[RESENHA] Obsidiana - Jennifer L. Armentrout

Hey, pessoas!

No mês passado, o blog recebeu da editora parceira Valentina duas cortesias lindas, e a resenha hoje é de uma delas. Vamos juntos conhecer Obsidiana, de Jennifer L. Armentrout, e nos apaixonar pelos seus personagens!

Obsidiana
TÍTULO: Obsidiana (Saga Lux #1)
AUTOR: Jennifer L. Armentrout
EDITORA: Valentina
NÚMERO DE PÁGINAS: 320 páginas
COMPRAR - SKOOB
SINOPSE: Começar de novo é um saco. Quando a gente se mudou para o interior, bem no início do último ano do colégio, eu já vinha me preparando para o sotaque caipira, o tédio, a internet lenta e um monte de chatices…Até dar de cara com o meu vizinho lindo, alto de dar tontura e com intimidantes olhos verdes. Hummm…os prognósticos estavam melhorando. Até que…ele abriu a boca. Daemon é irritante. Arrogante. Dá vontade de matar. A gente não se dá bem. Não mesmo. Mas, quando um caminhão quase me transforma em panqueca, o garoto literalmente congela o tempo com um aceno de mão e aí, bom, algo inesperado acontece. O alien gato (meu vizinho) tem poderes!!! Você me ouviu bem. ALIEN! A verdade é que ele e a irmã têm uma galáxia de inimigos que querem roubar seus poderes. O rastro que deixou em mim brilha como árvore de natal e isso não é nada bom. O único jeito de sair viva dessa é ficar colada em Daemon até a magia alienígena desaparecer. Quer dizer, isso se eu não matar o cara primeiro.


   

Katy era uma adolescente normal que, após perder o pai, muda-se com sua mãe para uma nova cidade, a fim de recomeçar a vida. À primeira vista, tudo parecia péssimo para a garota: colégio novo, casa nova, pessoas novas. Até que ela conheceu seus vizinhos, Dee, alguém que estava desesperada pela sua amizade, e Damien, capaz de fazer o que fosse preciso para mantê-la longe de sua irmã mais nova. O que Katy não podia imaginar era que seu vizinho incrivelmente irresistível e sua irmã, que se transformou na melhor amiga da garota, escondiam um segredo capaz de mudar tudo que ela conhecia. Agora, Katy estava envolvida em algo muito maior do que ela mesma, e precisava ser forte para encarar as consequências.

Obsidiana é o primeiro volume da saga Lux, e é nele que nos são apresentados esses seres misteriosos e poderosos, feito completamente de luz, vindos de uma dimensão diferente da nossa. Por ser um livro introdutório, a maior parte do livro é dedicado à contextualização da história e construção das personagens, portanto não há grandes reviravoltas no decorrer da narrativa. Apesar de ter esperado um pouco mais de ação, confesso que entendo a necessidade dessa localização e inserção do leitor no novo universo, e para esse objetivo o livro é muito mais que satisfatório.

Com relação ao tema principal do enredo, aliens são figuras que sempre me atraíram, talvez por serem um tanto quanto esquecidos na literatura contemporânea. Confesso que foi uma surpresa boa ter encontrado os alienígenas desse livro em uma situação normal e quase cômica, na maioria das vezes. Os verdinhos de Obsidiana fazem de tudo para parecer humanos, desde sua aparência até sua personalidade, e isso acaba rendendo situações hilárias.

Katy é a narradora e uma das protagonistas da histórias e foi uma personagem que me conquistou logo no início. A garota tem um temperamento forte e explosivo, mas apesar disso é bastante decidida e leal aos que ama. Depois da perda de seu pai, a ligação entre Katy e a mãe se torna o mais importante para a menina, e é bonito ver como elas duas convivem. Algumas vezes, admito, achei Kate um tanto quanto marrenta demais, como se qualquer coisa a tirasse do sério, principalmente quando temos o Daemon envolvido. Mas convenhamos, quem não é um pouco insuportável de vez em quando, não é? Esses ápices de raiva acabam deixando a personagem ainda mais real, ficando fácil para o leitor se identificar com ela de uma maneira ou outra.

Daemon é o típico galã, lindo de morrer. Mas completamente babaca. No início do livro, juro que minha vontade era entrar na história e dar uns bons tapas na cara dele pra que ele entendesse que não precisava ser grosseiro e rude do jeito que estava sendo. Mas aos poucos, as barreiras dele foram sendo ultrapassadas pela Katy e pelo sentimento que ele começou a desenvolver pela garota, e aí o Daemon fofo e protetor apareceu, e eu fiquei que nem boba suspirando, óbvio. Todos aqueles clichês de garoto dos sonhos são parte do Daemon, mas o mais legal é que ele não é apenas isso: Daemon também tem defeitos, e vários, não fazendo a mínima questão de escondê-los. Esse pode parecer um detalhe a passar despercebido se levarmos em conta o modo carinhoso como ele trata Katy, a maneira amorosa com que protege a irmã ou o sorriso maravilhoso que ele tem, além do corpo escultural, mas é uma das características que mais curti na personagem, porque torna ele mais humano, mais próximo de nós, leitores, e muito mais real do ponto de vista da veracidade.

Dee é um amor em forma de pessoa. Apesar de deslumbrante, a garota não usa toda essa beleza pra levar vantagem em nenhuma situação. Com muito poucos amigos, Dee acaba sendo um tanto quanto carente as vezes, mas é lindo ver a forma como ela valoriza a amizade da Katy e como faz de tudo pra mostrar o quanto a menina é importante pra ela. Todo mundo merecia uma amiga como a Dee! Além disso, a garota ainda é divertida, forte e segura de si, e é uma das poucas pessoas que consegue controlar o instinto irônico e sem graça do Daemon.

O romance do casal Katy e Daemon se desenvolve bastante devagar durante a narrativa, e apesar dos momentos fofos que os dois protagonizam juntos ele não é completamente assumido neste primeiro volume (mas fica bem óbvio que os dois se gostam, enfim). Eu gostei da forma como a autora construiu essa relação romântica. Ela não acontece do dia pra noite: pelo contrário, os dois personagens se odeiam profundamente no início do livro, e só conforme passam a se conhecer de verdade é que se permitem sentir algo um pelo outro (admitir já é outra história).

Existem dois motivos pra eu ter dado quatro estrelas ao livro e eu vou tentar explicar um a um deles para que vocês compreendam. O primeiro deles se relaciona à forma como a autora conduziu a abordagem dos alienígenas. Eu fiquei curiosa com a trajetória deles, com sua origem, e em muito poucos momentos do livro essa curiosidade foi saciada. Acredito que essas respostas possam vir a aparecer num próximo volume, mas as perguntas não saem da minha cabeça desde agora. Uma maior exploração desse universo Lux e até dos seus inimigos traria mais consistência ao enredo, na minha opinião.

O outro ponto se relaciona às cenas de maior clímax do livro: elas acontecem rápido demais. A maior parte da narrativa é dedicada a Katy e ao Daemon e a todas as suas discussões, até que a garota descobre a origem de seus vizinhos. Depois disso, tudo se desenrola muito rapidamente, e o grande conflito do livro leva menos de duas páginas para acabar. Confesso que fiquei um tanto quanto decepcionada com isso, porque realmente esperava maiores detalhes e espaço para ele. Claro que a alta velocidade com que os acontecimentos passam deixa o leitor sem fôlego, lendo desesperadamente pra ver onde aquilo tudo vai dar, mas quando o desfecho chega ele é previsível e simples demais, e isso acaba frustrando as expectativas que a história cria.

Independente disso, foi uma leitura extremamente prazerosa. Os conflitos entre a Katy e o Daemon dão um tom de descontração no enredo, e a presença da Dee torna tudo doce e incrivelmente meigo. O romance acontece de uma forma leve e lenta, e as pequenas demonstrações de amor entre o casal que permeiam as páginas fazem-nos suspirar enquanto lemos e torcer muito pelos dois. A autora conseguiu desenvolver uma história emocionante, e ao mesmo tempo divertida, tensa e bem estruturada. Estou curiosa para saber o que ela vai aprontar no segundo volume, mas tenho certeza que será incrível do mesmo jeito que aconteceu com o primeiro!

Até a próxima postagem! Beijos!

[DIVULGAÇÃO] Lançamento Não Rebobine Esta Fita

Hey, pessoas!

O post de hoje é rapidinho e vem trazer a vocês a divulgação do mais novo livro do autor nacional Gianluca Segregio, Não Rebobine Esta Fita


O lançamento do título acontecerá durante a Bienal de SP, no dia 27 de agosto, às 14 horas, no estande da editora Tribo das Letras (Rua K, Estande 69). Abaixo vocês encontram algumas informações sobre o livro!



Após o misterioso assassinato de seu ex-marido, a policial Silmeria Leux se vê obrigada a se mudar para a casa onde ocorreu o crime, numa pequena cidade do Texas. Entretanto, após ela se instalar no local, a taxa de mortalidade aumenta de forma drástica sem nenhuma explicação: a cada semana, no mesmo bairro e em suas próprias casas, uma família é assassinada. Sem encontrar pistas para o crime após inúmeras investigações, em uma madrugada sombria e chuvosa, Silmeria recebe uma fita de VHS que revela quem é o assassino que está cometendo os crimes na cidade. Pensando que seus problemas estariam resolvidos, dentro do mesmo pacote há uma nota avisando que caso Silmeria assista à fita, ela morrerá. Silmeria, em busca da verdade conhecerá segredos perturbadores de pessoas que ela jamais imaginou que poderiam esconder algo tão podre. Você assistiria a uma fita para tentar salvar a todos , mesmo sabendo que esse ato pudesse custar a sua própria vida?

Lembrando mais uma vez que o lançamento é amanhã, então quem estiver lá pela Bienal pode ir prestigiar o autor e o parabenizar pelo seu segundo livro, além de levar pra casa uma história que promete te conquistar!

[DIVULGAÇÃO] Lançamento A Cor da Coragem, de Julian Kulski

Hey, pessoas!

O post de hoje é rápido, mas muito importante! Nele vocês vão encontrar todas as informações sobre o próximo lançamento da nossa parceira, editora Valentina: A Cor da Coragem, um relato emocionante sobre a Segunda Guerra Mundial feito pelo menino Julian Kulski.

A Cor Da Coragem tem tudo para se tornar um clássico como O Diário de Anne Frank, A Lista de Schindler e O Menino do Pijama Listrado. Uma obra inesquecível, um novo marco na historiografia sobre o nazismo e o holocausto, um raro e fascinante mergulho na Segunda Guerra Mundial pelo olhar de um menino soldado.



Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás...

“Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial”.
- Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz

“Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?” (Julian Kulski)

Sobre o Autor: Julian E. Kulski, nascido em 1929, em Varsóvia, Polônia, é descendente de um rabino-chefe de Varsóvia no século XIX, Dov Beer Meisels, e de um rei da Polônia no século XVIII, Stanislaw Leszczynski. Depois da guerra, Kulski estudou arquitetura na Inglaterra e nos Estados Unidos, bacharelando-se em 1953 e concluindo seu mestrado em 1955 pela Universidade de Yale, e vindo a concluir o PhD em planejamento urbano em 1966, pelo Instituto de Tecnologia de Varsóvia Membro do comitê diretor da Fundação Kosciuszko, Kulski recebeu várias condecorações do governo polonês, entre elas a prestigiosa Cruz do Heroísmo, a Cruz de Comandante com Estrela da Ordem do Mérito, a Cruz de Prata do Mérito com Espadas, a Cruz do Exército Nacional, a Medalha do Exército Polonês (quatro vezes) e a Cruz do Levante de Varsóvia. Kulski vive com a esposa em Washington, D.C. 

Extras: Com Extras Digitais inéditos – filmes que o leitor poderá assistir escaneando um código QR ou simplesmente digitando uma URL – e repleto de centenas de fotos impressionantes e mapas, o livro apresenta, no final, uma lista com sugestões de temas a serem discutidos sobre a obra, seja em sala de aula, com seus amigos ou em família.

Ficou interessado e quer saber como adquirir já esse livro incrível que vai te despertar emoções incontroláveis? É só clicar em qualquer um dos links aqui embaixo e já garantir o seu exemplar!


Como sou fascinada por livros com este tema, já estou mais do que ansiosa para ler este título, e prometo que assim que o fizer volto e conto todas as minhas impressões a vocês! Não esqueçam de vir me contar o que acharam também!

Beijos!

[RESENHA] Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi - Joachim Meyerhoff

Hey, pessoas!

Como todos que acompanham o blog já sabem, agora somos parceiros da editora Valentina, com muito orgulho e honra, e neste primeiro mês de parceria recebemos dois livros. Na postagem de hoje, vou apresentar a vocês Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi, do autor Joachim Meyerhoff, um livro que me surpreendeu de várias maneira. Vamos lá?

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi

TÍTULO: Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi
AUTOR: Joachim Meyerhoff
EDITORA: Valentina
NÚMERO DE PÁGINAS: 352 páginas
SKOOB - SUBMARINO - SARAIVA
SINOPSE:
Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade - e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos. Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica - e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

    

"A loucura está do lado de dentro ou de fora?"

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi é narrado pelo filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e adolescentes chamado Hesterberg. Por morar dentro dos muros da instituição, não existe outra realidade conhecida na vida do nosso pequeno protagonista, e por isso toda a história contada no decorrer do livro se passa nesse cenário. Isso por si só já torna o livro um tanto quanto curioso. É impossível não ficar curioso em conhecer a vida de uma criança que precisa crescer em meio a uma confusão de pacientes, dramas familiares e travessuras.

Desde o início do livro, somos apresentados a família do protagonista, composta por ele, seus dois irmãos mais velhos, uma cachorrinha, sua mãe e seu pai. O mais interessante aqui foi a forma inusitada como a família se relacionava com o ambiente que os cercava. Todos eles eram diferentes entre si, e estas personalidade acabavam influenciando sua proximidade ou afastamento daquele cenário. Um aspecto importante muito bem trabalhado pelo autor aqui é a realidade incomum que emana dessa família, por mais tradicional que ela pareça. Rotina é uma palavra que você pode riscar desde já do dia-a-dia destes membros familiares, bem como da sua leitura. A todo momento, somos surpreendidos por novas aventuras, novas cenas, novos acontecimentos, que nos tiram da zona de conforto e nos mostram um mundo completamente diferente daquele a que estamos acostumados. E este é com certeza um dos pontos fortes do livro.

O personagem narrador, Josse, como é chamado por seus familiares, é uma criança como qualquer outra: alegre, cheia de vida, curiosa e espontânea. Com exceção dos acesso de raiva que o acometem algumas vezes, ele poderia ser comparado a qualquer outro pequeno que conhecemos. E é exatamente com essa inocência que ele nos conta as histórias e nos mostra seu pequeno e limitado mundo. Durante essa narração, até mesmo os acontecimentos mais insignificantes ao nosso olhar se tornam grandes e carregados de sentido. As pequenas brigas domésticas, os fatos cômicos e trágicos que acontecem dentro da instituição, os jantares à mesa, as visitas e as brincadeiras com a cachorrinha, tudo aqui é importante. Com toda a ingenuidade característica dessa idade, Josse nos leva a acompanhar seu crescimento dentro deste ambiente inusitado. Mais do que isso: conseguimos enfim perceber seu amadurecimento, sua trajetória sempre influenciada por esse cenário e por esse estilo de vida, o único que conhece desde sempre.

O mais interessante aqui é perceber como a família de Josse tenta, apesar de tudo, levar uma vida normal, afastando os problemas e conflitos como qualquer outro grupo doméstico no qual nos inserimos. Seus próprios defeitos, suas próprias loucuras, tudo isso fica oculto e aparente nesse mundo, onde as aparências comandam e ao mesmo tempo são colocadas de lado. A mãe, uma mulher completamente dominada pelos afazeres domésticos, sonha com o verão quente e ensolarado da sua querida Itália; o pai enche-se de projetos que nunca chega a terminar e mergulha nos jornais e livros para esconder sua frustração; os irmãos vivem enclausurados em seus próprios mundos, moldando suas personalidades independente de todos ao seu redor. Tudo acaba vindo à tona em um momento ou outro neste livro, e é então que nos volta a pergunta introdutória ao livro, que tanto nos faz refletir: a loucura está do lado de dentro ou de fora?

Uma das partes que eu mais gostei no livro foi a essência estritamente realista que o autor conseguiu dar ao relato. Veja bem, este é um livro que conta o cotidiano de uma família, que apesar de todos os elementos incomuns que a envolvem, busca a todo custo ser "normal". Por este motivo, o livro é composto por altos e baixos, por dias bons e ruins, por narrações engraçadas e tristes, que te despertam amor, emoção ou ira. Ao contrário do que muitos de vocês podem pensar ao ler este parágrafo, nada disso torna o livro uma narração monótona. Talvez por conta do modo como o autor nos conduz, talvez por conta da linguagem utilizada ou do próprio personagem narrador, talvez até mesmo por conta da identificação que se torna possível do leitor com algumas daquelas cenas familiares tão características, a obra de Joachim não se transforma em momento algum num relato arrastado ou morno. As páginas passam, e nossa curiosidade só cresce. Somos completamente sugados pelo livro, pelo cenário, por seus personagens, e não conseguimos sair daquele mundo antes de chegar à última linha.

Outro ponto definitivamente indispensável dentro desse livro é a construção dos personagens. Desde os protagonistas que compõem a família até os próprios pacientes e coadjuvantes que vão surgindo no decorrer do livro, cada um deles foi moldado de uma forma complexa e completamente distinta uma da outra, o que torna todos um grande mistério a ser desvendado. Conforme vamos os conhecendo, conhecemos também seus medos, habilidades, conflitos, defeitos e qualidades, e acreditem, todos eles possuem todos esses elementos. Joachim Meyerhoff fez um trabalho primoroso com seus personagens, abordando cada um como um universo diferente e único, com pensamentos, emoções e sonhos exclusivos e mágicos.

A grande sacada do livro, para mim, é exatamente esta: acompanhar o dia-a-dia de pessoas comuns, com tudo que acontece neles e por muito tempo. É desafiador procurar reconhecer cada um dos personagens conforme o tempo da narrativa se alonga. As ambições mudam, os destinos são revelados, e nós, meros espectadores, vemos extasiados tudo isso, de camarote e com direito a ingresso vip. O mais incrível é que esse desenrolar acontece de uma forma natural, como se esperássemos exatamente por esses desenvolvimentos, sem grandes reviravoltas ou conflitos além do internos que acometem os personagens.

A diagramação da editora está impecável, e eu preciso confessar que essa capa acabou se transformando em uma das preferidas na minha estante. Eu não conseguiria imaginar nada mais apropriado a esse enredo! Não encontrei erros de revisão e a fonte utilizada é mediana e bastante agradável à leitura.

Para terminar, queria que vocês conseguissem compreender, se ainda não o fizeram, porquê eu gostei tanto de um livro com uma proposta tão simples: ele se torna grandioso a partir do momento que nos coloca frente à frente com nossa própria lucidez e nos faz entender que ela é apenas uma questão de ponto de vista. Aquilo que consideramos "normal" pode ser, enfim, a forma mais completa de loucura, transformando todos nós em seres humanos iguais, sem essência ou alma. A lição mais maravilhosa que este livro pode nos dar é de que todos nós somos um pouco loucos, e que isso é algo do que se orgulhar, porque nos torna únicos e especiais.

Até a próxima postagem! Beijos!

[PROJETO] Vamos Ler Juntos com a Editora Valentina

Hey, pessoas!

Não sei se vocês estão por dentro das novidades, mas a editora Valentina, nossa querida parceira, lançou há alguns dias uma proposta incrível e irrecusável a todos os seus leitores: um projeto de leitura coletiva do novo livro da autora já consagrada Huntley Fitzpatrick (autora de Minha Vida Mora ao Lado), Pensei que Fosse Verdade!


A ideia é essa mesmo: um período para que os leitores leiam ao mesmo tempo este mesmo livro, e discutam todas as suas impressões num grupo criado no Facebook pela editora. Não é demais? O evento acontece de 15 de agosto a 15 de setembro, e durante estes dias os comentários lá na discussão serão livres de spoilers. Mas depois do dia 15, quando a leitura já estiver finalizada, está tudo liberado e nós podemos nos esbaldar nas impressões e amores pelo livro!

Ficou a fim de participar também? Clica aqui e será redirecionado para o grupo no Facebook! Embaixo você encontra uma pequena apresentação do livro e os links para compra!


A ilha de Seashell, onde passei minha vida inteira, é tudo isso e muito mais. No entanto, a única coisa que eu quero é ir embora daqui. Gwen Castle nunca quis tanto dizer adeus à sua ilha natal quanto agora: o verão em que o Maior Erro da Sua Vida, Cassidy Somers, aceita um emprego lá como faz-tudo. Ele é um garoto rico da cidade grande, e ela é filha de uma faxineira que trabalha para os veranistas da ilha. Gwen tem medo de que esse também venha a ser o seu destino, mas, justamente quando parece que ela nunca vai conseguir escapar do que aconteceu – ou da ilha –, o passado explode no presente, redefinindo os limites de sua vida. Emoções correm soltas e histórias secretas se desenrolam, enquanto Gwen passa um lindo e agitado verão lutando para conciliar o que pensou que fosse verdade – sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama, e até ela mesma – com o que de fato é.


Além dessa proposta linda e criativa, a Valentina ainda montou um calendário todo maravilhoso para você que gosta de ter sua leitura organizada e acompanhar cada avanço! Para quem quiser, é só clicar na imagem aqui embaixo, salvar e começar a usar! Caso prefira fazer o download em PDF do calendário, é clicar aqui nesse link.


E aí, vamos ler juntos? Beijos!