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[PROJETO] Vamos Ler Juntos com a Editora Valentina

11 agosto 2016

Hey, pessoas!

Não sei se vocês estão por dentro das novidades, mas a editora Valentina, nossa querida parceira, lançou há alguns dias uma proposta incrível e irrecusável a todos os seus leitores: um projeto de leitura coletiva do novo livro da autora já consagrada Huntley Fitzpatrick (autora de Minha Vida Mora ao Lado), Pensei que Fosse Verdade!


A ideia é essa mesmo: um período para que os leitores leiam ao mesmo tempo este mesmo livro, e discutam todas as suas impressões num grupo criado no Facebook pela editora. Não é demais? O evento acontece de 15 de agosto a 15 de setembro, e durante estes dias os comentários lá na discussão serão livres de spoilers. Mas depois do dia 15, quando a leitura já estiver finalizada, está tudo liberado e nós podemos nos esbaldar nas impressões e amores pelo livro!

Ficou a fim de participar também? Clica aqui e será redirecionado para o grupo no Facebook! Embaixo você encontra uma pequena apresentação do livro e os links para compra!


A ilha de Seashell, onde passei minha vida inteira, é tudo isso e muito mais. No entanto, a única coisa que eu quero é ir embora daqui. Gwen Castle nunca quis tanto dizer adeus à sua ilha natal quanto agora: o verão em que o Maior Erro da Sua Vida, Cassidy Somers, aceita um emprego lá como faz-tudo. Ele é um garoto rico da cidade grande, e ela é filha de uma faxineira que trabalha para os veranistas da ilha. Gwen tem medo de que esse também venha a ser o seu destino, mas, justamente quando parece que ela nunca vai conseguir escapar do que aconteceu – ou da ilha –, o passado explode no presente, redefinindo os limites de sua vida. Emoções correm soltas e histórias secretas se desenrolam, enquanto Gwen passa um lindo e agitado verão lutando para conciliar o que pensou que fosse verdade – sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama, e até ela mesma – com o que de fato é.


Além dessa proposta linda e criativa, a Valentina ainda montou um calendário todo maravilhoso para você que gosta de ter sua leitura organizada e acompanhar cada avanço! Para quem quiser, é só clicar na imagem aqui embaixo, salvar e começar a usar! Caso prefira fazer o download em PDF do calendário, é clicar aqui nesse link.


E aí, vamos ler juntos? Beijos!

[PROJETO] Eterno - Patrini Viero

28 fevereiro 2015

Hey, pessoas!

Depois de algum tempo sem atualizar a coluna, hoje vim trazer para vocês o sexto capítulo da história de Emma e Isaac. Para quem não lembra ou não acompanha a história, aqui embaixo vai a sinopse:

SINOPSE: Emma Banks não passava de uma garota normal de 16 anos. Ia à escola, tinha amigos, e um pai amoroso que se dedicava a ela ardentemente. Ela não podia desconfiar os segredos que cercavam sua vida. Desde que se lembrava, Emma havia crescido apenas com o pai, já que sua mãe falecera quando era muito pequena. Apesar de não falarem sobre ela, Emma sabia que seu pai a idolatrava, e que ela era uma pessoa muito importante. Depois do rapto de seu pai e do aparecimento misterioso de um estranho garoto em sua casa, Emma começou a desvendar um mundo ao qual nunca podia imaginar que pertencesse. E agora estava nas mãos dela não só a sobrevivência de seu pai, mas também o futuro de uma espécie e o verdadeiro amor. Até onde você iria por quem mais ama?

CAPÍTULO SEIS

Aquele momento de ternura foi algo passageiro. Logo a garota lembrou-se o que estava acontecendo na vida dela, e todo o encanto se desfez. Emma não conhecia Isaac o suficiente para confiar nele, e se quisesse mesmo encontrar seu pai, precisava fazer isso sozinha, essa era a única certeza que tinha. Levantou-se num impulso, e sem dirigir uma palavra ao garoto parado em sua frente, aguardando desesperadamente que ela lhe dissesse qualquer coisa, caminhou até seu quarto, e trancou a porta por dentro.
Lá dentro ela se sentia segura: pra derramar suas lágrimas pelo pai que havia perdido, pra tentar reencontrar suas forças sumidas e erguer a cabeça como fez quando sua mãe se foi. Era difícil manter a esperança viva ainda, mas uma faísca dela que existia dentro do coração de Emma lhe dizia que Erick estava vivo, e esperando por ela. O que a menina não podia era ficar parada, aguardando o momento em que surgisse uma oportunidade de chegar até seu pai: ela ia lutar com todas as armas que tinha para trazê-lo de volta, e isso estava decidido.
Isaac não conseguia compreender a mudança repentina na atitude de Emma. Um segundo atrás ela estava frágil e sensível, recostada sobre seu peito, com lágrimas molhando seu rosto. Agora ela parecia novamente a garota determinada e fria que o acolheu quando adentrou esse mundo. Emma era um verdadeiro mistério para ele. Talvez fosse isso que o atraía: o desafio que a menina parecia ser. Ele só sabia que queria desvendar cada parte do céu infinito que eram os olhos daquela moça, descobrir porque ela se protegia tanto, e fazia questão de mantê-lo afastado. No fundo Isaac ansiava por chegar perto o bastante para poder entendê-la, mas isso se tornava cada dia mais impossível.
Quando Emma saiu do quarto, não lembrava mais a mesma garota: ela estava agora com os olhos desinchados, o rosto limpo e a expressão transfigurada num misto de coragem e medo do que poderia encontrar pela frente. Isaac se aproximou devagar, e estranhou quando ela não se desviou:
- Acho que devíamos começar a procurar por meu pai. Se quiser mesmo me ajudar, então deve seguir minhas regras.
Ele não acreditava no que estava ouvindo: ela não tinha a menor ideia de com quem ou com o que estava lidando, e mesmo assim mantinha-se orgulhosa o suficiente pra criar regras que nem sequer valiam no mundo de onde ele veio. Isaac não estava preparado para o gênio indomável da garota, e essa novidade o pegou de surpresa:
- Regras? Você vai me impor regras?
- Exatamente, e se quiser ir comigo é melhor obedecê-las à risca.
- Você não está entendendo. Nós vamos lidar com coisas muito maiores do que qualquer uma que você já enfrentou, talvez até mesmo que eu já enfrentei. Nós vamos arriscar nossas vidas, e você ainda pensa no seu orgulho idiota de garotinha mimada?
- Começamos mal. Vamos deixar uma coisa bem clara: eu não vou perder meu pai; vou fazer o que for preciso pra trazê-lo de volta, são e salvo, e estou te dando a chance de me provar que realmente posso confiar em você. E não me chame de mimada porque você não passou por metade das coisas que eu já vivi, não sabe o quanto as dificuldades te fazem crescer. Eu sou muito mais forte do que você imagina.
Falando assim, com essa autoridade, com os olhos cheios de uma confiança pura que Isaac jamais havia visto em outra pessoa, ele se sentiu tentado a acreditar. Confessou a si mesmo que talvez a estivesse menosprezando. Por um segundo pensou em aceitar suas condições, e ver até onde ela chegaria. Mas depois lembrou-se da sua missão: ele havia sido mandado ao mundo terreno para proteger aquela garota, e era isso que devia fazer. No mais profundo de seu íntimo sabia que faria mesmo se não precisasse.
- Vamos começar por Nora. Ela sempre sabe o que fazer e como fazer. Deve nos ajudar agora também – Emma falava com a maior consciência, como se já tivesse experiência em algo desse tipo – podemos procurá-la e dizer que precisamos de seus dons. Ela com certeza não se negaria. Me conhece desde menina e sempre me protegeu, vai fazer o mesmo pelo meu pai.
A voz da menina tirou Isaac de seus devaneios, e o trouxe de volta à situação:
- Que tipo de dons você acha que poderão nos ajudar agora?
- Todas forças que pudermos conseguir serão bem-vindas. Vamos contar a Nora o que aconteceu, podemos confiar nela, eu sei disso. Você disse que tem o caminho para me levar até meu pai, os dons de Nora vão nos fazer chegar mais rápido ao nosso destino.
- Ainda acho que devíamos ficar aqui e esperar segundas ordens.
- Você segue ordens, eu não. Não vou ficar parada enquanto meu pai corre perigo. Que tipo de filha eu seria se fizesse isso?
- Uma que valoriza a própria vida.
- Pois se quer mesmo saber, daria minha vida por esse homem sem nem pestanejar. Vamos.
Isaac não podia evitar. Admirava a garota que caminhava à sua frente na rua. Admirava o modo como ela conseguia amar tão profundamente a ponto de colocar em jogo seu mundo inteiro. Admirava o jeito com que ela falava de seu pai, como se nada mais importasse além de salvá-lo. Como se ele fosse a coisa mais valiosa que ela possuía. No fundo ele sentia inveja de Erick: daria qualquer coisa para ter metade do amor que Emma dedicava a ele.

Esse pensamento o fez vacilar. Ele não podia se confundir desse jeito, isso só atrapalharia sua missão. Mas como não se apaixonar por aquela menina independente e corajosa, que ao mesmo tempo o afastava e o trazia para mais perto? Como ele poderia se manter longe, se ela estava bem ali, na sua frente? Agora ele entendia porque seu pai havia ficado receoso ao mandá-lo, mas não tinha mais volta. E mesmo se houvesse, ele jamais voltaria atrás, não depois de conhecer Emma.

[PROJETO] Eterno - Patrini Viero

16 outubro 2014

Hey, pessoas!

Hoje eu trago para vocês mais um capítulo da história de Emma e Isaac. Espero que vocês também se apaixonem por eles!

SINOPSE: Emma Banks não passava de uma garota normal de 16 anos. Ia à escola, tinha amigos, e um pai amoroso que se dedicava a ela ardentemente. Ela não podia desconfiar os segredos que cercavam sua vida. Desde que se lembrava, Emma havia crescido apenas com o pai, já que sua mãe falecera quando era muito pequena. Apesar de não falarem sobre ela, Emma sabia que seu pai a idolatrava, e que ela era uma pessoa muito importante. Depois do rapto de seu pai e do aparecimento misterioso de um estranho garoto em sua casa, Emma começou a desvendar um mundo ao qual nunca podia imaginar que pertencesse. E agora estava nas mãos dela não só a sobrevivência de seu pai, mas também o futuro de uma espécie e o verdadeiro amor. Até onde você iria por quem mais ama?

CAPÍTULO CINCO

Emma ainda pensava nos sonhos quando amanheceu, depois de uma noite atribulada, em que ela havia conseguido realmente descansar apenas alguns poucos minutos. A garota não compreendia porque aquele estranho atormentava seu sono, povoando sua imaginação com monstros, lugares e pessoas que ela jamais conheceu. 
Ao mesmo tempo, ela sentia que não pertencia aquela cidade; mais: ela não se reconhecia ali. No fundo da sua alma, sabia que devia partir, e que só o garoto que ela mais tentava evitar poderia lhe mostrar o caminho certo. 
Isaac percebia Emma cada dia mais distante, cada segundo mais fechada. Tinha a nítida impressão de que ela queria proteger-se de algo, ou alguém, talvez dele mesmo. A única tentativa de diálogo que travaram durante a semana foi fria e trivial, e ele não mais sabia o que fazer para ganhar a confiança da menina.
Vendo-a debruçada sobre aquelas caixas de livros velhos, cujas páginas Emma esquadrinhava na esperança vã por respostas, Isaac sentiu-se encorajado a iniciar uma outra tentativa de conversa:
- O que procura?
- Alguma forma de encontrar meu pai, mas parece que nada aqui escrito me leva para ele – com um suspiro, ela deixou o livro cair sobre seu colo.
- Eu já disse, Emma, é inútil gastar energias com essas porcarias velhas.
- Essas porcarias velhas, como você chama, são a única pista que tenho até agora de por onde começar a procurar. Portanto, se não vai ajudar, faça o favor de me deixar errar e perder tempo sozinha – virou as costas para ele, e seguiu folheando os livros à procura de algo que nem ela mesma sabia o que era.
Surpreso com a resposta arisca, ele decidiu mudar sua tática. Caminhou até o lado de Emma e agachou-se devagar, até sentar completamente no chão de tapete macio, passando as páginas amareladas e malcheirosas do livro à sua frente.
- Se quer mesmo encontrar seu pai, confiar em mim é a melhor alternativa.
- Sem querer ofender, mas eu prefiro ser mais otimista – retrucou Emma, irônica.
- Por que faz tanta questão de tornar as coisas mais difíceis? – Isaac começava a irritar-se com o temperamento da menina.
- Talvez porque você não me deixe outra escolha.
- Tudo que eu tenho feito nesses últimos dias é aturar seu mau-humor e engolir suas respostas de menininha mimada. Eu fui enviado para ajudar, e juro por tudo que é mais sagrado que estou tentando cumprir a minha missão. Mas parece que você não quer ser ajudada! – ele explodiu, sem conseguir conter a torrente de palavras que lhe vieram à cabeça.
Quando a garota voltou seus olhos para ele, as lágrimas ameaçavam tomar sua face:
- Acontece que estou mesmo perdida. A única pessoa que eu tinha era meu pai, e agora ele se foi, como minha mãe. Entende o quanto é difícil perceber que você está sozinha e ficar imune a todo esse sentimento de abandono e carência que te tortura? Meu mundo era essa casa, meu pai, meus amigos, e hoje eu vejo que nada disso importa mais, pois sinto que fiquei incompleta sem o único homem que realmente me amava. E o pior é que ninguém vai ser capaz de preencher esse vazio que ele deixou dentro de mim.
Seus lábios tremiam quando terminou de falar, e Emma já não fazia questão de esconder o medo, transparente em seus olhos, ou a voz embargada pelo choro. Isaac aproximou-se e passou os braços ao redor da menina, que, quase inconscientemente, recostou sua cabeça no ombro do garoto. 
Ela parecia tão pequena e frágil naquele momento que Isaac não pôde resistir ao impulso de abraçá-la e fazê-la sentir que ele nunca a deixaria só. Ele precisava mostrar a ela que sempre estaria ali, mesmo que ela não quisesse, mesmo que não merecesse, ele nunca iria embora, pois não conseguia nem sequer pensar na possibilidade de perdê-la.
Assim, aninhada nos braços daquele menino estranho, que era a única pessoa com quem ela podia contar agora, Emma percebeu que ele tinha o dom de acalmar seu coração e fazê-la voltar a acreditar. E, por mais que não quisesse admitir, ela gostava disso. Ela precisava dele.

[PROJETO] Eterno - Patrini Viero

29 setembro 2014

Hey, pessoas!

Fiquei o fim de semana inteiro sem postar nada aqui, e peço desculpas por isso. Hoje eu trouxe para vocês mais um capítulo da história de Emma e Isaac, e espero que vocês gostem. Vamos conferir?

SINOPSE: Emma Banks não passava de uma garota normal de 16 anos. Ia à escola, tinha amigos, e um pai amoroso que se dedicava a ela ardentemente. Ela não podia desconfiar os segredos que cercavam sua vida. Desde que se lembrava, Emma havia crescido apenas com o pai, já que sua mãe falecera quando era muito pequena. Apesar de não falarem sobre ela, Emma sabia que seu pai a idolatrava, e que ela era uma pessoa muito importante. Depois do rapto de seu pai e do aparecimento misterioso de um estranho garoto em sua casa, Emma começou a desvendar um mundo ao qual nunca podia imaginar que pertencesse. E agora estava nas mãos dela não só a sobrevivência de seu pai, mas também o futuro de uma espécie e o verdadeiro amor. Até onde você iria por quem mais ama?

CAPÍTULO QUATRO

Emma mal chegou em sua casa, estirou-se na cama e dormiu, exausta. Diferente do que esperava, seu sono foi conturbado: cheio de pesadelos, que ela, por mais que se esforçasse, não conseguia tirar da cabeça.
“Ela corria por entre galhos de árvores caídas, e o estalar das folhas secas pelo gelo do inverno era o único som que ela podia ouvir. Alguns segundos antes ela estava sendo perseguida, por alguma coisa que ela ainda não sabia como nomear. Seu peito doía pelo esforço, e sua respiração entrecortada dificultava sua corrida. A velocidade de seus pés diminuía a cada passo dado, e ela já não aguentava mais o peso de seu próprio corpo. Os espinhos arranhavam suas pernas, e as feridas começavam a latejar, a arder. Tudo que queria era sentar debaixo da sombra de uma daquelas árvores, e esperar por ele, pois, de alguma forma, ela sabia que ele viria. Ela podia senti-lo perto, podia sentir seu cheiro e ver seu olhar preocupado enquanto adentrava a floresta atrás dela. Ao simples pensamento do garoto que ela amava vindo ao seu encontro, um sorriso inconveniente surgiu em seus lábios, fazendo sua mente viajar pra aldeia mais próxima, onde ele vivia. Ela permitiu-se, por um momento breve, sonhar com os braços dele envolvendo-a, com os lábios dele tocando os seus, e seu abraço a protegendo de todos os perigos. Mas logo percebeu que ela não tinha tempo pra pensar nisso: com uma rápida olhada para trás, percebeu que seus perseguidores tinham voltado a achá-la. O pânico mais uma vez dominou-a, e ela obrigou suas pernas a correrem num ritmo frenético novamente. Apesar de tentar, eles agora estavam mais ligeiros que ela, e, por mais que se apressasse, sabia que logo aquelas criaturas iriam alcançá-la. Foi num instante de distração, pelo medo, pelo receio de ser pega, que ela tropeçou na pedra à sua frente, e foi ao chão. Era o imprevisto que os bandidos estavam esperando: a garota ouviu seus passos ficarem mais rápidos e contínuos, enquanto o som rústico de suas vozes urravam de maneira incompreensível. A angústia tomou conta dela, e todo o seu corpo estremeceu ao imaginar como eles iriam tratá-la. Quando finalmente conseguiu levantar-se, já era tarde demais. As criaturas estavam bem na sua frente, paradas, imóveis e imensas, causando espanto com a simples presença. Eles esticaram os braços prontos a agarrá-la, e os olhos da garota fecharam-se quase que instintivamente com o gesto dos demônios. Foi então que ela ouviu um murmúrio alto, um grito agudo quase como um estrondo, e, em seguida, um baque surdo. Abriu os olhos, então, e não conseguiu acreditar no que via. Ele estava ali. Lindo e corajoso. Lindo e sempre seu. Era ele, ele que a garota sabia desde o início que viria. Ele que nunca a abandonara. Ele que ela amava. Era o seu homem. O seu anjo...”
- Isaac – ela sussurrou, e logo depois abriu os olhos.
A primeira coisa que viu foi o rosto do garoto que estava dormindo na cadeira ao lado de sua cama. Reparando bem agora, quieto daquele jeito, ele não parecia estranho para Emma. Alguma coisa nos traços bem feitos de seu rosto, ou nos cabelos desgrenhados caindo aos maços em sua fronte, era familiar para ela de algum lugar. Um lugar onde, apesar de nunca ter estado antes, desde que se lembrara, a atormentava todas as noites quando ela pegava no sono. Um lugar secreto, feito só para quem acreditava; e ela, querendo ou não, era uma dessas pessoas. Ao lembrar de onde conhecia aquele garoto, Emma parou de respirar por um milésimo de segundo. Não, não podia ser. Aquilo não era real. Nada daquilo era verdade. Ela ainda estava em sua cama, coberta com o seu edredom, dormindo o seu sono. E ela precisava convencer a si mesma de que tudo que estava pensando não passava de um sonho. Inclusive o que sentia quando chegava perto dele.

[PROJETO] Eterno - Patrini Viero

28 agosto 2014

Hey, pessoas!

Mais um dia de projeto, e espero que vocês estejam curtindo tanto quanto eu ;) Hoje conhecerão o terceiro capítulo da história de Emma. Todos prontos para embarcar?!

SINOPSE: Emma Banks não passava de uma garota normal de 16 anos. Ia à escola, tinha amigos, e um pai amoroso que se dedicava a ela ardentemente. Ela não podia desconfiar os segredos que cercavam sua vida. Desde que se lembrava, Emma havia crescido apenas com o pai, já que sua mãe falecera quando era muito pequena. Apesar de não falarem sobre ela, Emma sabia que seu pai a idolatrava, e que ela era uma pessoa muito importante. Depois do rapto de seu pai e do aparecimento misterioso de um estranho garoto em sua casa, Emma começou a desvendar um mundo ao qual nunca podia imaginar que pertencesse. E agora estava nas mãos dela não só a sobrevivência de seu pai, mas também o futuro de uma espécie e o verdadeiro amor. Até onde você iria por quem mais ama?

ETERNO - CAPÍTULO TRÊS

Por um instante, Isaac ficou confuso, sem saber qual reação devia ter. Se ele corresse atrás dela, só ia dar ainda mais razão pra ela descontar nele sua raiva contra tudo que estava acontecendo, e se não ficasse ali parado, então a probabilidade de ela cometer alguma loucura seria imensa. Por via das dúvidas, ele decidiu segui-la. 
Emma entrou em seu quarto, mas não se deteve por muito tempo ali. Pegou um casaco, por mais que não estivesse frio, talvez apenas por costume, e logo depois bateu a porta da sala e saiu pra rua. Isaac não queria que ela o visse, por isso teve o cuidado de ficar a certa distância da menina, mas sem deixar de avistá-la. 
Ela seguia a passos decididos pra uma casa no fim da rua, e Isaac não sabia o que iria encontrar lá. Na verdade, isso o assustava. Tudo isso. O fato de ter saído do conforto do seu mundo, um lugar seguro para ele e seus irmãos, o assustava. O trágico destino de seu povo se ele não conseguisse proteger aquela garota o assustava. A guerra que aguardava sua gente o assustava. O que eles não tinham certeza de que viria ainda o assustava. Mas, o assustava mais ainda, o sentido aguçado dentro dele sempre que estava na presença dela, que o fazia acreditar que ela não era, e jamais havia sido, apenas uma desconhecida para ele.
Emma não sabia exatamente o que estava fazendo parada ali naquela varanda velha, de paredes gastas, que parecia desabar a qualquer momento. Foi a única solução que pareceu plausível e possível naquele instante, naquela situação. Com certeza Nora saberia o que fazer. Ela havia ajudado seu pai a cria-la depois que sua mãe havia falecido. Nora sempre soubera o quê e quando dizer, não seria agora, que sua garotinha precisava tanto dela, que iria falhar. 
Emma tinha certeza absoluta de que estava fazendo a coisa certa ao sair de casa, mas ao colocar os pés na varanda da casa da babá já não sabia de mais nada. Se fosse mesmo perigoso, então ela não queria envolver Nora nisso, não queria correr o risco de perder duas pessoas queridas, ela não suportaria isso. Já estava se virando pra ir embora novamente quando o rosto enrugado e gentil da mulher que sempre a acolhera e consolara tão bem apareceu na janela. Emma sorriu, praguejando baixinho enquanto Nora se dirigia a porta para deixa-la entrar. 
Ao vê-la, o coração de Emma se franziu de dor e alívio ao mesmo tempo, sensações contrárias que vinham ocupando espaços iguais no pensamento da garota durante aqueles dias terríveis. Ela nem tentou resistir ao ímpeto de se jogar nos braços abertos e aconchegantes de Nora, que parecia já saber o que estava acontecendo sem nem mesmo Emma proferir uma palavra. Assim, segura nos braços da babá, sentindo o cheiro floral e adocicado demais de seu xale, Emma se sentiu à vontade para desabafar. E foi por isso que ela chorou.
A essas alturas, Isaac já não sabia se invadia a residência da velha, ou se continuava esperando Emma sair lá de dentro. Alguma coisa dentro dele dizia que ele devia estar com ela naquele momento, mas o outro lado, mais forte talvez, sabia que ela precisava de um tempo sozinha pra digerir toda a situação. Foi por isso que ele fechou mais o casaco, deixando o ar cortante e gélido do lado de fora, e ficou ali, escondido na escuridão do poste queimado, aguardando a volta daquela que, por algum motivo que ele ainda não sabia, sentia que precisava proteger.
Nora trouxe chá de cidreira, aquele que, desde pequena, Emma ouvia que “curava tudo”. Apesar de não acreditar naquelas palavras, diante de tudo o que estava acontecendo era bom ouvir algo familiar. E não havia nada mais familiar do que aquele olhar que Nora estava lançando em sua direção. Ela aguardava pacientemente a hora exata em que a garota ia decidir contar tudo o que estava acontecendo, e a simples presença dela fazia tudo parecer mais fácil aos olhos de Emma.
- E então, querida, quando pretende me contar o que a trouxe até aqui? – apesar de tentar parecer calma, Nora deixava a ansiedade transparecer em sua voz – Não que não seja bem-vinda aqui, pequena, mas eu sinto que está acontecendo algo, e pra eu conseguir te ajudar, você precisa me contar.
- Eu sei, Nora, mas é difícil, as coisas não são tão simples, e eu estou completamente confusa... – eu não conseguia raciocinar direito, meus pensamentos corriam soltos, e eu não tinha controle para organizar minhas ideias.
- Querida, você sabe que pode me contar qualquer coisa, sempre tivemos essa confiança uma na outra, se eu puder fazer algo por você, não pensarei duas vezes e...
Nora parou de falar, por ter percebido que eu balançava a cabeça compulsivamente.
- Bem, Nora, é o seguinte: meu pai sumiu, a casa está uma bagunça, e eu simplesmente acordei numa bela manhã com um estranho invasor deitado ao meu lado. Nem sequer sei de onde ele veio, e ele me contou uma história doida sobre meu pai ter o mandado para me proteger, disse que eu precisava confiar nele, mas como eu posso fazer isso, Nora? Eu não sei mais o que pensar. Eu só queria dormir, abrir os olhos no outro dia e perceber que toda essa confusão não passou de um sonho ruim, que meu pais está de volta, que nunca mais vai me deixar, que a minha vida voltou ao normal e que eu posso ser feliz de novo, levar meus dias como uma garota normal, e ter dúvidas apenas sobre a roupa que eu vou usar no baile de formatura, e não com relação a quem eu sou de verdade.
Então, eu desabei de novo. Nora estava ali, e eu sabia que podia desabafar com ela, sabia que ela me entenderia, ela sempre entendeu. Ela me abraçou e me fez sentir confortável, por um milésimo de segundos eu consegui esquecer de todos os problemas e sentir realmente o carinho maternal que ela me passava. No momento em que nos afastamos, a realidade caiu sobre mim como uma tempestade furiosa, sem dó, sem compaixão, e minha paz se foi novamente. Pude ver lágrimas nos olhos de minha babá, e me pareceu que uma sombra de medo transpassou sua visão, sempre tão firme e delicada ao mesmo tempo.
Isaac esperou pacientemente Emma chegar até ele, na mesma posição em que permaneceu por horas. Apesar de sua vontade mandá-lo correr, gritar com ela por ter demorado, por não ter dito onde iria quando saiu de perto dele, apesar de ele querer apertá-la forte pra ter certeza que estava tudo bem, aguentou firme sua compulsão, e apenas seguiu ao lado dela no momento em que passou por ele, com passos decididos até a casa de onde haviam saído no início da tarde. Alguma coisa dizia a ele que Emma estava melhor agora, mais leve, e, inconscientemente, ele agradecia aquela mulher por isso: por tê-la feito se acalmar, por tê-la deixado mais confiante. Mas no fundo de sua mente ele sabia que quem devia assumir esse papel era ele próprio, e o medo de jamais conseguir transmitir a força que ela precisava era constante dentro do garoto.

[PROJETO] Eterno - Patrini Viero

18 agosto 2014

Hey, pessoas!

Hoje é dia de projeto aqui no blog, e eu vou apresentar para vocês mais um capítulo da minha história. Vamos conferir?!

SINOPSE: Emma Banks não passava de uma garota normal de 16 anos. Ia à escola, tinha amigos, e um pai amoroso que se dedicava a ela ardentemente. Ela não podia desconfiar os segredos que cercavam sua vida. Desde que se lembrava, Emma havia crescido apenas com o pai, já que sua mãe falecera quando era muito pequena. Apesar de não falarem sobre ela, Emma sabia que seu pai a idolatrava, e que ela era uma pessoa muito importante. Depois do rapto de seu pai e do aparecimento misterioso de um estranho garoto em sua casa, Emma começou a desvendar um mundo ao qual nunca podia imaginar que pertencesse. E agora estava nas mãos dela não só a sobrevivência de seu pai, mas também o futuro de uma espécie e o verdadeiro amor. Até onde você iria por quem mais ama?

ETERNO - CAPÍTULO DOIS

Quando Emma voltou a abrir os olhos, aquilo tudo que ela tinha vivido noite passada estava em sua lembrança como um pesadelo ruim que havia ido embora quando o sol nasceu. Mas ao perceber que seu quarto continuava desarrumado, e seu travesseiro encharcado por suas lágrimas, ela se deu conta de que havia sido bem real. Imersa em pensamentos, não notou quando sua janela se abriu de soco e um vulto passou por entre as duas folhas dela. Só voltou a si quando sentiu uma respiração ao pé do ouvido esquerdo, causando arrepios na sua espinha. 
Ao virar-se, ela viu que seu pesadelo iria continuar: não fazia a menor ideia de quem era aquele parado ao seu lado na cama. O cabelo loiro caía, tapando um de seus olhos muito verdes, parecidos com a árvore do seu quintal na primavera. As mãos grandes e calejadas estavam em seu queixo, sustentado o maxilar de traços másculos. A pele bronzeada dava a impressão de quem passara muito tempo exposto ao sol. A boca de lábios úmidos se encontrava entreaberta, deixando entrever os dentes brancos e reluzentes. A camisa aberta até o peito, estava ligeiramente desgastada, combinando com a calça jeans desbotada e surrada pelo tempo. Quando a viu acordada, ele pareceu ter se assustado mais do que ela mesma, seus olhos ficaram maiores, e ela poderia jurar que o havia visto vacilar por um breve momento, tão pouco duradouro que nem dava pra ter certeza se foi sua imaginação ou ele tinha mesmo ameaçado ir embora.
Ao se dar conta de que estava deitada ao lado de um estranho, que tinha invadido sua casa e parado ali, bem ao seu lado, sem permissão alguma, ela rapidamente pulou da cama e se pôs de pé, de braços postos de uma maneira exageradamente autoritária na cintura, esperando uma resposta, que aquele garoto não parecia nem um pouco inclinado a dar.
- E então, quando vou saber quem é você e o que está fazendo aqui? – ela tentou parecer brava, escondendo seus tremores internos ao máximo.
- Quem sou eu não faz diferença – ele respondeu, ríspido, como que encerrando o assunto.
Ao ver o olhar de pasmo da garota, que, revoltada, se preparava para um sermão sobre bons modos e invasão de privacidade, ele tentou remendar:
- Eu vim te proteger, e é só disso que você precisa: confiar em mim.
- Eu não vou confiar em você, meu pai sumiu e a não ser que você possa me levar até ele, peço que vá embora agora, antes que eu seja obrigada a tirá-lo daqui à força! – ela parecia mais irada do que ele havia previsto.
- Ele me disse que não seria fácil te convencer, mas não pensei que estava falando tão a sério.
- Quem te disse? Porque te mandou aqui? Porque eu? Onde está meu pai? – as dúvidas pairavam sobre sua cabeça, e de repente ela não conseguiu mais controlar: as deixou sair em uma torrente desesperada, até que foi vencida pela vontade ainda mais incontrolável de se desmanchar em prantos, e desabou na cama.
O garoto se aproximou dela, mas Emma se esquivou de seu toque. Tudo que ela precisava agora era ficar sozinha, para tentar encontrar uma maneira de chegar até seu pai. Esfregou seus olhos cansados, sentindo-os latejar com o seu toque, e saiu do quarto de uma maneira tão ágil que nem mesmo o olhar preocupado do garoto poderia acompanhar.

[PROJETO] Eterno - Patrini Viero

01 agosto 2014

Hey, pessoas!

Hoje é dia de projeto do Livros Viajantes \0/ 

Todos prontos para conhecer o primeiro capítulo da história de Emma?

SINOPSE: Emma Banks não passava de uma garota normal de 16 anos. Ia à escola, tinha amigos, e um pai amoroso que se dedicava a ela ardentemente. Ela não podia desconfiar os segredos que cercavam sua vida. Desde que se lembrava, Emma havia crescido apenas com o pai, já que sua mãe falecera quando era muito pequena. Apesar de não falarem sobre ela, Emma sabia que seu pai a idolatrava, e que ela era uma pessoa muito importante. Depois do rapto de seu pai e do aparecimento misterioso de um estranho garoto em sua casa, Emma começou a desvendar um mundo ao qual nunca podia imaginar que pertencesse. E agora estava nas mãos dela não só a sobrevivência de seu pai, mas também o futuro de uma espécie e o verdadeiro amor. Até onde você iria por quem mais ama?

ETERNO - CAPÍTULO UM 

Emma Banks nem desconfiava do que havia se passado ao despedir-se de sua amiga Vick para voltar para casa. Ela era o tipo de adolescente comum em Winstow, sua cidade, naquela época: cabelos louros caindo em cachos indomados até os ombros, olhos azuis que podiam muito facilmente serem comparados ao céu acima de sua cabeça naquela manhã colorida de primavera, nariz arrebitado que combinava maravilhosamente com sua boca bem delineada pelo batom rosa que levava, bochechas avermelhadas pelo calor da caminhada, mãos pequenas e delicadas, pés ágeis e cintura fina, os traços suaves do maxilar se sobressaindo em seu rosto de boneca. No vestido floral que sua mãe lhe dera no seu aniversário, pouco antes de falecer, seu pouco busto e seus braços roliços, mas magricelos, eram acentuados de uma forma que chamava a atenção dos homens que passavam por ela. Carregava o livro entre as mãos cruzadas e ia absorta em pensamentos com o fone de ouvido tocando sua música predileta. 
Tudo parecia normal para ela: os passarinhos continuavam voando acima das árvores da praça central, a fonte ainda jorrava sua água intensamente clara, o sol ainda beijava sua pele branca, os semáforos continuavam dando as leis no trânsito, ela ainda precisou olhar duas vezes para cada lado da rua antes de atravessar, e o porteiro de seu prédio ainda sorriu em forma de cumprimento quando ela passou. 
Mas a normalidade ficara longe de sua casa naquele dia. Ao abrir a porta da frente, gritou chamando por seu pai, e como não ouviu resposta, virou-se e... ficou estática. Ao olhar para as almofadas rasgadas do sofá destroçado, a estante dos livros tão sagrados caída junto a televisão aos cacos no centro da sala de estar, papéis por todo lado, retirados de todas as gavetas, de todos os armários, a mesinha de madeira marrom quebrada em dois pedaços, as fotos no chão, o espelho rachado no qual tantas vezes ela se mirara, a luz ainda acesa e a cadeira ainda com as cordas amarradas em seu torno ela não conseguiu se mover. Sua cabeça girava e seu corpo tremia, sem que ela pudesse controlá-lo. 
A paralisia só cessou quando ela se deu conta do que realmente podia ter acontecido com seu pai. Então ela correu até a cozinha, e percebeu que a bagunça estava por toda parte. No quarto, ela viu seus cobertores no chão, os criados-mudos virados e os armários escancarados. O quarto de seu pai parecia qualquer um de uma cena de horror: as roupas reviradas no chão, o armário completamente destruído, e os livros, ah os livros, rasgados, aniquilados, por mãos que não sabiam o quanto valiam. Ela voltou para a sala e tentou conter o choro que descia em torrente sobre seu rosto. O susto aumentou ao perceber as manchas escuras de sangue seco sobre o tapete, e ela temeu por seu pai, e odiou-se por não estar ali naquela hora. 
Emma correu para a rua, bateu nas portas de todas as casas da vizinhança com a esperança ainda acesa de encontrar o homem que a criara, mas antes mesmo de dobrar a esquina, já tinha a terrível certeza de que não iria achá-lo. Ela então correu ainda mais, subiu a rua acima da sua e foi para o único lugar do mundo onde se sentia segura, além de sua casa: o lago. Ficou lá por muito tempo, mas a paisagem agora eram apenas borrões incompreensíveis, por culpa das lágrimas que lhe afloravam aos olhos. O brilho da lua refletindo na superfície da água já não tinha a mesma beleza, e ela se viu perdida, sozinha num mundo que ainda não estava pronta para encarar. Sem ter mais o que fazer, voltou a passos lentos e ainda incertos para casa, e depois de horas de choro compulsivo e incessante, finalmente conseguiu dormir, esgotada pelo cansaço.

Espero os comentários sobre o que acharam. Até a próxima postagem!

Beijos ❤

[PROJETO] Eterno - Patrini Viero

25 julho 2014

Hey, pessoas!

Hoje é dia do Escritor! Parabéns para todos aqueles que se arriscam nas palavras, assim como eu. Para comemorar esse dia, resolvi compartilhar com vocês meu projeto pessoal: o livro Eterno. Apesar de estar apenas no começo, eu adoraria saber a opinião de vocês sobre ele, e as dicas que teriam para me ajudar a melhorá-lo, e vi uma oportunidade no dia de hoje.

SINOPSE: Emma Banks não passava de uma garota normal de 16 anos. Ia à escola, tinha amigos, e um pai amoroso que se dedicava a ela ardentemente. Ela não podia desconfiar os segredos que cercavam sua vida. Desde que se lembrava, Emma havia crescido apenas com o pai, já que sua mãe falecera quando era muito pequena. Apesar de não falarem sobre ela, Emma sabia que seu pai a idolatrava, e que ela era uma pessoa muito importante. Depois do rapto de seu pai e do aparecimento misterioso de um estranho garoto em sua casa, Emma começou a desvendar um mundo ao qual nunca podia imaginar que pertencesse. E agora estava nas mãos dela não só a sobrevivência de seu pai, mas também o futuro de uma espécie e o verdadeiro amor. Até onde você iria por quem mais ama?

Aceito todo tipo de comentários, viu? Pra começar, divulgarei o Prólogo para vocês, na torcida para que gostem!

ETERNO - PRÓLOGO (PRIMEIRA PARTE)

Ele tentava desesperadamente segurar a porta, para que não se abrisse, enquanto o suor frio escorria pela sua testa. A força de fora com certeza era maior, mas agora ele tinha um motivo para continuar vivo. Os gritos assustadores já não o atormentavam mais, e no momento em que a porta se escancarou e ele caiu, batendo a cabeça no chão do piso gelado da sala, ele só conseguia pensar em como desejava que ela ficasse fora de casa o dia inteiro.
Erick se debatia amarrado à cadeira, enquanto os seres desumanos que se encontravam dentro da sua própria casa havia já alguns minutos vasculhavam cada canto à procura de uma coisa que, ele sabia, estava muito longe dali. Tudo o que ele queria era se levantar, e correr até a esquina da próxima rua, na casa de portas verdes, onde a sua filha fazia uma visita a colega, e levá-la para bem longe disso. Ela não precisava participar de nada, e ele tinha de protegê-la. 
Sua cabeça doía, e os cortes no rosto ardiam como se tivesse sido colocada uma brasa acesa em cima das feridas. Ele tentava não demonstrar, mas as caretas de dor que não conseguia ocultar ainda tiravam risos das criaturas à sua frente. Aqueles demônios não iriam embora antes de encontrar o que queriam, e o maior medo de Erick naquele instante era que eles não se convencessem de que não estava ali. 
Sua face virou-se em direção à cozinha, onde ele acabara de ouvir um barulho de algo quebrando, seguido de um brado de pura fúria na voz. Aquele ser voou contra ele antes mesmo que ele pudesse fechar os olhos numa tentativa fraca e vã de se proteger, e agora ele podia sentir seu cheiro podre bem perto de si. O demônio gritava alguma coisa sem parar, algo que ele fingia não ouvir: “pedra, pedra, pedra”. Era tudo que interessava a eles, e Erick daria tudo para poder entregá-la e sair de vez do caminho desses monstros, porque sabia que eles não iam parar até acabar com a sua vida e a de quem ele mais amava nessa busca desenfreada. 
Mas ele não podia. Havia feito uma promessa, em épocas passadas, a única pessoa que ele realmente considerava amigo. Essa pessoa e todo seu povo confiara nele, e ele simplesmente não podia decepcioná-los agora. Só temia por Emma. Ela não estava a par de nada disso, não saberia lidar com essa situação, e os monstros que estavam agora o arrastando pela camisa não teriam nenhum tipo de compaixão por ela.
Emma era tudo o que havia restado a ele, e ele não ia abandoná-la. Quando conseguiu abrir por um minúsculo segundo os olhos, antes que um murro lhe fizesse desmaiar, ele se viu em frente ao portal inimigo, bem no meio da sua cozinha. Antes de ficar desacordado, um som saiu praticamente inaudível de seus lábios machucados: “Emma”.

Espero que gostem, e aguardo os comentários de vocês. Até a próxima postagem.

Beijos ❤