[RESENHA] A Noiva Devota - Mari Scotti

Hey pessoas!

A resenha de hoje mostra pra vocês as impressões sobre o romance de época fofo e cheio de passagens inesquecíveis escrito pela nossa querida autora parceira Mari Scotti: conheçam A Noiva Devota, segundo volume da saga Os Hallinsons!

A noiva devota
TÍTULO: A Noiva Devota (Família Hallinson #2)
AUTOR: Mari Scotti
EDITORA: Amazon
NÚMERO DE PÁGINAS: 248 páginas
SINOPSE: Nascer um Hallinson jamais foi tão promissor como em sua geração, no entanto, carregar esse sobrenome era ao mesmo tempo uma dádiva e uma maldição para os herdeiros do amor lendário de Mical e Octávio. Tudo porque Madascocia tornou-se a cidade do casal que venceu uma maldição. Muitos curiosos passaram a visitá-la em busca de felicidade, amor eterno, casamentos duradouros e a solução para seus dilemas. Além das inúmeras superstições como passar pela sombra de um Hallinson; lançar cartas ao rio Llyin que corta a Mansão de Bousquet; as donzelas e matriarcas almejavam matrimônio com um dos jovens herdeiros. Tentando adiar ao máximo esse desfecho, Samuel prolongou os estudos, mas, a saudade de uma donzela o faz retornar para casa antes do previsto.  É em um baile que todos os seus planos de a cortejar ruem. Flagrado em uma situação comprometedora, vê-se obrigado a se casar. Ela sempre soube como se esconder da sociedade, como passar desapercebida entre as pessoas e não chamar atenção. Não que fosse complicado, ela era a mais nova das filhas, a menos formosa de sua casa. A que nasceu com uma ofensiva deficiência. Por acreditar que jamais seria notada, Rosalina guardou um grande segredo: seu amor por Samuel Hallinson. O que ela não esperava era cruzar o caminho do rapaz em um dos momentos mais constrangedores de sua vida e mudar seus destinos bruscamente.

     

Para quem acompanha o blog, sabe que a Mari é nossa parceira desde o início e por isso eu tenho um carinho todo especial pelos seus livros. Montanha da Lua (resenha aqui), o primeiro volume da série de época da família Os Hallinsons, foi uma surpresa enorme e gratificante pra mim. Nele, conhecemos a história de Mical e Octávio Hallinson, um casal marcado por uma maldição forte e poderosa, que os impedia de viver seu romance. Ao longo da narrativa, porém, o amor verdadeiro e a força de vontade, aliada à coragem dos dois, fez com que a relação se tornasse possível, e foi lindo acompanhar ambos nesse caminho tortuoso mas cheio de fé e bravura.

Em A Noiva Devota, vamos acompanhar a saga do filho mais novo do casal, Samuel Hallinson, um jovem indeciso, mas cheio de gana para viver sua vida do modo como acha certo. Samuel não tinha a menor intenção de se casar no momento, muito menos com a garotinha Rosalina Acker, que conhecera desde pequena e era irmã de seu melhor amigo Romoaldo. Na verdade, seu interesse de corte era sua irmã, Isabel Acker, uma mulher linda, segura de si e cobiçada pela maioria dos homens. Seus planos foram completamente mudados, e seu destino traçado, em um baile de máscaras na casa de sua irmã, no qual o moço envolveu-se em um escândalo sem precedentes com Rosalina. 

A partir daquele momento, a mãe da garota, que não via a hora de arranjar um bom partido para sua filha Isabel, mas que passou a perceber Rosalina naquele momento, viu no episódio uma bela oportunidade de unir as duas famílias, e exigiu uma reparação por parte de Samuel, que envolvia o casamento o mais rapidamente possível. Cheio de revolta e indisposto a casar, Samuel notou que aquela aproximação poderia trazer-lhe um conhecimento e talvez chances maiores com Isabel, e por isso pensou em uma proposta que pudesse, ao mesmo tempo, livrá-lo do casamento, manter a reputação da garota e aproximá-lo de Isabel. Rosalina, completamente apaixonada por Samuel desde criança, não pensou duas vezes antes de aceitar a oportunidade que surgira tão inesperadamente, mas sentia-se culpada pelas circunstâncias. O que Samuel não esperava, no entanto, era acabar apaixonando-se aos poucos pela doçura e leveza de Rosalina, e perceber em si mesmo o desejo de tê-la realmente como sua esposa.

A Noiva Devota foi um dos livros que eu solicitei à Mari porque a curiosidade para conhecer o restante da série estava muito forte. Quem me acompanha no blog, sabe que romances não são meu gênero literário favorito, e por isso mesmo não costumo ler muitos títulos. No entanto, como sempre acontece, a Mari me surpreendeu de novo com o livro, e eu acabei percebendo que sempre vou amar romances de época. Quem me ensinou isso foi a Mari e os Hallinsons.

A história pode parecer simples à primeira vista: uma garota apaixonada perdida e irreversivelmente se vê frente a frente, por uma brincadeira marota do destino, com seu amado, porém ele não sente o mesmo por ela, e na verdade seu interesse está voltado para alguém próximo à donzela. Mas não é apenas isso. O livro que a Mari escreveu é muito mais do que um enredo comum de romance. Primeiro porque a forma como ela intercalou as cenas, como ela ligou os acontecimentos, e transformou tudo num amarrado gosto de ler e reler (porque sim, eu já li o livro três vezes!) é impressionante e apaixonante ao mesmo tempo. Impossível desgrudar das páginas antes de terminar a última linha! Segundo porque as personagens criadas não são aqueles estereótipos que cansamos de ver nos livros por aí, elas são incríveis e marcantes, difíceis de esquecer até mesmo depois de fechar o livro. E terceiro ponto, mas não menos importante, a escrita da Mari é gostosa, simples, delicada e ao mesmo tempo intensa, forte e envolvente. Não dá pra ficar imune!

Samuel é um personagem que dividiu a minha opinião em muitos momentos. No início do livro gostei dele e consegui me identificar logo de cara com todas as suas indecisões sobre si mesmo e sobre a própria vida. Logo depois, quando ele cogitou usar o amor de Rosalina para seus interesses egoístas e fúteis, fiquei com raiva do garoto, com uma vontade imensa de entrar no livro e dar uns bons tabefes na cara dele. Então ele novamente muda, passa a ser carinhoso, mostra que não é um interesseiro sem noção, e começa a deixar transparecer seus sentimentos, angústias e medos. E aí mais uma vez ganha meu coração. Ao fim da leitura, conclui que Samuel é uma personagem mais parecida com cada um de nós do que podemos imaginar: ele é forte, corajoso, inteligente, charmoso e bonito, mas ao mesmo tempo, não tem a menor noção disso tudo e sofre por ser o filho mais novo e, portanto, preterido por todos. Sente-se inferior ao seu irmão, e por isso protege-se afastando-se de tudo que possa trazer dor, e isso inclui o amor e a segurança de ter alguém do seu lado. Pensando bem, tudo que ele precisa é de uma pessoa que o aceite e o faça enxergar o quão maravilhoso é, e, cá entre nós, quem não precisa disso?

Rosalina é minha personagem preferida de todos os tempos, e isso inclui todas as leituras que eu já fiz na vida. Doce, meiga, generosa, extremamente inteligente e dona de uma leveza de alma na qual todos nós devíamos nos inspirar, a garota é uma pessoa linda e especial, que eu amaria ter ao meu lado todos os dias. Sensata em suas decisões, Rosalina, assim como Samuel, sente-se preterida por sua mãe, que só tem olhos para as oportunidades e pretendentes que a filha mais velha pode vir a ter. Porém, com seu pai é completamente o oposto, e o amor entre os dois me tocou profundamente. Pra quem não sabe, minha relação com meu próprio pai é de extrema proximidade, compreensão mútua e companheirismo, e eu me vi naquele laço entre Rosa e seu pai. Como se já bastassem todas essas qualidades incríveis, Rosalina ainda é capaz de amar de uma forma mágica e inspiradora, doando-se e se entregando completamente. E eu não estou falando apenas do sentimento que ela nutre por Samuel, mas também das relações de amizade e familiares que a menina mantém. Rosalina tem uma debilidade na perna que faz uma ser um pouco maior que a outra, e por isso tem vergonha de si mesma e sente-se insegura com relação à sua aparência. O que ela não sabe é que isso é só um detalhe quando olhamos pra seu caráter acima de qualquer suspeita, seu humor gentil e divertido, suas ideias malucas e engraçadas e seu enorme coração. Rosa é um encanto em todos os sentidos, e nada a descreve melhor do que o próprio nome: ela é realmente parecida com uma rosa, delicada, sensível, bela e discreta, mas ao mesmo tempo marcante e única.

Com relação aos outros personagens, todos eles de alguma forma interferem dentro do enredo. Mical e Octávio são os pais perfeitos, compreensivos, conhecedores de seus filhos como ninguém, sempre com os melhores conselhos. Félix Acker lembra muito meu próprio pai e isso me emocionou do início ao fim do livro. O homem não esconde sua admiração e cuidado com a filha mais nova, e é lindo ver a forma como ele demonstra essa proteção dando espaço, ao mesmo tempo, pra que ela tome suas decisões e alçe seus voos. Isabel parece uma garotinha fútil no início, preocupada apenas em deixar todos de queixo caído com sua aparência impecável, mas aos poucos se liberta da influência nociva de sua mãe e consegue ser ela mesma, cheia de cumplicidade com sua irmã, carinho e força pra dar, com uma personalidade tão linda quanto a de Rosa. Gregório é uma das personagens mais hilárias que eu já conheci: sempre bem-humorado, ninguém consegue ficar muito tempo sério perto do rapaz; é inteligente, seguro de si e extremamente sociável, além de nutrir um amor grande por todos aqueles que o rodeiam e valorizar sua família acima de qualquer outro bem. Margarida Acker é uma mulher desprezível, com todas as letras maiúsculas. Egoísta, superficial e interesseira, ela só consegue pensar nas relações sociais e na ascensão que os casamentos arranjados para suas filhas podem dar à família. Não perde uma oportunidade de mostrar o quanto Rosalina é inferior à sua irmã e é uma péssima mãe. Tudo bem que ao fim do livro ela acaba demonstrando-se menos megera, mas eu não consegui sentir nenhum tipo de empatia pela mulher.

O livro chegou até mim em PDF, e, portanto, não tenho como falar muito sobre a versão física dele. O que posso dizer é que não encontrei erros de revisão, um cuidado que a Mari sempre tem com os livros e que me deixa muito satisfeita. Junto à história, encontramos a árvore genealógica de ambas as famílias, o que nos ajuda a entender um pouco mais sobre as relações entre cada personagem e impede que nos percamos entre tantos nomes. Os capítulos são intercalados entre Rosalina e Samuel, e isso dá a nós a oportunidade de conhecer a narrativa em sua dupla versão, tanto na visão do protagonista masculino como na da protagonista feminina. Além disso, nos proporciona um conhecimento profundo do interior e do psicológico das personagens, deixando a narração ainda mais envolvente e próxima dos leitores.

Ao final da leitura, posso dizer que estou completa e irreversivelmente apaixonada pelos Hallinsons e não vejo a hora de conhecer a próxima história. A Noiva Devota vai ficar marcado pra sempre na minha memória de leitora, e me ensinou várias lições que levarei pra vida. A principal delas foi que nunca devemos deixar nada nos impedir de ser feliz, e que, se realmente acreditarmos no amor, ele acontece, da forma mais inesperada e bonita que podemos imaginar. Obrigada mais uma vez Mari, por me permitir sonhar com um futuro bonito!

E vocês, o que acharam do livro? Já conheciam a autora? Me contem tudo! Beijos! 😗😗

[RESENHA BOOK TOUR] S. - J. J. Abrams e Doug Dorst

Hey, pessoas!

A resenha de hoje vem do Book Tour organizado pelo Bruno Mattos, e nela vocês vão conhecer os segredos e mistérios de S., da autoria de J. J. Abrams e Doug Dorst, publicado no Brasil pela editora Intrínseca!

S.

TÍTULO: S.
AUTOR: J. J. Abrams e Doug Dorst
EDITORA: Intrínseca
NÚMERO DE PÁGINAS: 472 páginas
SINOPSE: Um livro. Dois leitores. Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o livro, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e o inesperado diálogo dos dois os faz mergulhar no desconhecido. É esse velho exemplar típico de biblioteca - consultado, anotado, manuseado - intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka, que o leitor encontrará dentro da caixa preta e selada de S. S. está longe de ser um livro convencional. A obra conecta ao menos quatro histórias, que se desdobram ao mesmo tempo, embora não necessariamente em ordem cronológica. É um livro-jogo, que oferece várias possibilidades de leitura e instiga o leitor a decifrar os mistérios, códigos e pistas contidos em toda a obra. Seja nas notas, nas margens ou nos outros itens da caixa, há sempre algo além do que se vê aguardando para ser descoberto.

    

S. foi um dos meus maiores desafios literários de todos os tempos, e eu precisava começar essa resenha dizendo isso. O livro é uma verdadeira obra de arte, que exige atenção constante, uma leitura detalhada e cheia de precisão e paciência para encaixar todos os pontos, fatos e acontecimentos. Confesso que no início o título me assustou, principalmente quando percebi que ia precisar de muito mais do que uma leitura para compreender totalmente o que estava querendo ser contado. Li e reli três vezes o livro inteiro, e posso dizer que a tarefa foi árdua, mas extremamente gratificante.

É importante dizer que S. não é um livro comum, com apenas um enredo, que precisa ser lido e compreendido como outro qualquer. É muito mais do que isso. Aqui, pela primeira vez, posso dizer que o protagonista da história sendo contada não é o principal personagem do livro. Isso porque existem diversas narrativas acontecendo ao mesmo tempo. Como? Com a minha experiência de leitura tripla, vou tentar explicar um pouco para vocês sobre isso.

Na primeira vez em que iniciei a leitura, como sempre, percebi que existia ali uma história a ser lida. Essa história se chamava O Navio de Teseu, e tinha como personagem principal S., um homem sem memória, sequestrado por um navio cheio de criaturas sinistras, sem destino certo e que desconhecia seu próprio passado. Nessa história, acompanhamos a trajetória deste homem misterioso em busca de respostas, numa viagem tensa e cheia de reviravoltas. É extremamente interessante tentar encontrar as pistas para montar o quebra-cabeças que é S., como pessoa e como figura literária. Nada nos é dado de bandeja, e precisamos deduzir e raciocinar com base nas raras informações que temos ao longo da narrativa. Ao final, somos brindados com um enredo complexo e cheio de pontos altos, permeado por muito suspense e surpresas, o que é tudo que um leitor deseja de um livro.

Na segunda vez em que li o livro, me dediquei às anotações que possuímos nas bordas de cada página, de dois leitores que conhecemos ao longo do título. Um estudante dedicado e com uma visão particular de tudo e uma leitora aficionada e cheia de opiniões. Estes dois leitores estão debruçados sobre a história do personagem S., mas temos deles muito mais do que as perspectivas dos dois sobre a história em si: ao longo do diálogo que ambos travam nas páginas do livro, vamos descobrindo suas aflições, seus objetivos, seus gostos, temperamentos e escolhas. Por fim, conhecemos muito mais dos leitores do que do próprio protagonista S. O mais interessante aqui é a forma como essas informações sobre as duas pessoas são dadas aos poucos, em parcelas, e ao mesmo tempo se complementam e definem o caráter, os ideais e até mesmo os valores dos dois. Cheguei à conclusão, enfim, de que eles também são personagens dentro desta narrativa intrincada e cheia de complexidades do livro.

Numa terceira e última leitura atentei para o autor de O Navio de Teseu, e a história por trás dele, além das notas de leitura sobre sua escrita e sobre si mesmo, escritas por um admirador e leitor que se diz conhecer V. M. Straka melhor do que ninguém. Esse admirador, que chamamos de F. X. Caldeira, é também o responsável por apresentar a figura de Straka a nós em um prefácio totalmente parcial, chegando a ser até mesmo fictício. É importante informar a vocês que a pessoa de Straka é envolta em escândalos, polêmicas e mistério, e nada sobre ele é definitivo. Caldeira é um dos seus maiores fãs, mas não podemos ter total certeza de que as informações cedidas a nós por ele são verdadeiras ou podem ser levadas a sério. Na minha opinião, V. M. Straka é um dos maiores mistérios do livro, e eu ainda não tirei todas as conclusões sobre ele, mesmo depois de ter terminado a leitura. Me afeiçoei ao autor, e passei a pensar sobre ele e sobre tudo que ele nos mostra, não só com sua história, mas também com os acontecimentos de que tomamos conhecimento de sua vida. O personagem é extremamente marcante, e com certeza será inesquecível.

Com relação à diagramação do livro, temos uma verdadeira obra de arte, como eu já comentei. A Intrínseca realmente entendeu o projeto do livro, e tentou passa-lo da melhor forma a nós, leitores. O resultado ficou divino. A capa dura do livro, junto ao box em que ele vem, já é um convite à leitura, sem falar em todas as texturas que temos ao longo das páginas, do cuidado em colorir as anotações dos leitores, dar um aspecto envelhecido às páginas, que contam, inclusive, com carimbos simulando os de bibliotecas, e todos os artefatos colocados dentro do livro (guardanapos escritos, mapas, bússolas, cartões-postais, cartas, fotos e reportagens de jornais, entre outros elementos), auxílios lindos para entender não só a história por trás do enredo de O Navio de Teseu, mas a própria história.

Eu só posso dizer que não tenho palavras para descrever toda a experiência envolvente e completamente diversa de todo o resto das leituras que foi S. J. J. Abrams e Doug Dorts são verdadeiros artistas, e o livro é um presente incrível e inesquecível para todos os apaixonados pela leitura. Impossível esquecer tudo que o título traz consigo, todas as surpresas e suspiros que ele nos suscita. Eu não só recomendo o livro, mas afirmo que é uma leitura obrigatória para todos os admiradores das palavras escritas.

E vocês, já conheciam o livro? O que acharam dele? Me contem tudo! Beijos! 😗😗

[RESENHA] A Cor da Coragem - Julian Kulski

Hey, pessoas!

O post de hoje traz para vocês as impressões de um livro cedido para resenha em parceria com a editora Valentina, um livro que me emocionou e escandalizou em muitos momentos. Conheçam A Cor da Coragem, de Julian Kulski.

A Cor Da Coragem
TÍTULO: A Cor da Coragem
AUTOR: Julian Kulski
EDITORA: Valentina
NÚMERO DE PÁGINAS: 416 páginas
SINOPSE: "Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?" Julian Kulski Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás... "Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial". - Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz

    

Como foi uma das maiores atrocidades já cometidas pela humanidade, acredito que muitos de vocês leitores já tenham tido contato, em algum momento da vida, com leituras sobre a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente sobre o nazismo e sua crueldade. A Cor da Coragem é o diário de um sobrevivente da guerra, um garoto polonês que lutou no exército de resistência polonês contra todas as barbáries alemãs em seu país. Muitos de vocês, depois dessa informação, logo lembrarão de Anne Frank, cujo relato acabou mundialmente conhecido. Porém, o livro de Julian Kulski tem um diferencial definitivo: o autor não é perseguido por sua crença ou raça, mas sim por seus ideais, pela luta que empreendeu em prol da liberdade e independência perdidas por seu povo.

O relato aqui é extremamente realista e não poupa detalhes. Dividido por ano, ele conta com perspicácia todos os eventos marcantes da vida do autor, desde o início da guerra, passando pela invasão da Polônia, pela entrada do garoto na luta pela resistência polonesa, até chegar efetivamente ao fim de tudo. Ao longo da narrativa, somos surpreendidos por cenas perversas, que nos chocam e emocionam, bem como por episódios de coragem e bravura que nos inspiram e fazem crer no ser humano um pouco mais. Todas as informações são extremamente datadas e cheias de referências, o que acaba por exigir uma leitura atenta e cuidadosa. 

O tema do livro em si é delicado e permeado por muita sensibilidade. E o autor compreende isso, transportando essas sensações para sua narração. Ao mesmo tempo, não poupa o leitor de nenhum ponto indispensável para a compreensão de seus pensamentos, ideais e ações. Somos literalmente levados a encarar a situação junto do adolescente que precisa enfrentar a guerra, as fugas, as prisões, as perdas e tudo que vem com o evento. É por conta dessa capacidade do autor de narrar de maneira tão palpável e real todos os acontecimentos deste período que o livro nos traz tantas emoções e sentimentos à tona. A realidade enfrentada por aquele povo nos comove, e é impossível ficar imune à crueldade e às injustiças que permeiam as páginas, assim como também não passa despercebido o lado guerreiro e espirituoso daquele povo, que acredita sempre em si e em seus valores.

Como o livro é narrado em primeira pessoa, temos a visão do autor sobre todo e qualquer acontecimento. Na maioria das vezes, essa visão é totalmente parcial, e conduz o julgamento do leitor, o que acaba por ser bastante comum em livros autobiográficos. Em alguns dos episódios, no entanto, essa parcialidade não acontece, e o leitor fica livre para tirar suas próprias conclusões, inclusive sobre o desfecho de pessoas e situações narradas. Acredito que esse equilíbrio tenha fortalecido a obra, por nos dar a oportunidade de conhecer não só a personalidade e o pensamento do autor perante os mais diversos episódios, como também chegarmos nós mesmos a determinados juízos de valor sobre fatos narrados.

Todo o relato é permeado por fotos reais que tem relação direta com o que está sendo contado no momento em que a imagem aparece, e muitas delas são bastante chocantes, causando arrepios e compaixão. Ao mesmo tempo, as pessoas, lugares e datas também não nos são ocultados, dando um aspecto ainda mais real ao enredo e aos relatos. As referências históricas são latentes e constantes, e muitas vezes eu precisei recorrer aos conhecimentos prévios para ter a total compreensão do que de fato estava acontecendo e em que momento. A linguagem do autor é simples, mas carregada de emoção, e isso passa para o leitor já na primeira linha. As notas do autor, bem como as informações que ele nos dá antes mesmo de iniciarmos a leitura são de fundamental importância para um entendimento inteiro do livro.

A diagramação do livro é bastante bonita e delicada ao mesmo tempo, e a editora apostou mesmo na simplicidade, dando poucos detalhes adicionais às páginas, deixando a escrita prevalecer e ganhar destaque. Acredito que essa seja sempre a melhor escolha, afinal, o que realmente interessa num livro é a história que nos está sendo contada. Não encontrei erros de revisão, e creio que eles teriam passado despercebidos por mim num livro como esse, que me prendeu do início ao fim.

A leitura de A Cor da Coragem me proporcionou momentos bastante inesquecíveis: ao mesmo tempo em que me fez chorar diversas vezes e deixou meu coração apertado e tenso, conseguiu restituir minha fé nos valores e na força de um povo unido por uma causa, cheio de garra e vontade de lutar pelo que acredita. Forte, intenso e cruelmente real, é um dos raros livros que nos marcam e que sempre acabam deixando algo deles conosco, mesmo depois que a última página já foi lida. Não conhecemos apenas o lado sádico e cheio de maldade do ser humano, mas também sua força, sua coragem, sua capacidade de se reerguer e de se compadecer daqueles que precisam de nós.

E vocês, o que pensam sobre o livro? Sentiram curiosidade? Me contem nos comentários! Até a próxima postagem! Beijos! 😗😗

[DIVULGAÇÃO] Lançamentos da Editora Valentina

Hey, pessoas!

O post de hoje vem apresentar pra vocês os dois próximos lançamentos da nossa parceira, editora Valentina. Vocês com certeza vão curtir, então acompanhem aqui comigo!



Título: A Garota do Cemitério – Os Impostores
Autor: Charlaine Harris, Christopher Golden
Ilustração: Don Kramer
Site
Sinopse: Ela adotou o nome Calexa Rose Dunhill, inspirada numa lápide do sombrio ambiente em que acordou, ferida e apavorada, sem qualquer lembrança de sua identidade, de quem a jogou lá para morrer ou mesmo do porquê. Fez do cemitério o seu lar, vivendo escondida numa cripta. Mas Calexa não pode se esconder dos mortos – e, quando descobre que possui a estranha capacidade de ver as almas se desprenderem de seus corpos... Então, certa noite, Calexa presencia um grupo de jovens praticando uma sinistra magia. Horrorizada, testemunha o ato insano que eles cometem. Quando o espírito da vítima abandona o corpo, ele entra em Calexa, atormentando sua mente com visões e lembranças que parecem não ser dela. Agora, Calexa deve tomar uma decisão: continuar escondida para se proteger – afinal, alguém acredita que ela está morta – ou sair das sombras para trazer justiça ao angustiado espírito que foi até ela em busca de ajuda?

Sobre os autores:

Charlaine Harris, autora número 1 da lista de best-sellers do New York Times, publica romances nos gêneros mistério e fantasia há mais de trinta anos. A famosa série da HBO, True Blood, é baseada nos livros de Sookie Stackhouse. O sucesso de ambos fez dela uma das palestrantes mais requisitadas em convenções como a Comic-Con International, à qual foi convidada em 2010. Charlaine vive no sul dos EUA, onde sempre morou. Visite CharlaineHarris.com.

Christopher Golden é autor dos romances de Peter Octavian, best-sellers do New York Times, e da série juvenil de suspense Body of Evidence. Em colaboração com Mike Mignola, ele também escreveu dois romances ilustrados, incluindo Baltimore, or, The Steadfast Tin Soldier and the Vampire, que deu origem à série em quadrinhos Baltimore, finalista do Eisner Award. Golden nasceu e foi criado em Massachusetts, onde ainda vive com a família. Visite ChristopherGolden.com.

Don Kramer foi o responsável pela arte e as capas de inúmeros projetos na Marvel e na DC Comics, incluindo os quadrinhos mensais JSA e Detective Comics, protagonizados pelo Batman. Kramer também ilustrou a graphic novel Wonder Woman: Odyssey, que foi best-seller do New York Times. Ele mora em Illinois com seus dois filhos, Logan e Sienna. Visite DonKramerArt.com.


Título: Ó, o Globo!
Autor: Ana Beatriz Manier
Site
Sinopse: Sou um ícone da carioquice, um amigo de infância, dizem até que já sou membro da família. Memória gustativa de 99,9% dos que no Rio de Janeiro vivem, viveram ou viverão. Sou repleto de curiosidades. Estreei por aqui no Aterro do Flamengo, fiz fama em Botafogo. Sou sessentão, mas nem pareço. Sou redondo e farelento, com muito orgulho. Sempre fresquinho, só ando de verde ou vermelho. Tem quem goste de mim bem bronzeado. A maioria me prefere salgado. O mate é meu melhor amigo, somos quase inseparáveis. Adoro praia, estou sempre no Maracanã, não importa qual time esteja em campo. É verdade o que dizem por aí, não circulo por rua pouco movimentada. Embora meus pais tenham raízes espanholas e portuguesas, sem mandioca eu nada seria. Detesto publicidade, “Pra quê?”, pergunto, “Se já sou tão querido!” Metido a iguaria, frequento festas descoladas, mas não perco as infantis, não mesmo. Tenho um parente que vive tentando me imitar, nem ligo. Sou saudável e nutritivo, pode me traçar sem culpa. Uns gostam, outros me adoram. Há até os que me idolatram, é sério (afinal, sou global). Bem, há um ianque que me detesta, lá em Nova York, tá out ele. Minha receita de sucesso? Sou feito com muito amor e carinho.

O livro é tão incrível que a editora fez duas capas lindas, combinando com os sabores dos famosos biscoitos!


Sobre o autor:

Ana Beatriz Manier nasceu em Niterói, residiu sete anos em Pelotas (RS), quando então mudou-se para a serra fluminense. Formada em Administração e Letras, especializou-se em língua inglesa, literaturas de língua portuguesa e tradução, trabalhando desde 2001 como tradutora literária.

Em 2011, decidiu também se tornar escritora. Publicou o livro infantil Astrobeijo (Ed. Cubzac), além de contos e crônicas no blog Autores S/A e na Revista Samizdat, e participou das antologias Poesia.com (Ed. Multifoco) e Contos mínimos (Ed. Penalux). Em 2014, começou o trabalho de biografias de marcas e produtos. Atualmente, divide a vida profissional entre as cidades de Nova Friburgo e Rio de Janeiro. 

Elogios e Citações:

“Já perdi a conta do número de vezes em que o Biscoito Globo me salvou a vida no passado. Na rua, às pressas, entre um compromisso e outro de trabalho e sem tempo para almoçar, era só esticar o braço e aparecia um providencial vendedor – para me dar prazer e mitigar a fome. O incrível do Biscoito Globo é que ele não é gostoso só quando você está com fome. Acho que ele iria bem até no meio de uma feijoada. A outra coisa importante para mim é que, quando volto de alguma viagem – e os que me conhecem sabem que não gosto de sair do Rio –, a melhor maneira de constatar que estou de novo em casa é quando vejo à venda um saco do Biscoito Globo.” - Ruy Castro

E aí, curtiram? Eu achei os dois incrivelmente interessantes e espero poder conferi-los em breve! Me contem suas impressões nos comentários. Beijos! 😘😘

[PARCERIA] Autora Kate Willians

Hey, pessoas!

O blog tá cheio de notícias maravilhosas, e a parceria com a Kate Willians é uma delas! Hoje eu vim apresentar a vocês essa autora maravilhosa!



Kate Willians é escritora e estudante de letras. Escreveu seu primeiro livro aos 15 anos e o segundo Debaixo das minhas asas, publicou aos 17. Já foi a blogueira responsável pelo Drunk Culture e hoje se dedica apenas a escrita. Tem 21 anos e o seu maior sonho, é encantar as pessoas com suas palavras. A literatura a salvou, e espera um dia conseguir usar a mesma fonte para salvar outras pessoas. É extremamente apaixonada pelo que faz e adora passar o tempo livre com a família e com um pug bagunceiro e totalmente sem noção chamado Bob.



Abby Disilva foi o anjo escolhido pelo Criador para proteger e guardar Alex Le Justice por toda a vida. Teimosa, rebelde e impulsiva, Abby já quebrou muitas regras e perdeu muitas vidas inocentes que poderiam ter sido poupadas, se sua conduta não os tivesse levado para caminhos obscuros. Alex é sua última chance de provar que merece o título de guardiã e finalmente garantir seu lugar aos céus. Mas o que fazer quando após assisti-lo crescer e se transformar num homem honesto e corajoso, Abby se vê perdidamente apaixonada por seu protegido? O que fazer quando a luta pelo amor verdadeiro transforma amigos em inimigos e últimas chances em oportunidades extintas? Uma aventura intensa e conflitante, romântica e sensível que levará o leitor ao paraíso, só para então puxá-lo para as labaredas flamejantes do inferno. Afinal, em meio ao caos, você optaria por salvar quem ama ou por salvar a própria pele?


Não existem heróis, tampouco vilões. Por trás de atos raivosos e atrocidades tenebrosas, há sempre uma verdade triste. Ninguém consegue mascarar a maldade que há dentro de si, por muito tempo. Hunter, O caçador de monstros, conta a história de Nicholas Blanco – um adolescente comum, com objetivos comuns e aparência mais comum ainda – que se depara com uma verdade surpreendente sobre seu passado e a confirmação que pode ser e fazer muito mais do que o que sempre imaginou para o seu futuro. Conta também a história de Ramon Blake, um jovem caçador no passado, que teve o amor de sua vida brutalmente arrancado de si e se deixou dominar pela dor e pelo ódio. Essa é uma história sobre caçadores que descobrem ser tão ou mais horríveis que as próprias criaturas que caçam.


Uma princesa mal humorada. Um príncipe nada encantado e uma fada para lá de atrapalhada. Isso vai terminar em casamento ou em uma grande confusão? O sonho da fada Emily sempre foi ser responsável por um “Felizes para Sempre” e ela está disposta a tudo para realizar seu sonho. A princesa Cate nunca quis o seu “Felizes para Sempre”, mas não está nada conformada com seu destino. Harry não está nem aí para o “Felizes para Sempre”, só quer se livrar da chata da Cate. Quando todos precisam trabalhar juntos para restaurar a ordem no mundo das fadas, o que era importante torna-se insignificante e grandes verdades são reveladas. Tudo com muito humor e diversão.


Em uma sociedade governada por militantes, com um sistema incorruptível, as crianças são isoladas no regimento militar aos sete anos de idade e treinadas para serem soldados. Lá, eles aprendem da forma mais cruel a atirar e a matar, perdendo muito cedo a sua inocência. Depois da Grande Guerra, o mundo passou a ser dividido entre governantes e governados e cada um tem as suas dores, suas mágoas e limitações. E o que nos resta saber é: de qual lado você está? Porque no final das contas, não estamos vestidos para lutar. Assim como nunca estaremos vestidos para morrer.


Agradeço imensamente à Kate pela confiança e oportunidade, e espero que essa seja uma parceria de frutos verdadeiros e que estreite os laços de amizade entre o LV e essa autora linda! E quanto a vocês, aguardem, porque as resenhas vão surgir em breve! Beijos! 😙😙