. Todo o seu mundo desmoronou depois que ela perdeu os pais e foi entregue à tia, e sua vida desde então é feita literalmente de altos e baixos. Por conta de toda a dificuldade na convivência dentro do âmbito doméstico e por todas as perdas que a personagem já teve de enfrentar, Betina carrega consigo uma tristeza profunda e um sentimento de luto constante. Mas apesar de tudo isso, a garota não desiste de seguir adiante com sua vida, embora a resolução do acidente que levou seus pais seja uma das sua prioridades. A força e coragem com que Betina defende aqueles que ama e enfrenta o dia-a-dia com a tia é admirável, e me faz ter vontade de abraçá-la a todo momento e fazê-la ter certeza de quão incrível ela é. A Amanda construiu uma personagem que não existe apenas dentro do livro: ela salta das páginas diretamente para a nossa vida, e é incrivelmente fácil se apegar à doçura e fragilidade da menina, que se misturam todo o tempo com sua determinação e bravura. Betina é um mosaico inteiro de cores e, por mais que algumas vezes elas sejam ofuscadas pelas dificuldades que a vida impõe, elas não deixam de estar ali, presentes, lembrando-a do quanto ela é especial e única.
Nicolas é o mocinho da nossa história, mas nestes primeiros trechos ele nos é apresentado rapidamente. Médico dedicado, o garoto é muito mais do que competente e eficiente na profissão que escolheu: é também lindo de morrer, engraçado e extremamente sarcástico, algo que faz com a primeira interação com Betina não seja das melhores. Cheio de atitude, Nicolas será com certeza a página mais colorida da história da nossa protagonista desde o seu acidente, e já nesses primeiros capítulos fica possível notar que ele vai ser também essencial para que Betina tenha força e valentia de ir até o fim em seus objetivos e encontrar-se mais uma vez.
Cecília é a tia de Betina e também a responsável pela criação da garota depois que seus pais morrem no acidente. Mas estes primeiros trechos já deixam bastante óbvia a pessoa horrível que ela é: cruel, Cecília odeia Betina com todas as suas forças e faz questão de deixar isso claro em suas palavras e atitudes. É impossível a nós, nesse momento, compreendermos o motivo e a dimensão deste ódio, mas fica claro que ele não será benéfico para nenhuma das partes, e fará com que Betina enfrente mais dificuldades do que ela podia imaginar. Sob constantes ofensas e ameaças, Betina vive acuada pela tua dentro da casa que era pra chamar de seu lar, e é por isso que encontramos em Cecília a verdadeira "vilã" dessa história.
NOPD é um livro forte e dolorosamente real, que traz à tona temas indispensáveis de serem discutidos e repensados nos dias de hoje. Com essa história, a Amanda faz muito mais do que trazer personagens bem construídos, cenários cheios de detalhes e uma trama intrincada e complexa: ela nos coloca em posição de participantes ativos não só no enredo que está sendo narrado, mas em sociedade. E como participantes, somos investidos de responsabilidades para com quem, assim como Betina, precisa enfrentar demônios diariamente. E é por esse motivo que NOPD é uma obra tão marcante: porque nos ensina que somos capazes de transformar o mundo ao nosso redor em um lugar melhor, muitas vezes apenas com um carinho, uma visão mais atenta ou uma atitude. NOPD conquista nosso coração, ao mesmo tempo que nos dilacera e, com isso, nos faz enxergar dentro de nós as cores que achávamos estar escondidas. Aceitar e amar nossos próprios tons, sejam eles quais forem, é uma das mais lindas mensagens que esse livro nos traz, e isso fica explícito desde a sinopse.
Para você, leitor que se interessou pelo livro (tudo bem, eu sei que é impossível não ficar interessado, então não me olhem com essa cara), saibam que a história é muito mais do que esses quatro capítulos iniciais nos apresentam e a melhor parte é que ela será disponibilizada completa, com uma diagramação incrível e cheinha de amor para todos vocês na Amazon, no dia 03 de outubro. Marquem na agenda e preparem os lencinhos: NOPD promete suspiros prolongados e lágrimas, muitas lágrimas. Não esqueçam de me contar tudo que acharam do livro depois, hein? Até a próxima postagem (que eu prometo ser em breve)! Beijos!
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primeiras impressões
[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Acidentalmente Apaixonados - Juliana Santander
18 julho 2017
Hey, pessoas!
Há algum tempo, anunciamos a parceria entre o LV e a editora Essência Literária. E essa parceria resultou nessa ação em conjunto, que são as primeiras impressões do novo lançamento da editora, o romance Acidentalmente Apaixonados, da autora Juliana Santander. Vamos conferir como foi essa leitura inicial?

Há algum tempo, anunciamos a parceria entre o LV e a editora Essência Literária. E essa parceria resultou nessa ação em conjunto, que são as primeiras impressões do novo lançamento da editora, o romance Acidentalmente Apaixonados, da autora Juliana Santander. Vamos conferir como foi essa leitura inicial?

Ela só quer diversão... Meu nome é Melanie, e acabei de me formar na faculdade. Meu objetivo é ter uma carreira de sucesso, isso mesmo, carreira. Apesar de estar descansando, no momento, é isso o que quero. Agora todos estão imaginando que devo ser louca ou homem, só porque o meu maior sonho não é casar-me e ter filhos. Entenda uma coisa sobre a doce e pervertida Mel: relacionamentos são complicados e entediantes, por que diabos eu iria querer isso agora, se posso me divertir tendo sexo alucinante a noite inteira e me mandar antes de o sol aparecer? Pode ter certeza de que uma noite comigo será inesquecível! Ele não quer compromisso… Meu nome é Thomas, apesar de estar inteiro, eu não sou mais o mesmo homem que era. Um ano é capaz de fazer uma grande diferença. Hoje, o meu maior desejo é ter de volta a minha vida, a maioria das pessoas pensam em casar-se e ter filhos, não sou contra o continho de fadas, só acho que ele não foi feito para mim. Divirto-me com as mulheres que cruzam o meu caminho, não me entendam mal, elas sabem exatamente o que quero e como quero. Nunca prometi amor eterno, mas, no final da noite, o prazer comigo é sempre garantido. Uma noite pode ser a perdição ou a salvação de ambos.
Acidentalmente Apaixonados vai nos apresentar a Melanie, uma garota segura de si e cheia de vontade de aproveitar a vida da melhor forma possível. Depois de se formar em Relações Públicas, a jovem decide viajar para Nova York a fim de fazer um intercâmbio com as amigas Thay e Bia. O que ela não esperava era encontrar um pedaço de mau caminho vivendo bem em frente à sua porta: seu vizinho Tom é um dos caras mais sensuais que Mel já conheceu e ela simplesmente não consegue se conter ao ver o rapaz. Tom corresponde da mesma maneira, e a atração entre os dois se torna cada dia mais óbvia e irresistível. O problema é que Nem Mel nem Tom querem viver um relacionamento no momento, e os dois estão muito certos disso. Mas será que ao final dessa aventura toda, será que essa convicção se manterá intacta?
Melanie é uma jovem que adora viver a vida intensamente. Ela não tem medo nem receio de fazer o que sente vontade e não se importa nem um pouco com o que as outras pessoas podem falar sobre suas atitudes. Segura, decidida e muito sensual, a menina se joga de cabeça em todas as situações e emoções que se propõem viver. Ao decidir ir para Nova York com as amigas, tudo que Mel queria era mais uma experiência incrível pra contar e reviver a todo momento. Mal imaginava a garota que ela iria encontrar um homem capaz de mexer com sua cabeça desde o primeiro olhar.
Tomas é um atirador de elite do exército americano e é também um homem cheio de confiança que quer curtir tudo que a vida pode proporcionar, nos mais variados sentidos. Ele mora com mais dois amigos no apartamento em frente ao que Melanie divide com as duas meninas, e desde o primeiro momento se sentiu instantaneamente atraído pela jovem que acabara de chegar a Nova York. Incapaz de resistir à tentação que Mel representa para ele, tudo que Tom mais deseja é se entregar aquele desejo e fazer da garota sua mais nova conquista. Por conta da profissão e das responsabilidades que ela envolve, Tom procura casos momentâneos que consigam satisfazer seu apetite pelo sexo casual e sem compromisso. Vendo que Mel busca exatamente a mesma coisa, seu interesse por ela só aumenta, e fica impossível controlar seus pensamentos ou desviar suas intenções da garota que tanto desperta seu desejo.
Acidentalmente Apaixonados é um livro quente, e isso já fica claro desde essas primeiras páginas. O casal protagonista é incrivelmente sensual, e as cenas entre os dois são basicamente combustões instantâneas. O enredo ainda não fica totalmente claro nessa primeira leitura. Durante as páginas lidas é possível perceber que o clima de tensão e desejo perdura durante toda a trama, envolvendo Mel e Tom e transformando toda a história em um verdadeiro vulcão prestes a explodir.
Confesso que eu não havia ainda tido contato com o gênero do livro, mais por falta de oportunidade que de vontade. Nessa primeira impressão posso dizer que o romance entre o casal é realmente o foco da narrativa, mas ainda assim existem histórias paralelas que também parecem bem interessante e envolvem os personagens secundários do enredo, que nesse caso são as duas amigas de Mel, Bia e Thay, e os dois companheiros de apartamento de Tom, Kadu e Mike. Não consegui entender durante essa primeira leitura onde toda essa mistura vai dar, mas posso dizer que a história ainda promete muitas confusões, aventuras e reviravoltas.
Se você curte o gênero, posso dizer que essa é uma leitura mais do que recomendada. Além de divertir e entreter, as personalidades das personagens, não só os protagonistas como também os coadjuvantes, são bastante diversas, e isso acaba proporcionando momentos e diálogos hilários entre eles. São risadas garantidas e muita loucura pra acompanhar.
Juliana Santander, gaúcha que vive entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, tem uma história de amor com livros desde criança, quando suas avós liam contos de fadas para ela dormir. Ama se perder nas histórias e viver as fantasias que lê. Começou a escrever numa brincadeira entre amigas, depois disso, os personagens nunca mais a deixaram. Sonha em viajar pelo mundo e ter uma biblioteca particular parecida com a da Bela e a Fera, seu conto de fadas preferido no mundo todo.
E aí, curtiram as impressões? Fiquem ligados, porque em breve tem mais novidades sobre a editora e os títulos lançados aqui no blog! Até a próxima postagem! 😙😙
juliana daglio /
lacrymosa /
primeiras impressões
[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Lacrymosa - Juliana Daglio
24 abril 2017
Hey, pessoas!
A postagem de hoje está saindo já atrasada, mas eu não podia deixar de vir aqui compartilhar com vocês as minhas primeiras impressões sobre um dos livros que eu mais aguardo, desde que soube da publicação. Conheçam agora o mundo de terror e mistério de Lacrymosa, da autora parceira Juliana Daglio!

Valery Green não é seu nome verdadeiro, e essa é apenas uma das várias mentiras que construíram sua vida desde que saiu de casa. Por algum tempo, Valery conseguiu levar uma vida aparentemente normal, longe dos fantasmas do passado. Assumiu uma nova identidade e tornou-se uma respeitada detetive, eficiente e ativa em seu trabalho, e protegeu aqueles que mais amava de si mesma. Mas um acontecimento inesperado vira sua rotina novamente de ponta cabeça: uma garotinha assolada por um demônio. Para ajudar a pequena, Valery vai ter que deixar seu orgulho de lado e recorrer a alguém do seu passado, pois somente ele poderá ajudá-la a mandar esse ser para o inferno de onde nunca devia ter saído, e recolocar sua vida nos eixos.
Juliana mais uma vez me surpreendeu. Eu sabia desse lado sombrio da autora e já havia sentido uma parte dele em O Lago Negro, mas Lacrymosa chegou para decretar de vez o talento da autora no gênero terror. Nestas primeiras impressões, foram apresentadas aos leitores as primeiras 32 páginas do livro e, por mais que pareça pouco, Ju nos mostra já ao que veio, envolvendo-nos de uma forma irreversível. Fica difícil se desligar das páginas e, ao final dessa degustação, só consigo pensar em como a história continua.
Valery é uma personagem misteriosa e cheia de segredos, que vamos conhecendo aos poucos, praticamente em doses homeopáticas. Determinada, forte, corajosa e inteligente, a nossa protagonista conquistou seu espaço dentro do trabalho, mas não consegue deixar seus fantasmas para trás e entregar-se de verdade à nova vida. Temos em Valery uma personagem bastante humana, que é capaz de qualquer coisa para fazer o que considera certo e proteger aqueles que ama. Estas trinta páginas deram ao leitor uma boa noção da personalidade já consolidada e permeada por ausências e mistérios da protagonista, e é impossível não sentir curiosidade em se aprofundar ainda mais na vida e nas aventuras de Valery Green.
Axel é o parceiro de Valery na polícia e é um dos maiores admiradores da garota. Além de galã sexy, o cara é atencioso e preocupado no que se relaciona a Valery. Ele não apenas a considera como parceira, deixando bastante claro seu respeito pela dedicação que a garota mostra no trabalho, mas também explicita o tempo todo seu interesse por ela como mulher, através de olhares e cantadas bem-humoradas e cheias de malícia. Axel é uma personagem bastante crível e é difícil não se encantar por ele. Toda a sua postura de policial decidido, corajoso e durão desaba praticamente na mesma hora em que ele pensa em Valery. Entre os dois tudo é bastante intenso, e fica no ar um clima cheio de desejo e admiração mútua entre os dois, por mais que a garota não admita isso nem sob decreto.
Com relação ao padre Henry Chastain, confesso que estas primeiras páginas ainda não me deram informações suficientes pra construir essa personagem na minha mente. O que posso dizer até agora é que a aura sombria e misteriosa que acompanha Valery está presente também neste homem, com habilidades tão específicas e tarefas tão complexas. Acredito que no decorrer do livro tenhamos maiores detalhes sobre a vida e caráter do padre, e eu preciso dizer que estou bastante curiosa e não vejo a hora de conseguir decifrar um pouco mais da personagem.
Com relação aos temas abordados, o livro é exatamente aquilo a que se propõe. Exorcismos, demônios, possessões, todo esse campo sobrenatural aparece em Lacrymosa, e isso só me atrai ainda mais à leitura, como boa amante do gênero terror. Não apenas as personagens são construídas de forma consistente, mas também o próprio enredo, que já fica claro desde as primeiras páginas e mesmo assim tem a capacidade de nos surpreender e tirar nosso fôlego a cada momento. Como em todo livro da Juzinha, nada é o que parece, e isso só torna a leitura ainda mais rica e atenta, cheia de elementos que dão ao leitor a oportunidade de conhecer, junto das personagens, o destino e as reviravoltas de cada instante da trama. O que posso dizer depois dessas primeiras impressões é que eu estou não apenas curiosa com o restante da história, mas também necessitada dessa continuação, para exorcizar a vontade quase incontrolável de devorar as próximas páginas.
Aqui embaixo vocês vão encontrar uma descrição da própria Juliana sobre o livro e alguns quotes para deixar todo mundo ainda mais doido de curiosidade, porque eu não vou passar vontade sozinha!

Título: Lacrymosa
Autor: Juliana Daglio
Sinopse: O nome dela não é Valery Green. Também não nasceu no Kansas, e sua família toda não morreu num acidente de carro onde ela foi a única sobrevivente. Nascida num mundo de trevas e segredos apocalípticos, a garota feita de mentiras luta dia após dia para ter uma vida longe de sua verdadeira identidade e de seu dom misterioso, o qual ela julga como uma maldição. Por cinco anos, ela conseguiu. Escondida na pacata Darkville, tornou-se uma respeitada Detetive, conhecida por sua frieza e eficácia no trabalho. Seu companheiro Axel parece ter orgulho de trabalharem juntos, até ficar frente a frente ao que encontraram na busca daquela noite - um demônio dentro de uma garotinha. Para ajudar a pequena Anastacia, Valery terá que colocar em risco o trabalho na polícia e seu relacionamento com Axel, recorrendo à ajuda do Padre Henry Chastain, um velho conhecido. Desenterrando um passado cheio de exorcismos, perseguições e batalhas contra demônios, esse reencontro não promete ser feito de abraços e boas-vindas. Chas, como ela o chama, é conhecido como o maior Exorcista vivo - a Espada de Sal do Vaticano, e é sua única esperança de lutar contra o novo inimigo, mas também representa o ponto fraco de si mesma e o acesso a um passado doloroso que pode despertar seus próprios demônios interiores.
Valery Green não é seu nome verdadeiro, e essa é apenas uma das várias mentiras que construíram sua vida desde que saiu de casa. Por algum tempo, Valery conseguiu levar uma vida aparentemente normal, longe dos fantasmas do passado. Assumiu uma nova identidade e tornou-se uma respeitada detetive, eficiente e ativa em seu trabalho, e protegeu aqueles que mais amava de si mesma. Mas um acontecimento inesperado vira sua rotina novamente de ponta cabeça: uma garotinha assolada por um demônio. Para ajudar a pequena, Valery vai ter que deixar seu orgulho de lado e recorrer a alguém do seu passado, pois somente ele poderá ajudá-la a mandar esse ser para o inferno de onde nunca devia ter saído, e recolocar sua vida nos eixos.
Juliana mais uma vez me surpreendeu. Eu sabia desse lado sombrio da autora e já havia sentido uma parte dele em O Lago Negro, mas Lacrymosa chegou para decretar de vez o talento da autora no gênero terror. Nestas primeiras impressões, foram apresentadas aos leitores as primeiras 32 páginas do livro e, por mais que pareça pouco, Ju nos mostra já ao que veio, envolvendo-nos de uma forma irreversível. Fica difícil se desligar das páginas e, ao final dessa degustação, só consigo pensar em como a história continua.
Valery é uma personagem misteriosa e cheia de segredos, que vamos conhecendo aos poucos, praticamente em doses homeopáticas. Determinada, forte, corajosa e inteligente, a nossa protagonista conquistou seu espaço dentro do trabalho, mas não consegue deixar seus fantasmas para trás e entregar-se de verdade à nova vida. Temos em Valery uma personagem bastante humana, que é capaz de qualquer coisa para fazer o que considera certo e proteger aqueles que ama. Estas trinta páginas deram ao leitor uma boa noção da personalidade já consolidada e permeada por ausências e mistérios da protagonista, e é impossível não sentir curiosidade em se aprofundar ainda mais na vida e nas aventuras de Valery Green.
Axel é o parceiro de Valery na polícia e é um dos maiores admiradores da garota. Além de galã sexy, o cara é atencioso e preocupado no que se relaciona a Valery. Ele não apenas a considera como parceira, deixando bastante claro seu respeito pela dedicação que a garota mostra no trabalho, mas também explicita o tempo todo seu interesse por ela como mulher, através de olhares e cantadas bem-humoradas e cheias de malícia. Axel é uma personagem bastante crível e é difícil não se encantar por ele. Toda a sua postura de policial decidido, corajoso e durão desaba praticamente na mesma hora em que ele pensa em Valery. Entre os dois tudo é bastante intenso, e fica no ar um clima cheio de desejo e admiração mútua entre os dois, por mais que a garota não admita isso nem sob decreto.
Com relação ao padre Henry Chastain, confesso que estas primeiras páginas ainda não me deram informações suficientes pra construir essa personagem na minha mente. O que posso dizer até agora é que a aura sombria e misteriosa que acompanha Valery está presente também neste homem, com habilidades tão específicas e tarefas tão complexas. Acredito que no decorrer do livro tenhamos maiores detalhes sobre a vida e caráter do padre, e eu preciso dizer que estou bastante curiosa e não vejo a hora de conseguir decifrar um pouco mais da personagem.
Com relação aos temas abordados, o livro é exatamente aquilo a que se propõe. Exorcismos, demônios, possessões, todo esse campo sobrenatural aparece em Lacrymosa, e isso só me atrai ainda mais à leitura, como boa amante do gênero terror. Não apenas as personagens são construídas de forma consistente, mas também o próprio enredo, que já fica claro desde as primeiras páginas e mesmo assim tem a capacidade de nos surpreender e tirar nosso fôlego a cada momento. Como em todo livro da Juzinha, nada é o que parece, e isso só torna a leitura ainda mais rica e atenta, cheia de elementos que dão ao leitor a oportunidade de conhecer, junto das personagens, o destino e as reviravoltas de cada instante da trama. O que posso dizer depois dessas primeiras impressões é que eu estou não apenas curiosa com o restante da história, mas também necessitada dessa continuação, para exorcizar a vontade quase incontrolável de devorar as próximas páginas.
Aqui embaixo vocês vão encontrar uma descrição da própria Juliana sobre o livro e alguns quotes para deixar todo mundo ainda mais doido de curiosidade, porque eu não vou passar vontade sozinha!
Lacrymosa é uma história contada em um livro só, embora seu universo abra possibilidades para a criação de novos plots e ganchos para novas aventuras. Escrito em um ano e meio, foi editado pela Agencia Increasy e passou por lapidações com a ajuda de Coachs Literárias. O gênero claudica da fantasia dark, ao terror, com pitadas de romance e um drama psicológico intenso, narrado do ponto de vista de seus protagonistas. A mitologia foi embasada em diferentes fontes de religião, história e teorias, construindo uma premissa com ideias próprias, criadas na mente dessa autora que vos fala. Muitas das opiniões dos protagonistas e narradores, se distancia em milhas das minhas próprias opiniões, o que tornou o processo de criação deles um desafio sem igual, que mudou para sempre a minha vida e minha relação com o divino.
Todo mundo desesperado para ler o livro, tanto quanto eu? Agora o que resta é torcer pra que a Juzinha libere logo esse título, pra matar a vontade de todos nós! Até a próxima postagem! 😙😙
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[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Fantasya - Tiago Anderson
22 janeiro 2016
Hey, pessoas!
As primeiras impressões continuam, e hoje saberemos quais foram as minhas expectativas sobre mais uma fantasia nacional lançada pela editora Arwen. De autoria de Tiago Anderson, conheçam Fantasya!
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/541988/FANTASYA_1450273814541988SK1450273814B.jpg)
Aqui conhecemos Charlie e Léo, dois amigos que, após uma perda em comum, veem seus laços se fortalecerem e suas vidas mudarem de um modo irreversível. Os jovens nem podem imaginar, mas a partir da descoberta de um novo mundo, muitas aventuras e surpresas os esperam, juntamente com diversos perigos e profecias macabras que eles precisarão enfrentar.
Este livro é um fantasia clássica desde a primeira linha. Cheio de criaturas mágicas, lugares distantes e encantados e personagens fascinantes a seu modo, Fantasya tem todos os elementos para conquistar os leitores desse gênero literário. É verdade que nesta prévia não conhecemos muito da história em si, mas acredito que o elemento surpresa esteja intrínseco desde o início, criando uma certa expectativa no leitor, fazendo-o entrar no universo e imaginar o que o espera à frente.
Por falar em universo, é perceptível o esmero do autor na construção de seu cenário e ambiente. Tudo extremamente detalhado, quase palpável, cheio de descrições que nos aproximam o máximo possível da imagem que Tiago tinha em mente quando escreveu. Isso, ao contrário de nos deixar cansados ou desanimados, ajuda ainda mais a entrar na trama e se envolver com o livro.
Os personagens, por serem jovens, acabam amadurecendo com muitos dos acontecimentos do livro, já no início temos um ocorrido decisivo para essa evolução de ambos os protagonistas. É gratificante acompanhar essas etapas e tudo que elas ensinam a eles, e eu imagino que ainda há muito pela frente, lições que o próprio leitor poderá usar em sua vida.
O grande mistério descrito na sinopse não aparece nessa degustação, o que me fez ficar curiosa e ao mesmo tempo ansiosa por desvendar esse segredo profético que a história promete. Sempre acabo mergulhando em um bom enredo, e fiquei com a impressão de que este tem tudo para ser incrível!
Não vejo a hora de continuar a leitura e poder conhecer todas as surpresas que esse universo nos reserva, todas as suas criaturas e magia fascinante. Com certeza essas primeiras impressões não poderiam ter sido melhores!
E vocês, ficaram também curiosos com o livro? Me contem tudo!
Até a próxima postagem! Beijos!
As primeiras impressões continuam, e hoje saberemos quais foram as minhas expectativas sobre mais uma fantasia nacional lançada pela editora Arwen. De autoria de Tiago Anderson, conheçam Fantasya!
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/541988/FANTASYA_1450273814541988SK1450273814B.jpg)
TÍTULO: Fantasya
AUTOR: Tiago Anderson
EDITORA: Arwen
SINOPSE: Em uma terra distante chamada Athar, dois amigos, Charlie e Léo, garotos comuns que viviam na calmaria de uma cidade interiorana, descobrem um fantástico mundo jamais imaginado. Além de belas paisagens e criaturas místicas, o lugar é repleto de tesouros. Porém, um perigo iminente previsto por uma antiga profecia coloca toda essa magia em risco, pois Stella, um elfo maligno dominado pelas sombras, dá indício de seu retorno após mais de dois séculos desaparecido. Seu objetivo é claro: dominar toda Athar e espalhar as trevas para construir seu reino. Fantasya mostra ao leitor como a união e a amizade podem ser grandes aliadas na guerra da luz contra as sombras, e que ainda há esperança para aqueles que creem na vida infinita.
Aqui conhecemos Charlie e Léo, dois amigos que, após uma perda em comum, veem seus laços se fortalecerem e suas vidas mudarem de um modo irreversível. Os jovens nem podem imaginar, mas a partir da descoberta de um novo mundo, muitas aventuras e surpresas os esperam, juntamente com diversos perigos e profecias macabras que eles precisarão enfrentar.
Este livro é um fantasia clássica desde a primeira linha. Cheio de criaturas mágicas, lugares distantes e encantados e personagens fascinantes a seu modo, Fantasya tem todos os elementos para conquistar os leitores desse gênero literário. É verdade que nesta prévia não conhecemos muito da história em si, mas acredito que o elemento surpresa esteja intrínseco desde o início, criando uma certa expectativa no leitor, fazendo-o entrar no universo e imaginar o que o espera à frente.
Por falar em universo, é perceptível o esmero do autor na construção de seu cenário e ambiente. Tudo extremamente detalhado, quase palpável, cheio de descrições que nos aproximam o máximo possível da imagem que Tiago tinha em mente quando escreveu. Isso, ao contrário de nos deixar cansados ou desanimados, ajuda ainda mais a entrar na trama e se envolver com o livro.
Os personagens, por serem jovens, acabam amadurecendo com muitos dos acontecimentos do livro, já no início temos um ocorrido decisivo para essa evolução de ambos os protagonistas. É gratificante acompanhar essas etapas e tudo que elas ensinam a eles, e eu imagino que ainda há muito pela frente, lições que o próprio leitor poderá usar em sua vida.
O grande mistério descrito na sinopse não aparece nessa degustação, o que me fez ficar curiosa e ao mesmo tempo ansiosa por desvendar esse segredo profético que a história promete. Sempre acabo mergulhando em um bom enredo, e fiquei com a impressão de que este tem tudo para ser incrível!
Não vejo a hora de continuar a leitura e poder conhecer todas as surpresas que esse universo nos reserva, todas as suas criaturas e magia fascinante. Com certeza essas primeiras impressões não poderiam ter sido melhores!
E vocês, ficaram também curiosos com o livro? Me contem tudo!
Até a próxima postagem! Beijos!
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primeiras impressões
[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] O Enigma de Shalkas - André C. S. Santos
21 janeiro 2016
Hey, pessoas!
As primeiras impressões de hoje são de mais um nacional, publicado pela editora Arwen, que tem tudo para agradar quem curte fantasia. Vamos embarcar comigo no mundo de O Enigma de Shalkas, escrito por André C. S. Santos!
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/393968/O_ENIGMA_DE_SHALKAS_1451768197393968SK1451768197B.jpg)
Que eu adoro fantasia não é segredo pra ninguém, e quando essa história vem recheada de enigmas e segredos a serem revelados, o livro se torna irresistível! Foi isso que eu senti nessas primeiras páginas de O Enigma de Shalkas: o quanto se torna difícil desligar-se desse enredo depois de adentrar nele!
Nestas primeiras linhas conhecemos Noah, um garoto criado por seu avô desde muito cedo, após a morte de sua mãe e a fuga desesperada de seu pai depois de diversos acontecimentos. São esses acontecimentos que Noah desconhece, e que insiste tanto para seu avô lhe revelar. O único problema é que fazendo isso o velho tiraria todas as esperanças do garoto de rever o pai algum dia. Como sempre ocorre, independente das consequências, existe um ponto da caminhada em que a verdade precisa ser revelada, e é exatamente essa versão dos fatos que conheceremos neste livro, ou pelo menos essa foi a impressão que tive da história.
O Enigma de Shalkas é um livro que reúne um mundo totalmente paralelo ao nosso, juntamente a vários segredos obscuros do passado que podem influenciar diretamente no futuro. Esses elementos por si só já construiriam um ótimo enredo, mas a narração do autora colabora muito para que isso aconteça. O modo fluido de contar a história, e principalmente a maneira discreta de dosar as descobertas importantes dentro da trama são um ponto culminante para o envolvimento total do leitor com a obra.
A descrição está muito presente neste livro, e, apesar de para alguns isso ser sinônimo de monotonia, é ela quem nos ajuda a mergulhar ainda mais no cenário e ambiente em que tu ocorre, auxiliando nossa imaginação e nos transportando para aquele lugar mágico e cheio de encantos criado pelo autor.
Um dos elementos que eu considero fundamentais em qualquer fantasia é aquele que extrapola a nossa realidade. Neste livro em particular ele é personificado em formatos de lendas e criaturas completamente extraordinárias e surreais. Isso é o mais incrível desse mundo fantástico para mim: a forma como, mesmo sabendo que nada daquilo pode ser real algum dia, conseguimos senti-los tão vivos. Em O Enigma de Shalkas isso está sempre ali, esperando para nos surpreender, e a maior jogada do autor nesse enredo é justamente o fato de trabalhar com a possível veracidade das histórias tão populares entre os povos.
Os lugares fictícios merecem destaque aqui. O autor conseguiu construir um mundo completamente novo, do qual eu tive apenas um pequeno vislumbre nessas primeiras páginas. Mas já posso dizer com firmeza e sem medo de errar que isso foi feito da forma mais sólida possível. Todos os detalhes estão ali, e a forma como os locais serão ligados através do decorrer da história é algo que me faz sentir imensa curiosidade.
Os personagens também são uma arte à parte. Apesar de não conseguir defini-los exatamente a partir deste começo de livro, pelo pouco aprofundamento que tive até então, já é perceptível a força da personalidade de cada um dentro do enredo, e sua função na história que se seguirá. Me senti imediatamente ligada a Noah, e construí uma empatia enorme por ele mesmo nestas poucas linhas. Wood é um mistério a ser desvendado para mim, e isso é o que mais me chama atenção. A impressão que tenho é de que ainda vou me surpreender muito com esse senhor!
A arte de capa é excepcional. Como não conheço todo o enredo do livro não posso dizer se ela se encaixa nele, mas é a ilustração perfeita para um livro de fantasia, com certeza, com todos os detalhes e elementos necessários para atrair este tipo de público. A editora fez um ótimo trabalho, como sempre!
Para finalizar essas primeiras impressões digo que sim, estou curiosíssima com o prosseguimento da história, principalmente pela forma abrupta com que ela foi interrompida, justamente quando a verdade iria começar a aparecer e a ação a se desenrolar! Quero muito conhecer o restante da trama, e tenho certeza que ela me encantará tanto quanto este início!
Até a próxima, pessoal! Beijos!
As primeiras impressões de hoje são de mais um nacional, publicado pela editora Arwen, que tem tudo para agradar quem curte fantasia. Vamos embarcar comigo no mundo de O Enigma de Shalkas, escrito por André C. S. Santos!
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/393968/O_ENIGMA_DE_SHALKAS_1451768197393968SK1451768197B.jpg)
TÍTULO: O Enigma de Shalkas
AUTOR: André C. S. Santos
EDITORA: Arwen
SINOPSE: Noah, cuidado por seu misterioso avô, o importuna por anos para que ele conte algo sobre seu pai, Wood, que desapareceu e nunca teve a oportunidade de conhecê-lo. Pela insistência do jovem, o velho decide falar toda a verdade obscura que fez seu pai ser obrigado a fugir e abandoná-lo. Mas, o que ele não sabe, é que por trás de toda a história seu avô escondeu algo que fez ao pai de Noah e que nunca será perdoado, podendo acabar com as esperanças do jovem de um dia reencontrá-lo. A vida de Wood estava predestinada desde seu nascimento, mas seu passado e os motivos de sua vinda ao mundo, se tornou tão obscuras e repletas de mentiras, que agora busca a verdade sobre todo seu passado. Só então descobre um segredo capaz de mudar a vida de mais de 4 bilhões de pessoas, que o obrigou a desaparecer do mapa. Sua verdadeira história agora será revelada.
Que eu adoro fantasia não é segredo pra ninguém, e quando essa história vem recheada de enigmas e segredos a serem revelados, o livro se torna irresistível! Foi isso que eu senti nessas primeiras páginas de O Enigma de Shalkas: o quanto se torna difícil desligar-se desse enredo depois de adentrar nele!
Nestas primeiras linhas conhecemos Noah, um garoto criado por seu avô desde muito cedo, após a morte de sua mãe e a fuga desesperada de seu pai depois de diversos acontecimentos. São esses acontecimentos que Noah desconhece, e que insiste tanto para seu avô lhe revelar. O único problema é que fazendo isso o velho tiraria todas as esperanças do garoto de rever o pai algum dia. Como sempre ocorre, independente das consequências, existe um ponto da caminhada em que a verdade precisa ser revelada, e é exatamente essa versão dos fatos que conheceremos neste livro, ou pelo menos essa foi a impressão que tive da história.
O Enigma de Shalkas é um livro que reúne um mundo totalmente paralelo ao nosso, juntamente a vários segredos obscuros do passado que podem influenciar diretamente no futuro. Esses elementos por si só já construiriam um ótimo enredo, mas a narração do autora colabora muito para que isso aconteça. O modo fluido de contar a história, e principalmente a maneira discreta de dosar as descobertas importantes dentro da trama são um ponto culminante para o envolvimento total do leitor com a obra.
A descrição está muito presente neste livro, e, apesar de para alguns isso ser sinônimo de monotonia, é ela quem nos ajuda a mergulhar ainda mais no cenário e ambiente em que tu ocorre, auxiliando nossa imaginação e nos transportando para aquele lugar mágico e cheio de encantos criado pelo autor.
Um dos elementos que eu considero fundamentais em qualquer fantasia é aquele que extrapola a nossa realidade. Neste livro em particular ele é personificado em formatos de lendas e criaturas completamente extraordinárias e surreais. Isso é o mais incrível desse mundo fantástico para mim: a forma como, mesmo sabendo que nada daquilo pode ser real algum dia, conseguimos senti-los tão vivos. Em O Enigma de Shalkas isso está sempre ali, esperando para nos surpreender, e a maior jogada do autor nesse enredo é justamente o fato de trabalhar com a possível veracidade das histórias tão populares entre os povos.
Os lugares fictícios merecem destaque aqui. O autor conseguiu construir um mundo completamente novo, do qual eu tive apenas um pequeno vislumbre nessas primeiras páginas. Mas já posso dizer com firmeza e sem medo de errar que isso foi feito da forma mais sólida possível. Todos os detalhes estão ali, e a forma como os locais serão ligados através do decorrer da história é algo que me faz sentir imensa curiosidade.
Os personagens também são uma arte à parte. Apesar de não conseguir defini-los exatamente a partir deste começo de livro, pelo pouco aprofundamento que tive até então, já é perceptível a força da personalidade de cada um dentro do enredo, e sua função na história que se seguirá. Me senti imediatamente ligada a Noah, e construí uma empatia enorme por ele mesmo nestas poucas linhas. Wood é um mistério a ser desvendado para mim, e isso é o que mais me chama atenção. A impressão que tenho é de que ainda vou me surpreender muito com esse senhor!
A arte de capa é excepcional. Como não conheço todo o enredo do livro não posso dizer se ela se encaixa nele, mas é a ilustração perfeita para um livro de fantasia, com certeza, com todos os detalhes e elementos necessários para atrair este tipo de público. A editora fez um ótimo trabalho, como sempre!
Para finalizar essas primeiras impressões digo que sim, estou curiosíssima com o prosseguimento da história, principalmente pela forma abrupta com que ela foi interrompida, justamente quando a verdade iria começar a aparecer e a ação a se desenrolar! Quero muito conhecer o restante da trama, e tenho certeza que ela me encantará tanto quanto este início!
Até a próxima, pessoal! Beijos!
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[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] O Nome do Sonho - M. Deméter
28 novembro 2015
Hey, pessoas!
O post de hoje é uma das primeiras impressões que eu tanto amo fazer. E o livro é O Nome do Sonho, de M. Deméter. Se acompanham o blog, já sabem que estamos participando do Book Tour do mesmo título, realizado pela autora, porém, depois dessa capa maravilhosa, eu não pude esperar minha vez chegar para iniciar a leitura!
O material disponibilizado pela autora inclui Prólogo, Primeiro, Segundo e Terceiro capítulos, e eu confesso que foi mais surpreendente do que eu imaginava.
Logo no Prólogo, conhecemos Anne, uma garotinha que vive em uma espécie de mundo paralelo, com seu avô, e que já está acostumada com toda a fantasia que pode parecer a realidade que a cerca. Curiosa e determinada, Anne busca encontrar uma maneira de trazer seu avô de volta para junto dela, no mundo físico. E esta garotinha, pelo que pude entender, vai estar intrinsecamente ligada com a nossa protagonista, Vivian, que começamos a conhecer no primeiro capítulo.
Vivian é uma mulher madura, que trabalha para uma editora, mas que sente-se completamente solitária no mundo. Apesar de seus sonhos serem enormes, Vivian já desistiu de ter forças suficientes para correr atrás deles. Contenta-se, então, em ficar o mais próxima possível dos seus ideais. Ela é uma protagonista bastante melancólica, e isso fica claro desde as primeiras descrições feitas pela autora. É em meio a toda essa confusão que são seus dias que Vivian conhece Felipe, um rapaz de quem ela não se lembra, mas que parece a conhecer como ninguém mais.
Felipe é um homem misterioso, que não possui nenhuma lembrança de seu passado. Ele tem a nítida impressão de já ter tido um contato mais pessoal com Vivian, desde a primeira vez que a vê, mas não consegue lembrar-se onde e muito menos quando ou porquê eles encontraram-se.
Nesses primeiros capítulos, temos apenas uma pequena ideia da imensidão do universo criado pela autora, mas eu posso dizer que já fiquei extremamente animada. O mundo onírico não é um cenário muito presente na literatura, e só esse detalhe já me deixa bem interessada no enredo do livro.
O livro é dividido em três partes, o que nos é dado a conhecer logo no sumário. Cada uma dessas partes corresponde a evolução do sonho da protagonista, que é o ponto central da trama. Eu achei essa organização muito bem feita pela autora, pois nos dá uma ideia mais geral de cada etapa do processo de entrada de Vivian nesse universo tão diferente daquele que ela conhecia, além de nos dar a chance de acompanhar passo a passo de toda essa trajetória detalhadamente, possibilitando uma compreensão mais completa da história.
A diagramação, apesar de ainda não ser a oficial, está simplesmente maravilhosa! Adorei as fontes escolhidas, e o tamanho de letra é ideal para a leitura, inclusive no meio digital, que é o caso do arquivo de primeiras impressões. A capa eu não acho que preciso comentar, ela é linda e passa muito bem a mensagem do livro.
Depois desse contato inicial, posso dizer que fiquei ainda mais ansiosa para concluir a leitura do livro. A Mara fez um ótimo trabalho, criando um mundo diferente, inusitado, e nos transplantando para ele de uma forma total e verdadeira, fazendo-nos personagens também. Acho que esse é o grande segredo desse livro: fazer o leitor acreditar em seus próprios sonhos!
Aguardem resenha, e leiam, porque já é extremamente recomendado! Beijos!
O post de hoje é uma das primeiras impressões que eu tanto amo fazer. E o livro é O Nome do Sonho, de M. Deméter. Se acompanham o blog, já sabem que estamos participando do Book Tour do mesmo título, realizado pela autora, porém, depois dessa capa maravilhosa, eu não pude esperar minha vez chegar para iniciar a leitura!
Título: O Nome do Sonho
Autor: M. Deméter
Sinopse: "A vida pode ser como nos sonhos, basta acreditar." O que você faria se descobrisse que toda a sua realidade não passa de uma fantasia e tudo se baseasse na existência de uma única pessoa? Pode parecer ilusão, mas essa é a realidade de O Nome do Sonho. Anne já se acostumou com ela, mas Vivian não a aceita com tanta facilidade. Em um mundo onde todos os sonhos são possíveis, talvez o amor possa transformar os conceitos de realidade e ficção, mas nunca sem sacrifícios.
O material disponibilizado pela autora inclui Prólogo, Primeiro, Segundo e Terceiro capítulos, e eu confesso que foi mais surpreendente do que eu imaginava.
Logo no Prólogo, conhecemos Anne, uma garotinha que vive em uma espécie de mundo paralelo, com seu avô, e que já está acostumada com toda a fantasia que pode parecer a realidade que a cerca. Curiosa e determinada, Anne busca encontrar uma maneira de trazer seu avô de volta para junto dela, no mundo físico. E esta garotinha, pelo que pude entender, vai estar intrinsecamente ligada com a nossa protagonista, Vivian, que começamos a conhecer no primeiro capítulo.
Vivian é uma mulher madura, que trabalha para uma editora, mas que sente-se completamente solitária no mundo. Apesar de seus sonhos serem enormes, Vivian já desistiu de ter forças suficientes para correr atrás deles. Contenta-se, então, em ficar o mais próxima possível dos seus ideais. Ela é uma protagonista bastante melancólica, e isso fica claro desde as primeiras descrições feitas pela autora. É em meio a toda essa confusão que são seus dias que Vivian conhece Felipe, um rapaz de quem ela não se lembra, mas que parece a conhecer como ninguém mais.
Felipe é um homem misterioso, que não possui nenhuma lembrança de seu passado. Ele tem a nítida impressão de já ter tido um contato mais pessoal com Vivian, desde a primeira vez que a vê, mas não consegue lembrar-se onde e muito menos quando ou porquê eles encontraram-se.
Nesses primeiros capítulos, temos apenas uma pequena ideia da imensidão do universo criado pela autora, mas eu posso dizer que já fiquei extremamente animada. O mundo onírico não é um cenário muito presente na literatura, e só esse detalhe já me deixa bem interessada no enredo do livro.
O livro é dividido em três partes, o que nos é dado a conhecer logo no sumário. Cada uma dessas partes corresponde a evolução do sonho da protagonista, que é o ponto central da trama. Eu achei essa organização muito bem feita pela autora, pois nos dá uma ideia mais geral de cada etapa do processo de entrada de Vivian nesse universo tão diferente daquele que ela conhecia, além de nos dar a chance de acompanhar passo a passo de toda essa trajetória detalhadamente, possibilitando uma compreensão mais completa da história.
A diagramação, apesar de ainda não ser a oficial, está simplesmente maravilhosa! Adorei as fontes escolhidas, e o tamanho de letra é ideal para a leitura, inclusive no meio digital, que é o caso do arquivo de primeiras impressões. A capa eu não acho que preciso comentar, ela é linda e passa muito bem a mensagem do livro.
Depois desse contato inicial, posso dizer que fiquei ainda mais ansiosa para concluir a leitura do livro. A Mara fez um ótimo trabalho, criando um mundo diferente, inusitado, e nos transplantando para ele de uma forma total e verdadeira, fazendo-nos personagens também. Acho que esse é o grande segredo desse livro: fazer o leitor acreditar em seus próprios sonhos!
Aguardem resenha, e leiam, porque já é extremamente recomendado! Beijos!
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primeiras impressões
[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Lexus (O Despertar da Escuridão) - Paulo Henrique Bragança
12 novembro 2015
Hey, pessoas!
Se vocês acompanharam o nosso Outubro Nacional, já tiveram a chance de conhecer o futuro lançamento de Paulo Henrique Bragança, pela editora Arwen, e já sabem o quanto eu fiquei animada com o livro. Hoje venho mostrar a vocês minhas primeiras impressões sobre ele!

Como eu já comentei ali em cima, fiquei extremamente animada com esse livro, com o título, com a sinopse e com tudo que a história promete. Posso dizer que nem pensei duas vezes quando recebi o e-mail para participar do projeto Primeiras Impressões, e agora estou me odiando intimamente, porque preciso da continuação! Esse pequeno fragmento não ajudou a sanar minha curiosidade, pelo contrário, só fez aumentar, e é por isso que eu sei que o livro vai ser incrível!
Vamos começar essa conversa pelo cenário, que é grandioso. Lexus é uma empresa de porte enorme, que tem toda uma cidade ao seu redor, trabalhando para e por conta dela. Tudo gira pela existência do empreendimento. É em meio a esse ambiente urbano e tecnológico que se passa a nossa história.
Logo no início conhecemos Bianca, uma adolescente cheia de personalidade que vive com sua família na cidade. Como a maioria das pessoas, os pais de Bia trabalham na Lexus e ela estuda em um colégio mantido pela empresa. Suas melhores amigas, duas meninas não tão geniosas quanto a nossa protagonista, são garotas animadas e são elas quem dão a ideia de realizar uma festa na casa de Bia na ausência de seus pais, na noite fatídica em que todo o desenrolar da história começa.
Uma das coisas que eu mais curti nesse comecinho do livro (li o prólogo e os dois primeiros capítulos) foi como o autor brincou com personagens tão distintos um do outro e conseguiu construir a todos com maestria. Dentro das próprias relações da protagonista, vemos personalidades diferentes, muitas vezes opostas, convivendo entre si e funcionando. Acredito que essa seja realmente a grande mágica desse princípio.
Além disso, a forma como o Paulo adaptou a sua linguagem para a faixa etária de cada personagem tornou tudo ainda mais real. O cenário é completamente atual, as falas não possuem discrepâncias completamente inverossímeis, que não condizem com determinado personagem, e assim o livro se transformou em algo identificável. Lembrei da minha adolescência em vários momentos, e consegui realmente me conectar com as situações, pensamentos e sentimentos, com tudo que estava acontecendo dentro do enredo, e isso conta demais na minha relação com um livro.
Nesse princípio, posso dizer que, mesmo as coisas ainda não acontecendo realmente, pude sentir o talento do autor e o sucesso que o livro promete ser. Não só pelos elementos que mistura, não só pelo enredo bem construído, não só pelos personagens reais e quase palpáveis, mas também pela preocupação perceptível do autor em definitivamente trazer o leitor para dentro daquele universo, do mundo que ele criou, e fazer com que ele se sinta em casa ali, em todas as circunstâncias.
Tenho absoluta certeza que todas as minhas expectativas foram acertadas, e espero poder concluir a leitura em breve. Deixo aqui a minha recomendação a vocês. O livro ainda não foi lançado, mas podem colocar no topo das listinhas aí, garanto que vão gostar! Gostaria de parabenizar o autor também, pela capacidade de nos mostrar talento em tão poucas linhas!
Até a próxima postagem! Beijos!
Se vocês acompanharam o nosso Outubro Nacional, já tiveram a chance de conhecer o futuro lançamento de Paulo Henrique Bragança, pela editora Arwen, e já sabem o quanto eu fiquei animada com o livro. Hoje venho mostrar a vocês minhas primeiras impressões sobre ele!

TÍTULO: Lexus - O Despertar da Escuridão
AUTOR: Paulo Henrique Bragança
SINOPSE: A cidade de Campos Elíseos parece o paraíso na terra; escolas de qualidade, sistema de saúde exemplar. Um verdadeiro símbolo de prosperidade.Bianca, uma adolescente de 17 anos vive lá com sua família. Seus pais trabalham no Laboratório Lexus, principal responsável pelo desenvolvimento da cidade. Certo dia, os pais de Bia precisam viajar a negócios. Influenciada pelas amigas, Bia resolve dar uma grande festa, mas algo muito mais assombroso acontece naquela noite; a cidade sofre um atentado terrorista.Criaturas começam a surgir das sombras e o terror se espalha pela cidade. Conseguira Bia sair daquele inferno e salvar as pessoas que ama? E seus pais, o que acontecera com eles? Uma história de zumbis que arremete aos grandes clássicos do cinema e dos videogames.
Como eu já comentei ali em cima, fiquei extremamente animada com esse livro, com o título, com a sinopse e com tudo que a história promete. Posso dizer que nem pensei duas vezes quando recebi o e-mail para participar do projeto Primeiras Impressões, e agora estou me odiando intimamente, porque preciso da continuação! Esse pequeno fragmento não ajudou a sanar minha curiosidade, pelo contrário, só fez aumentar, e é por isso que eu sei que o livro vai ser incrível!
Vamos começar essa conversa pelo cenário, que é grandioso. Lexus é uma empresa de porte enorme, que tem toda uma cidade ao seu redor, trabalhando para e por conta dela. Tudo gira pela existência do empreendimento. É em meio a esse ambiente urbano e tecnológico que se passa a nossa história.
Logo no início conhecemos Bianca, uma adolescente cheia de personalidade que vive com sua família na cidade. Como a maioria das pessoas, os pais de Bia trabalham na Lexus e ela estuda em um colégio mantido pela empresa. Suas melhores amigas, duas meninas não tão geniosas quanto a nossa protagonista, são garotas animadas e são elas quem dão a ideia de realizar uma festa na casa de Bia na ausência de seus pais, na noite fatídica em que todo o desenrolar da história começa.
Uma das coisas que eu mais curti nesse comecinho do livro (li o prólogo e os dois primeiros capítulos) foi como o autor brincou com personagens tão distintos um do outro e conseguiu construir a todos com maestria. Dentro das próprias relações da protagonista, vemos personalidades diferentes, muitas vezes opostas, convivendo entre si e funcionando. Acredito que essa seja realmente a grande mágica desse princípio.
Além disso, a forma como o Paulo adaptou a sua linguagem para a faixa etária de cada personagem tornou tudo ainda mais real. O cenário é completamente atual, as falas não possuem discrepâncias completamente inverossímeis, que não condizem com determinado personagem, e assim o livro se transformou em algo identificável. Lembrei da minha adolescência em vários momentos, e consegui realmente me conectar com as situações, pensamentos e sentimentos, com tudo que estava acontecendo dentro do enredo, e isso conta demais na minha relação com um livro.
Nesse princípio, posso dizer que, mesmo as coisas ainda não acontecendo realmente, pude sentir o talento do autor e o sucesso que o livro promete ser. Não só pelos elementos que mistura, não só pelo enredo bem construído, não só pelos personagens reais e quase palpáveis, mas também pela preocupação perceptível do autor em definitivamente trazer o leitor para dentro daquele universo, do mundo que ele criou, e fazer com que ele se sinta em casa ali, em todas as circunstâncias.
Tenho absoluta certeza que todas as minhas expectativas foram acertadas, e espero poder concluir a leitura em breve. Deixo aqui a minha recomendação a vocês. O livro ainda não foi lançado, mas podem colocar no topo das listinhas aí, garanto que vão gostar! Gostaria de parabenizar o autor também, pela capacidade de nos mostrar talento em tão poucas linhas!
Até a próxima postagem! Beijos!
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[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Spettacolo - Rafaela Papini
09 outubro 2015
Hey, pessoas!
Há alguns dias eu conheci o trabalho da Rafaela Papini, através de indicações em redes sociais. Confesso que fiquei muito interessada no livro da autora, e quando surgiu a oportunidade para trazer minhas primeiras impressões aqui para o blog, não pensei duas vezes. Agora vocês vão conferir o que eu achei desse romance lindo!

Vocês já devem saber que eu não sou uma leitora assídua de romances. Eles costumam ficar longe das minhas listas de leitura, mas com Spettacolo eu precisei abrir uma exceção. E acredito que foi a melhor decisão que eu podia ter tomado!
Quero começar a falar do livro a partir do cenário: o mundo circense. Sou completamente fascinada por tudo dentro de um circo, desde muito pequena. É claro que, no meu ponto de vista, a Rafa acertou em cheio nesse detalhe: toda a magia e encantamento do universo está ali, nas descrições que a autora faz dentro da história. É impossível ficar imune às atrações incríveis, à beleza do lugar, à fascinação da plateia, é como se fôssemos literalmente transplantados para dentro do espetáculo, e ficássemos tão ou mais impressionados quanto os próprios personagens.
Falando em personagens, mais uma vez a Rafa arrasou! Eu adorei a Malu: ela é uma garota batalhadora, que trabalha para pagar seus estudos, é forte, decidida e muito sonhadora, além de ainda guardar um lado romântico dentro dela, o qual acaba transformando-a numa pessoa meiga e extremamente doce. A vida de Malu mudou completamente quando ela conheceu Pedro, seu atual namorado, mas no momento em que acontece a história o relacionamento dos dois não está às mil maravilhas: Pedro é relapso, distraído e distante, até um pouco frio, e a nossa protagonista começa a sentir que seu coração não está totalmente completo.
Hiram é um artista circense, e muito se orgulha desse aspecto de sua vida. Desde muito novo, aprendeu a amar o mundo do circo, com sua mãe, e a partir de então aquele picadeiro passou a fazer parte dele. Quando se apresenta, o garoto sente-se pleno, poderoso, como se tudo fosse possível para ele. Porém, Hiram sente falta dos laços que as mudanças constantes com o circo não permitem que ele fortaleça. O nosso protagonista sente que algo dentro dele ainda é incompleto, mesmo amando profundamento aquele universo. E é a partir do momento que seu olhar cruza com o de Malu que ele sabe que encontrou o que procurava.
O que eu senti ao ler esses primeiros capítulos de Spettacolo é difícil de descrever: logo nas primeiras páginas, já me vi completamente embriagada por aquele enredo, torcendo infinitamente pela felicidade do casal protagonista. Não há como não notar a química e conexão crescente entre os dois. Sem nem mesmo saber, Malu e Hiram encontram um no outro tudo aquilo que faltava neles mesmos, e isso é tão puro, tão verdadeiro, que fica impossível não se comover com o relacionamento dos dois.
Um elemento super importante para eu ter gostado tanto da trama é a realidade que a Rafa dá aos seus personagens. Desde suas características físicas, até suas ambições, sonhos e dúvidas, tudo é muito verídico, muito palpável, e é fácil se identificar com os personagens, em várias situações. Acredito que isso, e a forma como a autora escolheu narrar a história, intercalando entre Hiram e Malu, em terceira pessoa, aproxima o leitor da narrativa, dos protagonistas, permite-nos conhecê-los e amá-los do jeito imperfeito que são.
Termino essas primeiras impressões com apenas uma sensação dentro do peito: amor, puro e simples. Eu amei o universo criado pela autora, amei os personagens, amei tudo que acontece dentro do picadeiro, e amei, acima de tudo, a forma como Rafa nos insere internamente no seu enredo, fazendo-nos sentir como parte daquele cenário maravilhoso, daquele lugar mágico. Mal posso esperar para conhecer o restante do livro, e recomendo a todos vocês que façam o mesmo! Até a próxima postagem!
Beijos!
Há alguns dias eu conheci o trabalho da Rafaela Papini, através de indicações em redes sociais. Confesso que fiquei muito interessada no livro da autora, e quando surgiu a oportunidade para trazer minhas primeiras impressões aqui para o blog, não pensei duas vezes. Agora vocês vão conferir o que eu achei desse romance lindo!

Título: Spettacolo
Autor: Rafaela Papini
Sinopse: De um lado, a história de Hiram, um misterioso e sedutor artista de circo que se apresenta fazendo shows com fogo. De outro, a história de Maria Luisa, uma menina insegura, levando uma vida monótona em uma cidade pequena do interior. Ele possui segredos de um passado doloroso, que desvenda com a ajuda de uma fotografia rasgada e o diário de sua mãe, morta em um incêndio fatal durante um show de mágica. Ela sofre com uma mãe distante e um namorado indiferente, entediada com sua vida dolorosamente comum . Eles levam vidas completamente diferentes, mas de alguma forma, o destino os cruza durante um espetáculo em que Hiram se hipnotiza por um par de olhos azuis que o fitava, admirado, na plateia. Em sua busca pela dona dos olhos azuis, suas vidas acabam se cruzando por diversas vezes, até que elas são drasticamente separadas quando Malu se vê vítima de uma cilada que fez Hiram se deparar com o seu pior pesadelo virando realidade. A história conta os encontros e desencontros do casal e como seus estilos de vida são postos em prova, fazendo-os repensar tudo aquilo que eles são, para que possam viver esse grande amor.
Vocês já devem saber que eu não sou uma leitora assídua de romances. Eles costumam ficar longe das minhas listas de leitura, mas com Spettacolo eu precisei abrir uma exceção. E acredito que foi a melhor decisão que eu podia ter tomado!
Quero começar a falar do livro a partir do cenário: o mundo circense. Sou completamente fascinada por tudo dentro de um circo, desde muito pequena. É claro que, no meu ponto de vista, a Rafa acertou em cheio nesse detalhe: toda a magia e encantamento do universo está ali, nas descrições que a autora faz dentro da história. É impossível ficar imune às atrações incríveis, à beleza do lugar, à fascinação da plateia, é como se fôssemos literalmente transplantados para dentro do espetáculo, e ficássemos tão ou mais impressionados quanto os próprios personagens.

Falando em personagens, mais uma vez a Rafa arrasou! Eu adorei a Malu: ela é uma garota batalhadora, que trabalha para pagar seus estudos, é forte, decidida e muito sonhadora, além de ainda guardar um lado romântico dentro dela, o qual acaba transformando-a numa pessoa meiga e extremamente doce. A vida de Malu mudou completamente quando ela conheceu Pedro, seu atual namorado, mas no momento em que acontece a história o relacionamento dos dois não está às mil maravilhas: Pedro é relapso, distraído e distante, até um pouco frio, e a nossa protagonista começa a sentir que seu coração não está totalmente completo.
Hiram é um artista circense, e muito se orgulha desse aspecto de sua vida. Desde muito novo, aprendeu a amar o mundo do circo, com sua mãe, e a partir de então aquele picadeiro passou a fazer parte dele. Quando se apresenta, o garoto sente-se pleno, poderoso, como se tudo fosse possível para ele. Porém, Hiram sente falta dos laços que as mudanças constantes com o circo não permitem que ele fortaleça. O nosso protagonista sente que algo dentro dele ainda é incompleto, mesmo amando profundamento aquele universo. E é a partir do momento que seu olhar cruza com o de Malu que ele sabe que encontrou o que procurava.
O que eu senti ao ler esses primeiros capítulos de Spettacolo é difícil de descrever: logo nas primeiras páginas, já me vi completamente embriagada por aquele enredo, torcendo infinitamente pela felicidade do casal protagonista. Não há como não notar a química e conexão crescente entre os dois. Sem nem mesmo saber, Malu e Hiram encontram um no outro tudo aquilo que faltava neles mesmos, e isso é tão puro, tão verdadeiro, que fica impossível não se comover com o relacionamento dos dois.
Um elemento super importante para eu ter gostado tanto da trama é a realidade que a Rafa dá aos seus personagens. Desde suas características físicas, até suas ambições, sonhos e dúvidas, tudo é muito verídico, muito palpável, e é fácil se identificar com os personagens, em várias situações. Acredito que isso, e a forma como a autora escolheu narrar a história, intercalando entre Hiram e Malu, em terceira pessoa, aproxima o leitor da narrativa, dos protagonistas, permite-nos conhecê-los e amá-los do jeito imperfeito que são.
Termino essas primeiras impressões com apenas uma sensação dentro do peito: amor, puro e simples. Eu amei o universo criado pela autora, amei os personagens, amei tudo que acontece dentro do picadeiro, e amei, acima de tudo, a forma como Rafa nos insere internamente no seu enredo, fazendo-nos sentir como parte daquele cenário maravilhoso, daquele lugar mágico. Mal posso esperar para conhecer o restante do livro, e recomendo a todos vocês que façam o mesmo! Até a próxima postagem!
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[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] A Garota de Greenwich - Vanessa Preuss
01 setembro 2015
Hey, pessoas!
Não faz muitos dias que conheci a escritora Vanessa Preuss, através de uma proposta que ela me apresentou. Além de ter ficado totalmente honrada com o fato de ela ter me procurado e se interessado pelo blog, fiquei extremamente animada com o desafio, que consistia em fazer a apresentação de seu livro de estreia, A Garota de Greenwich, da forma mais criativa que pudermos pensar. Para isso, resolvi vir aqui, e mostrar a vocês minhas primeiras impressões sobre a obra. Espero que vocês curtam! Mas antes, vamos conhecer a Vanessa um pouquinho melhor?

Não faz muitos dias que conheci a escritora Vanessa Preuss, através de uma proposta que ela me apresentou. Além de ter ficado totalmente honrada com o fato de ela ter me procurado e se interessado pelo blog, fiquei extremamente animada com o desafio, que consistia em fazer a apresentação de seu livro de estreia, A Garota de Greenwich, da forma mais criativa que pudermos pensar. Para isso, resolvi vir aqui, e mostrar a vocês minhas primeiras impressões sobre a obra. Espero que vocês curtam! Mas antes, vamos conhecer a Vanessa um pouquinho melhor?

Meu nome é Vanessa Preuss, e tenho 22 anos. Nasci no oeste catarinense, em São João do Oeste, mas moro desde os 4 anos (ou desde que me dou por gente), em Tupandi, cidade pequena distante 87 km da capital Porto Alegre. Sempre tive contato com a escrita e minhas primeiras histórias foram escritas em sala de aula, no silêncio do quarto à noite, nas horas vagas da adolescência. Aos 17 anos me tornei colunista em um jornal local e desde então tenho colaborado com três deles. Estudei jornalismo durante 3 anos, atuei como repórter, escrevo para o site online Donnatune e mantenho uma página na rede social do facebook semanalmente desde janeiro de 2014. Trabalho como secretária e auxiliar administrativa em uma empresa que atua no segmento de embalagens plásticas, e nas horas vagas, vendo e escrevo diariamente, por amor e hobby, o que me inspira a seguir a profissão de escritor. Também sou curiosa, ambiciosa, movida por gestos e palavras. Gosto de ler de tudo: perco horas e horas lendo Agatha Christie, Nicholas Sparks, Julia Quinn e tudo que é novos e receitado pela minha própria crítica. :) A Garota de Greenwich é minha primeira obra publicada. Primeira de muitas. A história na verdade seria uma crônica feminina para meu blog, mas gostei tanto dela que fui acrescentando idéias e frases que cinco meses depois, virou um livro com pouco mais de 300 páginas.
Título: A Garota de Greenwich
Editora: Buriti
Sinopse: Roberta Cartner é uma jovem de vinte anos que vê seu coração acelerar por Jacques Sulavan repentinamente. Filha de pai humilde e sem a mãe, sua vida está prestes a mudar quando ele aparece a primeira vez na empresa em que ela trabalha. Forte e imponente, Jacques tem tudo que a faz suspirar, e quando decide incorporá-la a seu mundo, Roberta se vê dividida. Com problemas no trabalho e medo do que esse envolvimento pode lhe causar, ela resolve fugir. Sua avó Sarah Cartner mora em Londres e é para lá que ela vai. O que Roberta não pode prever é o quanto essa decisão pode mudar sua vida. De volta ao Brasil ela deverá se confrontar com antigos fantasmas deixados no passado, e descobrir que sua felicidade pode ter estado mais perto do que ela poderia imaginar. A Garota de Greenwich fala principalmente sobre a importância de acreditarmos em nossos sonhos e corrermos atrás deles, de uma forma bem- humorada e divertida.
No livro acompanhamos a história de Roberta, uma mulher de vinte anos, com vários sonhos na cabeça e esperanças no coração. Roberta trabalha em uma empresa, e é lá que conhece o deslumbrante Jacques, por quem se apaixona logo de cara. O homem é tudo que ela sempre sonhou: bem-sucedido, charmoso, bonito, inteligente, e, o melhor de tudo, parece estar também interessado nela. O único problema surge depois de uma atitude que seu melhor amigo Thomas toma, e que divide o coração da garota. Assim, indecisa sobre seus próprio sentimentos, Roberta decide passar um tempo com sua avó em Londres. Nesse lugar mágico ela passa a entender um pouco mais de si mesma, e descobre sonhos dentro de si que estão implorando para serem liberados.
A Vanessa é uma escritora nata! Isso fica claro quando lemos algo mais sobre ela. Desde muito nova ela se apaixonou por esse mundo, e não o deixou mais. A autora já escreveu diversas crônicas para jornais, e confessa que este livro começou com um destes textos. Mas no meio do caminho Vanessa percebeu que a história tinha tudo para um desfecho mais longo, e foi aí que surgiu A Garota de Greenwich.
O material que a Vanessa enviou aos blogs participantes da ação consiste em trechos do seu livro. E eu preciso dizer que fiquei muito contente com o que li. O modo como a autora selecionou os trechos a serem lidos não foi automático. É como se ela nos desse uma ideia geral da trama, sem entregar as informações que tornam o livro algo especial, e nos deixando ansiosos por mais narrativa.
Além disso, a forma de escrita da autora é leve e bem-humorada, simplesmente apaixonante. A linguagem utilizada é compreensível e fácil de identificar e entender, o que torna a leitura fluida e rápida. Um dos pontos que tornam o livro especial, diferenciando de outros de mesmo gênero, é a forma sutil com que a autora nos conduz a reflexões sobre temas como sonhos, esperança, amor e possibilidades. Achei fantástica a maneira como ela entrelaça esses assuntos, e enriquece a trama com elementos específicos de cada um deles.
A Roberta é uma personagem muito interessante. Nestas poucas páginas já foi possível notar uma certa leveza de espírito nela. É como se, ao conhecê-la, um amontoado de sensações boas tomasse conta do leitor, e ele quisesse realmente que a garota pulasse do papel. Ela é impregnada por uma pureza, uma aura delicada e simples, que a torna especialmente diferente. Além de nos proporcionar muitas diversões com suas trapalhadas e sinceridade, Roberta nos leva a pensar em nossas escolhas e nas consequências de nossa persistência e força de vontade, qualidades admiráveis na menina.
Jacques é o famoso galã. Bonito, seguro de si, inteligente, ele realmente sabe o que dizer e fazer para conquistar uma mulher, e por algum motivo, acabou criando uma obsessão pela nossa protagonista. Eu confesso que eu alguns momentos isso pareceu um pouco anormal, desde a primeira vez que os dois se viram ele quis Roberta para si, e deixou isso bem claro, como o verdadeiro homem de negócios que é, sempre expondo suas intenções de maneira implícita nas palavras que fala. Não sei a razão exata, mas não consegui me conectar com o personagem. Talvez ele tenha me soado presunçoso demais, possessivo demais, irreal demais, o fato é que eu não morri de amores por ele, como ele está acostumado.
Já Thomas, que não possui um destaque muito grande nesses trechos selecionados pela autora, foi a maior estrela da história para mim: o garoto é sensível, decidido, sempre tem resposta pra tudo, apoia Roberta em qualquer ocasião e em todos os momentos faz o que pode para vê-la bem. Muito além de qualquer outra coisa que possa vir a ser, ele é um amigo leal, fiel e dedicado, e isso me conquistou por inteiro. Foi impossível não me apaixonar por ele!
Nestas poucas páginas, como já disse, a autora nos dá apenas a essência da história, mas já é possível notar a carga elevada de sentimentos e sensações que a trama carrega. Não há como ficar imune a todas as interpelações que Vanessa nos faz, e é impossível terminar a leitura sem repensar ao menos um aspecto em nossa vida. Isso, a meu ver, é o mais incrível do livro: ele te muda, em algum aspecto, e mais do isso: ele te melhora!
Gostaria de agradecer imensamente a Vanessa pela oportunidade de conhecer essa história delicada e sensível, que nos emociona e nos faz pensar ao mesmo tempo. Saiba que eu estou mais do que ansiosa para conhecer o livro na íntegra, e poder dividir com todos o poder que ele exerce sobre nós, leitores.
E vocês, viajantes, curtiram a postagem? Já conheciam o livro? Me contem nos comentários, não esqueçam! Até a próxima postagem!
Beijos!
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primeiras impressões
[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] O Lago Negro - Juliana Daglio
04 agosto 2015
Hey, pessoas!
Há algum tempo, divulguei aqui no blog o próximo livro da nossa querida autora parceira Juliana Daglio, O Lago Negro. Essa semana, a Ju fez uma proposta aos seus leitores: ela mandaria uma degustação desse livro para que lêssemos e compartilhássemos nossas primeiras impressões. Como eu estava (e ainda estou, mais agora!) curiosa com a sinopse e a trama sobrenatural e misteriosa em si, topei logo de cara, e cá estou para dividir minhas opiniões sobre o prólogo e primeiro capítulo desse título tão aguardado!
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/423868/O_LAGO_NEGRO_1432165281423868SK1432165281B.jpg)
O Lago Negro nos apresenta a Verônica, uma garota problemática, dona de um passado que frequentemente a atormenta, mesmo sendo apenas uma lembrança. Ela e seu namorado, Enzo, mudam-se, por conta da faculdade, para uma cidade interiorana, chamada Lagoana, onde os forasteiros não são bem-vindos. Lá, Verônica acredita finalmente poder colocar no papel seu tão sonhado livro, e pretende começar uma vida nova ao lado do homem que ama. É claro que nem tudo acontece como a garota imagina, e seus fantasmas do passado se mostrarão muito mais do que simples recordações.
Juliana acertou em cheio em mais esse livro! Posso dizer isso com toda a certeza, mesmo tendo apenas as primeiras páginas, porque por essa prova é possível entender todo o enredo conturbado, misterioso e sobrenatural que constitui o livro. Elementos como a insanidade, o suspense, os segredos, os medos, estão presentes nestas linhas e dão o tom macabro da história desde o início.
O prólogo nos leva ao sonho de um jovem, com sua mulher amada, que só existe para ele naquele mundo. Ali, fica claro que nada será entregue de mão beijada aos leitores: Juliana nos dá pistas, e cabe somente a nós torná-las algo concreto. O tempo todo, nas poucas páginas que compõem o prólogo, somos levados a nos questionar e buscar o conhecimento necessário para entender toda a situação aparente maluca que acontece nesse episódio.
O primeiro capítulo é onde a nossa história realmente começa. Ali, encontramos Verônica e Enzo, conhecemos suas personalidade, seu relacionamento duradoura e feliz. Os dois formam um casal desde que se conheceram, e dá para notar o quanto gostam um do outro e aceitam-se, acima de qualquer diferença que possa existir entre eles. Verônica é uma garota bastante traumatizada, que não se dá bem com a mãe, perdeu o pai, e viveu com a avó paterna desde muito nova. É perceptível o quanto ela se tornou fechada, reclusa e amedrontada, e claro que seu temperamento foi influenciado definitivamente pelos acontecimentos de seu passado, que ainda não conhecemos neste trecho do livro. O que eu posso dizer da personagem é que me identifiquei com ela logo de cara: é difícil ignorar a dor e a fragilidade que parecer emanar da protagonista, e isso me deu uma vontade doida de abraçá-la e confortá-la por tudo que já passou. Além disso, seu amor pela leitura e escrita é um ponto que nos aproxima bastante.
A linguagem utilizada pela Juliana é sempre muito compreensível e próxima do seu leitor. Sem rodeios, sem muitos detalhes extremos, sem descrições exageradas, ela nos apresenta a história em partes, que fazem com que fiquei aquela vontade incontrolável de conhecer o desfecho da narrativa. Nada é fora do lugar, e tudo tem seu tempo certo para ser revelado. Confesso que depois de ler essas primeiras páginas estou ainda mais ansiosa para o lançamento do livro.
É possível notar que a narrativa será dividida em partes, o que sempre se torna muito agradável para mim, é como se eu estivesse assistindo a um filme, e em cada cena avançasse um pouco mais em direção ao desfecho final dele. Acredito que isso deixe o livro organizado, mais fácil de ser apreendido pelo leitor.
Acho que nem preciso falar nada da capa, a editora mais uma vez arrasou na arte! Pelo que já ouvi da Ju sobre o livro, acredito que a imagem escolhida tenha estreita ligação com a história, além das cores que combinam e harmonizam perfeitamente entre si. Simplesmente perfeito! Abaixo eu deixo a imagem dela aberta, para que todos vocês possam conferir com seus próprios olhos essa lindeza!
Para finalizar essas impressões, posso dizer que meu primeiro contato com o livro não poderia ter sido mais proveitoso e angustiante! Proveitoso porque agora, se restava qualquer dúvida com relação a gostar ou não da história, ela foi completamente destruída, e tenho ainda mais certeza de que lerei o livro assim que for lançado. Angustiante porque fiquei ainda mais ansiosa para ter logo meu exemplar, e finalizar a história de Verônica, e sei que minhas unhas vão sofrer com essa espera! Posso, finalmente, indicar a todos a leitura. A Juliana é extremamente talentosa, e suas narrativas sempre envolvem temas interessantes, abordados de uma maneira que acaba por emaranhar o leitor em suas tramas e deixá-lo na expectativa do que está por vir. E que venha O Lago Negro, e logo, por favor! Obrigada especialíssimo a Juliana, por me colocar nessa lista e me deixar adentrar com um pouquinho de antecedência ao mundo de Verônica! Até a próxima postagem, gente!
Beijos ♥
Há algum tempo, divulguei aqui no blog o próximo livro da nossa querida autora parceira Juliana Daglio, O Lago Negro. Essa semana, a Ju fez uma proposta aos seus leitores: ela mandaria uma degustação desse livro para que lêssemos e compartilhássemos nossas primeiras impressões. Como eu estava (e ainda estou, mais agora!) curiosa com a sinopse e a trama sobrenatural e misteriosa em si, topei logo de cara, e cá estou para dividir minhas opiniões sobre o prólogo e primeiro capítulo desse título tão aguardado!
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/423868/O_LAGO_NEGRO_1432165281423868SK1432165281B.jpg)
Título: O Lago Negro
Autor: Juliana Daglio
Editora: Arwen
Skoob
Sinopse: Verônica é uma garota problemática marcada por um passado traumático do qual mal se lembra, mas que lhe tirou o direito à total sanidade. Ao se mudar para o interior depois de passar no vestibular, ela se depara com o local perfeito onde poderá se inspirar para, finalmente, transformar seus personagens imaginários em um livro. Lagoana é uma cidade nebulosa, úmida, habitada por almas quietas e pouco amigáveis. Porém, o clima obscuro não virá somente despertar criatividade, mas também acordar seus fantasmas mais profundos. Prestes a perder o controle sobre sua trama e sobre sua mente, Verônica conhece um estrangeiro de sorriso cafajeste e olhos azuis. Desconfiada de suas intenções ela guarda segredo quanto ao seu livro, mas não sabe que Liam também tem os seus, e que eles podem ser a chave para os mistérios que a rondaram durante toda sua vida. O Lago Negro de sua imaginação será, definitivamente, o estopim para toda sua loucura emergir. O que será que ele esconde no fundo de suas águas escuras?
O Lago Negro nos apresenta a Verônica, uma garota problemática, dona de um passado que frequentemente a atormenta, mesmo sendo apenas uma lembrança. Ela e seu namorado, Enzo, mudam-se, por conta da faculdade, para uma cidade interiorana, chamada Lagoana, onde os forasteiros não são bem-vindos. Lá, Verônica acredita finalmente poder colocar no papel seu tão sonhado livro, e pretende começar uma vida nova ao lado do homem que ama. É claro que nem tudo acontece como a garota imagina, e seus fantasmas do passado se mostrarão muito mais do que simples recordações.
Juliana acertou em cheio em mais esse livro! Posso dizer isso com toda a certeza, mesmo tendo apenas as primeiras páginas, porque por essa prova é possível entender todo o enredo conturbado, misterioso e sobrenatural que constitui o livro. Elementos como a insanidade, o suspense, os segredos, os medos, estão presentes nestas linhas e dão o tom macabro da história desde o início.
O prólogo nos leva ao sonho de um jovem, com sua mulher amada, que só existe para ele naquele mundo. Ali, fica claro que nada será entregue de mão beijada aos leitores: Juliana nos dá pistas, e cabe somente a nós torná-las algo concreto. O tempo todo, nas poucas páginas que compõem o prólogo, somos levados a nos questionar e buscar o conhecimento necessário para entender toda a situação aparente maluca que acontece nesse episódio.
O primeiro capítulo é onde a nossa história realmente começa. Ali, encontramos Verônica e Enzo, conhecemos suas personalidade, seu relacionamento duradoura e feliz. Os dois formam um casal desde que se conheceram, e dá para notar o quanto gostam um do outro e aceitam-se, acima de qualquer diferença que possa existir entre eles. Verônica é uma garota bastante traumatizada, que não se dá bem com a mãe, perdeu o pai, e viveu com a avó paterna desde muito nova. É perceptível o quanto ela se tornou fechada, reclusa e amedrontada, e claro que seu temperamento foi influenciado definitivamente pelos acontecimentos de seu passado, que ainda não conhecemos neste trecho do livro. O que eu posso dizer da personagem é que me identifiquei com ela logo de cara: é difícil ignorar a dor e a fragilidade que parecer emanar da protagonista, e isso me deu uma vontade doida de abraçá-la e confortá-la por tudo que já passou. Além disso, seu amor pela leitura e escrita é um ponto que nos aproxima bastante.
A linguagem utilizada pela Juliana é sempre muito compreensível e próxima do seu leitor. Sem rodeios, sem muitos detalhes extremos, sem descrições exageradas, ela nos apresenta a história em partes, que fazem com que fiquei aquela vontade incontrolável de conhecer o desfecho da narrativa. Nada é fora do lugar, e tudo tem seu tempo certo para ser revelado. Confesso que depois de ler essas primeiras páginas estou ainda mais ansiosa para o lançamento do livro.
É possível notar que a narrativa será dividida em partes, o que sempre se torna muito agradável para mim, é como se eu estivesse assistindo a um filme, e em cada cena avançasse um pouco mais em direção ao desfecho final dele. Acredito que isso deixe o livro organizado, mais fácil de ser apreendido pelo leitor.
Acho que nem preciso falar nada da capa, a editora mais uma vez arrasou na arte! Pelo que já ouvi da Ju sobre o livro, acredito que a imagem escolhida tenha estreita ligação com a história, além das cores que combinam e harmonizam perfeitamente entre si. Simplesmente perfeito! Abaixo eu deixo a imagem dela aberta, para que todos vocês possam conferir com seus próprios olhos essa lindeza!
Para finalizar essas impressões, posso dizer que meu primeiro contato com o livro não poderia ter sido mais proveitoso e angustiante! Proveitoso porque agora, se restava qualquer dúvida com relação a gostar ou não da história, ela foi completamente destruída, e tenho ainda mais certeza de que lerei o livro assim que for lançado. Angustiante porque fiquei ainda mais ansiosa para ter logo meu exemplar, e finalizar a história de Verônica, e sei que minhas unhas vão sofrer com essa espera! Posso, finalmente, indicar a todos a leitura. A Juliana é extremamente talentosa, e suas narrativas sempre envolvem temas interessantes, abordados de uma maneira que acaba por emaranhar o leitor em suas tramas e deixá-lo na expectativa do que está por vir. E que venha O Lago Negro, e logo, por favor! Obrigada especialíssimo a Juliana, por me colocar nessa lista e me deixar adentrar com um pouquinho de antecedência ao mundo de Verônica! Até a próxima postagem, gente!
Beijos ♥
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