[POSTAGEM ESPECIAL] Sexta-feita 13 do terror

Olá, viajantes!

Chegou um dos dias mais trevosos do ano! Como uma toda apaixonada por terror, uma sexta-feira 13 é motivo pra várias maratonas macabras e de dar arrepios na espinha. Na lista aterrorizante feita especialmente pra esta data vocês vão encontrar os meus filmes de terror baseados em livros favoritos. Preparem a pipoca, o psicológico e o cobertor!

1. Drácula de Bram Stoker

Quer começar sua maratona por algo mais tranquilo? Então Drácula de Bram Stoker é a indicação pra você! Fiel ao clássico escrito por Bram Stoker, esse filme de 1992 ganhou várias estatuetas, incluindo de fotografia, maquiagem e efeitos especiais. Na trama, Jonathan Harker (o maravilhoso Keanu Reeves) é um jovem advogado londrino que viaja para o interior da Europa a trabalho. O que ele não esperava, porém, era se ver nas garras do conde Vlad Dracula. Na realidade, Vlad está mais interessado na noiva do rapaz, que lembra sua antiga amada, arrancada dele de forma trágica no século XV. Atrás de seu antigo-novo amor, o conde parte para Londres, onde instaura um reinado de terror e medo, ao mesmo tempo que busca seduzir a garota. O que eu posso dizer além disso? Clássico é clássico, gente, não tem como se arrepender de encarar essa criaturinha encantadora aqui na imagem abaixo.

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2. O Exorcista

O livro de William Peter Blatty conta com diversas adaptações para as telinhas, inclusive em uma recente série da Fox protagonizada por ninguém menos que Alfonso Herrera (para mim, sempre Míguel, porque eu sou Rebelde). O filme acabou sendo um sucesso estrondoso de público e crítica, lembrado até hoje por revolucionar o gênero horror. Baseado em um artigo de 1949 sobre um exorcismo realizado em um garoto de 13 anos, em Mount Rainier, Maryland, O Exorcista acompanha a saga de dois padres na busca incessante de salvar Regan MacNeil do demônio que possui seu corpo. Como se não bastasse o enredo perturbador, a produção do filme ainda é cercado por vários eventos misteriosos, como a morte de oito pessoas durante a filmagem em circunstâncias que ainda não foram muito bem explicadas. E aí, vai encarar? Lembrando que fui super legal com vocês e trouxe uma imagem mais leve do filme, só pra ilustrar a postagem!

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3. Psicose

Um dos filmes mais relevantes na carreira de Alfred Hitchcock, Psicose é um clássico do gênero horror e é simplesmente impossível fazer essa lista sem mencionar o longa. Na trama, baseada no livro de Robert Bloch, vamos conhecer a história do assassino Norman Bates (não, vocês não estão errados e realmente já ouviram esse nome: Bates Motel é uma série que também retrata a vida desse personagem), cuja figura fictícia foi inspirada por um caso real: Ed Gein, condenado em 1957 pelo assassinato de duas mulheres e por ter desenterrado cadáveres de inúmeras mulheres que se pareciam com sua mãe. Como todos vocês já podem prever, o cara foi considerado completamente insano e passou o resto de sua vida em uma instituição para tratamento mental. O fato é que o filme tem sobre si uma aura canônica que não é à toa, visto que, na minha humilde opinião, é uma das melhores obras do gênero. Aqui embaixo vocês encontram o rostinho simpático de Norman Bates.

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4. Hellraiser - Renascido do Inferno

Baseado na novela de Clive Barker (The Helbound Heart), este é um dos raros casos em autor e diretor são a mesma pessoa e só isso já seria motivo suficiente pra estar aqui listado. Para além disso, foi este o filme que lançou um dos vilões mais cruéis e implacáveis de todos os tempos: o sacerdote Pinhead. Embora a obra tenha angariado críticas por seu roteiro e seja construída em cima de uma estética um tanto quanto carregada, o longa também alcançou uma legião de fãs ao redor do mundo e deu origem a numerosas continuações. Já adianto que você vai precisar de um estômago forte para assistir a esse filme!


5. O Iluminado

Tudo bem, vocês devem estar surpresos por esse filme aparecer na lista, afinal não é nenhuma novidade que eu tenha um ranço muito grande pelo Stanley Kubrick ter simplesmente desconsiderado a obra original do mestra Stephen King que deu origem a esse longa (ainda vamos acertar as contas, Kubrick, ok?). Mas eu não posso negar, também, que o filme é uma pedida incrível para todos aqueles que querem curtir uma obra cheia de terror psicológico (ou não) e não tem, assim como eu, tanto apego ao livro. O enredo acompanha Jack Torrance, designado como zelador de um grande hotel, fechado por conta do inverno infernal lá fora. Jack e sua família se mudam para esse lugar durante a temporada gelada, mas o que eles não esperavam é que a vida de todos fosse mudar para sempre a partir dessa decisão (e de uma forma não muito agradável, por assim dizer), inclusive a do pequeno Danny, uma criança nada comum. Então sim, eu ainda estou zangada com o diretor do longa e ainda acho que foi uma sacanagem sem tamanho esquecer a obra original, mas não, não posso deixar de indicar o filme para vocês porque tenho certeza que é sucesso garantido! E prometo não colocar aqui aquela famigerada e já batida imagem que vocês já devem ter visto muito por aí.

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Não sei se vocês notaram, mas eu sou das antigas. Os filmes que eu mais curto geralmente já tem alguns aninhos nas costas, mas eles realmente valem a pena pelas histórias e pelos sustos que proporcionam. E aí, curtiram as indicações? Me contem nos comentários quais desses filmes vocês já assistiram e suas impressões sobre eles. Também estou aceitando indicações de longas pra próxima sexta 13, viu?

[DIVULGAÇÃO] Joelma: antes da escuridão - J. Modesto

Olá, viajantes!

Hoje é dia de divulgação e eu venho apresentar pra vocês mais um livro do nosso autor parceiro J. Modesto. Desta vez, história e ficção se misturam para criar um enredo eletrizante que vai prender o leitor do início ao fim!

Tragédia do edifício Joelma é revisitada em ficção

JOELMA
TÍTULO: Joelma - Antes da escuridão
AUTOR: J. Modesto
EDITORA: Livrus
ANO DE LANÇAMENTO: 2014
NÚMERO DE PÁGINAS: 272 páginas
ISBN: 978-85-8360-017-6
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SINOPSE:
 Em 1974, uma das mais modernas e imponentes construções da cidade de São Paulo ardeu em chamas, num dos mais traumáticos incêndios de que se tem notícia. As chamas teriam supostamente começado, de forma misteriosa, em um aparelho de ar condicionado. Espalharam-se rapidamente, vitimando centenas de pessoas, e provocando mais de 190 mortes. A fama de edifício amaldiçoado perdurou desde então, mas o que poucos sabem é que sua aura, que impregnou suas paredes de concreto, teve início muito tempo antes. Conheça, agora, os fatos que deram origem ao chamado Enigma do Edifício Joelma. A maior Lenda Urbana da capital paulista.
Em 1974, o Brasil sofreu uma de suas maiores tragédias com o incêndio do edifício Joelma, supostamente iniciado em um ar condicionado. Mas o terreno do prédio já é amaldiçoado há tempos. É partindo deste pressuposto que J. Modesto mistura ficção e realidade em Joelma: Antes da Escuridão, thriller de tirar o fôlego publicado pela editora Livrus.

Neste livro o autor explora a origem da lenda que envolve de um edifício que foi construído sobre um terreno que foi cenário um triplo homicídio, que ficou conhecido na época como “Crime do Poço”. Cerca de trinta anos antes do incêndio no edifício Joelma, seres malignos provenientes do inferno querem dominar a Terra. Para isso, precisam que Paulo construa um poço, ao passo em que devem combater dois padres, uma freira, um delegado e Gilberto, poderoso médium, que farão de tudo para livrar a Terra deste mal.

"Padre Antônio não tinha tempo a perder. Precisava fazer com que o Bispo o recebesse, mas a autoridade eclesiástica parecia evitá-lo. Passando pela sacristia, não deu atenção a nada nem ninguém que encontrou pelo caminho. Seu objetivo principal era apanhar alguns documentos e gravações que fizera da pequena Marina e levar até seu superior na tentativa de convencê-lo de que a menina realmente estava possuída por um demônio, precisando desesperadamente de um exorcismo."

As histórias de todos são cruzadas, desde o delegado Afonso, que deve encarar um criminoso que parece não ter medo da Lei e, ao mesmo tempo, proteger sua família, até Paulo, professor meio perturbado e que não suporta suas irmãs e mãe. J. Modesto consegue unir todas estas teias de história em uma só, criando uma onda de grande suspense e terror. O livro conta com uma belíssima capa que ilustra a ficção criada por Modesto. Dentro da obra há ainda uma ilustração do demônio que se manifesta na história e fotos reais na contracapa que se ligam à trama.

Em Joelma – Antes da Escuridão, J. Modesto leva o leitor ao ápice da imaginação. O autor vai na contramão dos livros tradicionais, que relatam acontecimentos, e explora os elementos da ficção e do terror, utilizando locais e dados reais, sem pretensão de apresentar fatos que inocentem ou culpem os envolvidos nos episódios verídicos que aconteceram no final da década de 1940.

E aí, curiosos? Eu estou, com certeza! Em breve trago pra vocês a resenha com as minhas impressões desse e de outros livros do autor, é só aguardar. Até a próxima postagem, viajantes!

[RESENHA] Trevas - J. Modesto

Olá, pessoas! Hoje é dia de resenha e eu venho apresentar pra vocês mais um livro recebido em parceria com o autor J. Modesto. Trevas é um livro de J. Modesto, cheio de ação, aventuras e criaturas sobrenaturais. Neste post vocês vão conhecer as minhas impressões sobre a leitura e um pouco mais da história do livro. 

Trevas

TÍTULO: Trevas
AUTOR: J. Modesto
EDITORA: Giz Editorial
NÚMERO DE PÁGINAS: 288 páginas
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SINOPSE: O Sol ardente contribuía para irradiar a luz própria das igrejas da Cidade do Vaticano. Cenário ideal para uma misteriosa conversa entre o Cardeal Giglio e Sua Santidade, o Papa. Diante de um secreto dossiê, o Papa dá carta branca ao cardeal, para combater o Mal com o Mal. Perante tal contexto, não se iluda o leitor que está diante de uma mera ficção religiosa. O autor, J. Modesto reuniu neste livro suas diversas cenas de terror e suspense, e que, de forma inteligente contextualizou-as no submundo do tráfico de entorpecentes de São Paulo e Rio de Janeiro. Lugar no qual o bem e o mal, o certo e o errado, confrontam-se diariamente, mas do que se possa imaginar. Com esta mistura engenhosa de realidade e ficção, o leitor se depara freqüentemente com a dúvida do que é ou não real.

    

Paulo é um homem destemido e persistente, movido por um desejo de vingança muito grande, desde que perdeu sua família em um ataque, promovido pela máfia que controla todas as esferas de poder em São Paulo. Munido de um disfarce e muita coragem, o homem tenta a todo custo prejudicar os negócios dos bandidos e eliminar quantos criminosos for possível. Samuel Macuco é o grande chefe do crime organizado e nenhuma decisão será acatada se não passar por ele, o que faz de Macuco, portanto, o alvo principal de nosso vingador mascarado. Acontece que seus ataques à rede já foram detectados por Samuel, que agora não medirá esforços para destruir o principal motivo da crise em seus “negócios”.

Giuseppe Giglio é um cardeal que serve diretamente ao Papa no Vaticano. Pela importância de sua função e pela lealdade demonstrada, ele foi o encarregado de uma missão fundamental para a manutenção da paz e da ordem dentro da Igreja e entre o povo: encontrar e extinguir um demônio há muito tempo aprisionado dentro de uma Pedra Elemental, que agora perambula pelo nosso país em busca de domínio, poder e destruição. Para esta tarefa, a Igreja uniu-se a um aliado pouco ortodoxo e nada previsível: o vampiro Jean, maior inimigo e oponente do monstro. Juntos, Giglio e Jean travam uma árdua procura pelo demônio, para então mandá-lo de volta para o lugar do qual ele nunca deveria ter saído.

Trevas foi uma das leituras mais gostosas que eu fiz nos últimos tempos. Encontrei vários pontos dentro da narrativa que me chamaram atenção e um deles foi a escrita do autor. Leve e fluida, a forma de narrar de J. Modesto tem o poder de colocar o leitor dentro da trama, como uma personagem efetiva do elenco. O mais interessante é que as informações não são dadas ao público como um todo: ao longo da narração, o leitor age como um caçador em busca de pistas, que juntas formam o quebra-cabeça a ser montado para a construção do enredo. Dessa maneira, nós, que estamos acompanhando a história, descobrimos tudo ao mesmo tempo que as personagens, o que possibilita vários sentimentos distintos durante a leitura: surpresa, tristeza, raiva, compaixão, angústia, medo, todas essas sensações passam das páginas para a vida real, e fica difícil largar o livro antes de saber o que realmente acontece no desfecho da narrativa. A linguagem acessível utilizada pelo autor foi um dos aspectos que tornou a leitura ainda mais agradável, dando ao leitor os meios para se inteirar da história das personagens e compreender suas ações, por mais estranhas ou controversas que elas sejam.

É importante ressaltar que, ao longo da narração de Trevas, J. Modesto nos apresenta a várias personagens, cujas histórias se desenrolam ao mesmo tempo. O livro é narrado inteiramente em terceira pessoa, sendo o narrador o responsável por conduzir o leitor dentro desses enredos paralelos que compõem o livro. Esse foi um aspecto que me confundiu no início, mas conforme a leitura avança, tudo se encaixa em seu devido lugar e o público consegue definir a trajetória particular de cada protagonista. Eu particularmente achei uma jogada muito inteligente do autor construir essa verdadeira teia de narrativas distintas, principalmente porque ele conseguiu algo muito difícil de se fazer: todas as histórias, em algum momento, se entrelaçam e fazem sentido juntas, dando ao livro uma complexidade e riqueza ainda maiores.

Na minha opinião, apesar de não estar explicitamente dividido dessa maneira, o livro tem duas partes bastante distintas: na primeira, o autor se dedica a apresentar ao leitor as personagens, suas motivações e objetivos e o cenário que envolve a narrativa. Obviamente, esta parcela introdutória do livro é bastante descritiva e não contempla muita ação. Já na segunda metade da narração, com o leitor já inteirado sobre todos os aspectos importantes do enredo, a leitura flui ainda mais rápido e os acontecimentos se sobrepõem uns aos outros, deixando pouco tempo para que o público respire entre uma ação e outra. Acredito que essa suposta divisão foi uma escolha acertada do autor. Ela permite ao leitor entender as atitudes das personagens e conhecê-las mais profundamente, bem como ao mundo ao qual elas pertencem.

Outro fator que não poder passar despercebido nessa resenha é o fato de Trevas ser um livro com diversos protagonistas. O elenco de personagens é relativamente grande, e eu confesso que não consegui classificar nenhum deles como secundário. Todos, na minha opinião, têm um papel bastante definido dentro das tramas do livro e um porquê de estar ali. Isso foi o que mais me conquistou neles. J. Modesto construiu todos de maneira bastante transparente e ao mesmo tempo muito complexa: Paulo é um jovem que não consegue superar a perda da família e todo esse rancor pelos responsáveis é o que o torna implacável. Mas, junto dessa suposta inteligência invencível, existe uma obsessão que move suas ações e determina seu destino, o que o deixa, de alguma maneira, preso a essas pessoas que tanto despreza. Samuel Macuco é um líder nato, mas também exigente, que não perdoa falhas e não tolera ser desobedecido. Seus capangas pagam com a vida qualquer erro que cometem e Macuco não tem medo de usar seu poder para conseguir o que quer e levantar ainda mais seu império. Macuco é uma personagem bastante dúbia para mim, uma vez que, apesar de odiá-lo por muitos motivos, por muitas atitudes cruéis e sádicas que ele toma, ao longo do livro conhecemos sua história, e fica difícil não sentir um resquício de compaixão por ele. 

Giglio nos é apresentado como um homem de fé inabalável, capaz de qualquer coisa para proteger a Igreja que ele tanto defende. Inteligente e culto, a personagem se vê constantemente em um conflito interno por conta da aliança que precisou fazer para cumprir a missão que lhe foi dada, aliança essa que vai contra todos os princípios que aprendeu ao longo da vida como cardeal. Jean, ao contrário, é uma personagem extremamente carismática e, diferente da maioria dos vampiros, não muito misteriosa: tudo que ele deseja é exterminar o demônio que já tirou tanta coisa de sua vida, e ele não vai medir esforços e muito menos deixar os escrúpulos atrapalharem nesta vingança. Suas falas carregadas de ironia e sarcasmo rendem bons momentos ao longo do livro. Maria é uma voluntária na Igreja onde Paulo se refugiou por algum tempo após um embate com os criminosos que persegue, e acaba se tornando uma das personagens mais cativantes de todo o elenco. Valente e decidida, a mocinha está longe de ser uma das donzelas em perigo que costumamos encontrar: ela sabe muito bem se defender e cuidar de si mesma, apesar de seus momentos de medo e receio. Bondosa e perspicaz, se transforma em uma figura indispensável ao desfecho da narrativa.

Um dos aspectos que eu mais curti ao longo do livro foi a mistura que o autor fez entre ficção e realidade em sua narrativa. Ao mesmo tempo em que temos criaturas sobrenaturais que só existem dentro de livros fictícios, temos também datas, espaços e acontecimentos que realmente fazem parte do nosso mundo e que são facilmente reconhecidos por nós ao longo da leitura. Essa fusão entre dois elementos tão contrastantes e, paradoxalmente, tão complementares entre si é a grande responsável pela veracidade intrínseca à história. Em união às personagens extremamente críveis, com defeitos e qualidades com as quais o leitor pode facilmente se identificar, a junção entre o real e o ilusório dá o tom verossímil do livro, enriquecendo ainda mais uma trama já bastante trabalhada e pensada em seus mínimos detalhes.

Com relação à diagramação do livro, eu gostei muito do trabalho feito. A capa nos remete bastante a um livro de fantasia, que é o principal gênero utilizado pelo autor para a construção desta narrativa. As páginas são amareladas e a letra tem um tamanho agradável, o que colabora no processo de leitura rápida e fluida. Se tiver que apontar um possível defeito no livro, seria alguns erros de pontuação que encontrei no decorrer da leitura, mas isso não foi sério a ponto de prejudicar a história em parte alguma.

Trevas é um livro que vai agradar a muitos tipos de leitores: se você curte perseguições, muita ação e um esquema de mocinho e bandido em combate, esse é o livro pra você; se quiser fantasia, criaturas lendárias e batalhas, esse é também o livro pra você; e se desejar aventuras, cheias de adrenalina e momentos tensos e decisivos, esse é, ainda mais, um livro indicado pra você. J. Modesto conseguiu, em poucas páginas, mostrar o valor de um trabalho de pesquisa bem feito, de uma preocupação em juntar todas as pontas da sua história e de dedicar-se para envolver e entreter o leitor. O resultado foi uma narrativa instigante, apesar de simples, que prende do início ao fim. 

E vocês, já conheciam o autor ou o livro? Me contem tudo nos comentários! Até a próxima, viajantes!

[NAS TELAS] Um Lugar Silencioso

Olá, viajantes dos livros!

Faz algum tempo que a gente não fala de filmes por aqui, não é? Eu estava sentindo falta de fofocar sobre esse tema com vocês, e achei a oportunidade perfeita nessa semana, quando assisti a um filme que me deixou extasiada com a qualidade e originalidade. 

Um Lugar Silencioso foi sucesso de crítica e já é considerado um dos melhores filmes de 2018. Pra você que ainda não assistiu ao filme, essa crítica traz as minhas impressões e nela eu dou as minhas razões pra essa fama arrebatadora que o longa alcançou em tão pouco tempo nas telonas.

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TÍTULO: Um Lugar Silencioso
TÍTULO ORIGINAL: A Quiet Place
DISTRIBUIDOR: Paramount Pictures
ANO DE LANÇAMENTO: 2018
TEMPO DE DURAÇÃO: 90 minutos
SINOPSE: Em uma fazenda dos Estados Unidos, uma família do meio-oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

O enredo de Um Lugar Silencioso é bastante simples e não tem nada de intrincado: ele nos apresenta uma família, vivendo em um espaço onde qualquer som pode provocar a morte. Isso porque existem alguns carinhas de outro mundo, ao que parece, e nada amigáveis que são guiados pelos ruídos. Ao escutarem qualquer barulho, os bichanos aparecem dispostos a atropelar e arrasar com qualquer um que esteja em seu caminho. A população do nosso lindo planetinha foi completamente massacrada pelos visitantes indesejados e, seguindo uma linearidade, a trama acompanha a saga desses personagens em busca da própria sobrevivência.

Se você está se perguntando o que tem de tão genial nisso, eu explico. O mais interessante nesse longa não é seu enredo, mas sim a forma como ele foi construído. Todo os elementos presentes ao longo do filme são pensados detalhadamente: as estratégias utilizadas pelos protagonistas para abafarem seus próprios ruídos são claras, precisas e bastante críveis. Elas vão desde as mais óbvias, como andar descalço e não utilizar a voz, até as mais geniais, como a utilização da areia em todos os caminhos pelos quais eles passam, a utilização das cores com sinal de alerta ou para comunicação com possíveis sobreviventes e a demarcação de possíveis barulhos feitos pela casa onde moram na locomoção, como tábuas rangendo ou perigos à vista.

Um dos aspectos mais importantes e originais de Um Lugar Silencioso, no meu ponto de vista, reside exatamente na impossibilidade dos personagens em utilizar sua voz para se comunicarem. Isso os obriga a encontrar outra forma de conversarem entre si e serem entendidos, o que nos leva à língua de sinais. Não sei vocês, mas eu particularmente não lembro de ter assistido a outro filme cujo roteiro fosse baseado totalmente nessa espécie de vocabulário, e eu achei uma sacada fenomenal. Primeiro porque tem tudo a ver com a principal caracaterística do filme; segundo porque traz esse aspecto inclusivo (uma das personagens principais do filme é surda, a propósito); e terceiro, mas não menos importante, porque é essa falta de diálogos da maneira convencional de vê-los que nos passa todo esse clima de tensão tão representativo do filme.

Aqui, acho que vale a pena destacar: se você é um desses viajantes que não passa nem perto de um filme de terror sem antes tomar um banho de água benta, pode ficar tranquilo. Apesar de ter recebido essa classificação (exagerada, ao meu ver), o filme tem muito mais a ver com o psicológico do espectador, com o clima de suspense constante ao longo de toda a narrativa, do que com o capiroto ou qualquer entidade por ele enviada. Aliás, a sinopse é um verdadeiro desastre! Eu fiquei o filme inteiro esperando a tal “entidade fantasmagórica” e ela não apareceu. Além disso, apesar de haver, sim, algumas cenas de perseguição, o longa é muito mais sobre sobrevivência, superação e união do que sobre correria e porrada.

Depois das reclamações sobre a sinopse, que eu não podia deixar passar, vamos voltar à parte realmente interessante: o quanto o filme é incrível! Os personagens, assim como todos os demais elementos que constroem o longa, são eximiamente personificados pelos atores. Eu confesso que não conhecia muitos deles, mas achei todos talentosos e acho, da perspectiva da minha pouca experiência em análise de atuações, que o trabalho que fizeram foi espetacular. Fiquei impressionada com a forma como eles conseguiram passar sentimentos tão intensos sem utilizar a linguagem padrão a que estamos habituados: eu senti o tempo inteiro pelo que eles estavam passando, ou o que eles estavam sentindo, a genialidade do enredo, para mim, advém da capacidade de diretor e atores de explorar essa relação tão íntima e próxima com o leitor, a ponto de um olhar ou um gesto falar tudo que é preciso. O pai da família traz em si um instinto protetor bastante latente, que também podemos enxergar na mãe. As crianças, inteligentes, perspicazes e cheias de coragem, roubam a cena a todo momento. E eu preciso falar das personagens femininas, que são extremamente fortes, valentes e firmes em suas decisões (eu amei tanto aquela cena final que nem sei dizer!). Isso sempre me ganha logo de cara, porque foge aquele estereótipo batido e cansativo de donzelas frágeis e inseguras em perigo, que precisam ser salvas a todo instante. Aqui, as mocinhas é que mandam nelas mesmas!

Eu li uma resenha incrível sobre esse filme dia desses, escrita pela Fabíola lá do Pausa Para Pitacos (acessem essa lindeza aqui), e ela destacou algo que eu achei que fosse coisa da minha cabeça de fã obcecada e que só eu tivesse percebido: o cenário remete muito aos livros do Stephen King, mestre do terror. A paisagem interiorana, a tensão crescente ao longo do longa, os elementos fantásticos presente no enredo e o fato de o filme mexer com o psicológico do espectador a todo momento são características bem marcantes no estilo de escrita do autor (quem não leu King, precisa ler, viu, meu povo?). Eu fiquei bem agradecida à Fabíola por ter feito eu me sentir um pouco menos sozinha nessas paranoias de fã.

Antes de terminar essa resenha, quero acrescentar mais dois pontos que eu considero importantes. Primeiro, se vocês me perguntarem sobre a trilha sonora, elemento tão importante em filmes, eu digo a vocês que aqui ela é praticamente nula (e acho que os motivos são bem óbvios), mas o filme te faz ficar tão envolvido, tão amarrado na cadeira, que ela nem faz falta. Aliás, se a trilha fosse um ingrediente nessa receita cinematográfica, além de incoerente, acho que eu teria tomado muitos sustos repentinos. Ao longo do filme eu me adaptei tanto à estratégia do silêncio que a narrativa exige, que o barulho de uma pipoca caindo no chão do cinema teria me assustado. O segundo e último (prometo!) ponto que eu não posso deixar de mencionar é que seria bastante interessante pra experiência de vocês que o filme fosse assistido com legendas. Se você não domina o código linguístico do longa, isso vai auxiliar bastante na compreensão dos diálogos.

Caso vocês tenham lido todo esse discurso feito para exaltar e venerar essa maravilha do cinema, mas ainda não estejam convencidos a olhar o filme, aqui embaixo eu vou deixar o trailer de Um Lugar Silencioso, só pra despertar ainda mais a curiosidade. Se vocês já assistiram ao filme, não deixem de me contar como foi a experiência de vocês e se vocês ficaram tão impactados quanto eu com o longa. Até a próxima!


[POSTAGEM ESPECIAL] Livros para o Dia dos Namorados

Olá, viajantes!

Como vocês devem saber, eu não tenho o romance como um dos meus gêneros literários favoritos. Mas hoje é dia 12 de junho e nessa data os corações acabam de alguma forma envolvidos pelo clima de amor e paixão que fica no ar. Pensando nisso, e antes que o dia acabe, eu separei alguns títulos entre as poucas leituras que eu já fiz desse tipo de livro, e resolvi dividir com vocês algumas das histórias de amor que mais me tocaram. Bora lá?

1. Diário de Uma Paixão (Nicholas Sparks)

Diário de Uma Paixão

"Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns, e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome em breve será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou."
Noah Calhoun
Assim tem início uma das mais emocionantes e intensas histórias de amor que você lerá na vida... O livro é o retrato de uma relação rara e bela, que resistiu ao teste do tempo e das circunstâncias. Com um encanto que raramente é encontrado na literatura atual, O Diário de uma Paixão de Nicholas Sparks, o consagra como um contador de histórias clássicas, com uma perspectiva excepcional sobre a mais importante e única emoção que nos mantém. Com mais de 12 milhões de cópias vendidas, o livro que emocionou as pessoas ao redor do mundo, foi traduzido para mais de 20 línguas.
Esse é um dos livros que mais me marcou no quesito romance. Primeiro porque tem todos os clichês que a gente ama numa história de amor, um casal pra lá de amorzinho e mais alguns elementos que tornam a história especial e única. Segundo porque aqui a gente não tem só o amor entre o casal: esse é um livro também sobre dedicação, entrega e afeição verdadeira. 

2. Cartas de Amor de Homens Notáveis (Ursula Doyle)

Cartas de Amor de Homens Notáveis
Inspirado no livro da personagem Carrie Bradshaw no filme "Sex and the Ciyt", Cartas de Amor de Homens Notáveis reúne algumas das correspondências mais românticas da história, encontradas em meio a documentos pessoais de ícones como Beethoven, Victor Hugo, Honoré de Balzac e Charles Darwin. Por meio dessas correspondências, o leitor poderá satisfazer sua curiosidade sobre os casos amorosos e a vida particular de figuras históricas importantes e conhecer todas as nuances da paixão, desde a refinada eloquência de Oscar Wilde, passando pela singela devoção de Mozart até o ciúme que Napoleão sentia de sua primeira esposa, Josefina. Amor, esperança e desejo estão representados neste livro, assim como o prazer de receber ou enviar uma mensagem à pessoa amada. 
Esse é um livro que traz correspondências amorosas de nomes muito famosos e conhecidos por praticamente todos nós. Muito além de qualquer curiosidade em conhecer a vida amorosa dessas personalidades, aqui a gente pode observar as várias nuances do amor, descritas de forma especial e particular por cada autor. 

3. Por Isso a Gente Acabou (Daniel Handler)

Por Isso a Gente Acabou

Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica do autor, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. Min Green e Ed Slarteron estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação. Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas deste romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou. A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou cada um dos objetos da narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida.
Como muitos de vocês já devem saber, o amor não é feito apenas de momentos incríveis e felizes. Também passamos por alguns perrengues, e é exatamente isso que esse livro retrata. Através da visão de uma garota que acaba de passar por um episódio de término de relacionamento, nós conhecemos não apenas o lado mais brutal e duro da paixão, mas também o quanto podemos aprender com isso e nos tornarmos pessoas melhores e mais fortes.

4. A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak)

A Menina que Roubava Livros

Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.
Esse livro já é praticamente um clássico e quem já leu deve estar se perguntando o que ele faz nessa lista. Realmente, a história não narra nenhum romance ou coisa parecida. Mas o enredo traz uma lição valiosa não apenas de empatia, mas de solidariedade genuína com o próximo. É um tipo de amor diferente, que muitas vezes tende a ser menos valorizado ou lembrado, mas que se torna cada dia mais importante.

5. Aos Olhos de Zoe (Camila Pelegrini)

Aos Olhos de Zoe

O que você acha que seu cachorro diria sobre a sua vida? Como ele contaria sua história? Bem, a sua eu não sei, mas a de Melissa, Zoe revelou perfeitamente. Após ser resgatada da rua, a cachorrinha mais sábia de todos os tempos acompanha a trajetória de sua nova família, relatando a história do fim de um amor e do começo de outro, apontando suas dúvidas sobre os erros humanos e fazendo das menores coisas do dia a dia a sua felicidade infinita. É mais do que um romance. É um ensaio sobre a amizade, a fidelidade e o amor em sua forma mais pura. É Zoe salvando aqueles que um dia a resgataram. Seja bem vindo à história de uma vida retratada "Aos olhos de Zoe".
Para os apaixonados por esses lindos de quatro patas como eu, esse é um livro indispensável. Aos Olhos de Zoe é narrado através da visão de uma cachorrinha devotada e apaixonada por sua dona e nos mostra um dos amores mais puros que um ser pode entregar ao outro, sem esperar nada em troca além de carinho e atenção. Impossível não se emocionar com a história que a Camila nos dá de presente!

E aí, curtiram as sugestões? Tentei fazer a lista da forma mais variada possível, para fugir do óbvio e pra que todos vocês, viajantes, se sentissem contemplados de alguma maneira. Já leram algum dos livros? Espero comentários contando, viu? Até a próxima!