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[RESENHA] A Garota do Cemitério (Os Impostores #1)

03 abril 2017

Hey, pessoas!

Há algum tempo, nossa parceira, a editora Valentina, nos mandou um email de um lançamento em graphic novel perguntando se os blogueiros teriam interesse em resenhar. Eu, como sou aficcionada por quadrinhos desde muito pequena, não pensei duas vezes antes de conferir a história, e eu confesso que não me decepcionei. Vamos conferir as impressões de A Garota do Cemitério?

Os Impostores
TÍTULO: A Garota do Cemitério (Os Impostores #1)
AUTOR: Charlene Harris, Christopher Golden e Don Kramer
EDITORA: Valentina
NÚMERO DE PÁGINAS: 128 páginas
SINOPSE: Ela adotou o nome Calexa Rose Dunhill, inspirada numa lápide do sombrio ambiente em que acordou, ferida e apavorada, sem qualquer lembrança de sua identidade, de quem a jogou lá para morrer ou mesmo do porquê. Fez do cemitério o seu lar, vivendo escondida numa cripta. Mas Calexa não pode se esconder dos mortos – e, quando descobre que possui a estranha capacidade de ver as almas se desprenderem de seus corpos... Então, certa noite, Calexa presencia um grupo de jovens praticando uma sinistra magia. Horrorizada, testemunha o ato insano que eles cometem. Quando o espírito da vítima abandona o corpo, ele entra em Calexa, atormentando sua mente com visões e lembranças que parecem não ser dela. Agora, Calexa deve tomar uma decisão: continuar escondida para se proteger – afinal, alguém acredita que ela está morta – ou sair das sombras para trazer justiça ao angustiado espírito que foi até ela em busca de ajuda?

    

A Garota do Cemitério é uma graphic novel que faz parte da trilogia Os Impostores, já bem famosa lá nos states. Construída a três mãos habilidosas e conhecidas do público, nesta história vamos conhecer Calexa, uma garota misteriosa, que acorda num cemitério em um certo dia, sem lembrar nada do seu passado ou de como veio parar ali. Só o que a jovem sabe é que, de alguma forma, seu alerta de sobrevivência está ligado, e é por isso que, a partir daquele momento, ela passa a viver entre as lápides do cemitério, protegendo-se do que quer que esteja tentando encontrá-la. Para sua surpresa, no entanto, depois de presenciar um ritual macabro entre amigos, Calexa descobre uma habilidade um tanto quanto incomum: ela não só consegue ver as almas das pessoas deixando seu corpo, como pode se comunicar com elas. É assim que a garota é jogada dentro de uma situação que a deixa dividida entre fazer justiça ou continuar sobrevivendo isolada e oculta nas sombras.

Gostaria de começar dizendo que esta será uma resenha um pouco menor do que as que vocês estão acostumados a ver por aqui. Em virtude da novela ser bastante curta, pretendo evitar ao máximo dar detalhes minuciosos que possam entregar qualquer parte do enredo e acabar estragando a leitura para os que, assim como eu, detestam um spoiler. O que posso dizer é que a trama da novela é tão intrigante, que eu realizei a leitura em menos de duas horas! Isso mesmo, não consegui largar o livro antes de chegar ao final, e tenho certeza que o mesmo vai acontecer com vocês.

Logo de cara, somos jogados junto com a protagonista numa situação de extremo mistério, que permanece até o final do livro. Como é o primeiro livro da trilogia, existem muitas perguntas que ficam sem resposta no decorrer da leitura, mas eu acredito que isso já seja um gancho proposital para os próximos volumes. Em todo caso, mesmo sendo um livro introdutório a esse universo, o suspense e o clima de total falta de pistas deixa o leitor tão ou mais intrigado quando Calexa sobre o que aconteceu com ela e como ela foi parar naquele cemitério. De alguma forma, durante o enredo, os autores deixam implícito algumas informações, por isso a leitura precisa não só ser dinâmica, mas também bastante atenta.

Calexa é uma personagem cheia de discrição e muito mistério em torno de si. Aliás, se eu tivesse que descrever a protagonista com uma palavra, seria exatamente essa: mistério. Tudo nela é oculto e nebuloso, até pra ela mesma. O que fica claro através de suas ações é que seu caráter, ao contrário de sua vida, é claro e sólido: ela é uma verdadeira guerreira. Não digo isso apenas pela questão de sobrevivência, mas também pela forma como ela reage aos acontecimentos da trama. Mesmo cheia de receio e medo de ser capturada por quem quer que seja, a garota dá um jeito de fazer tudo de um modo que ela considera correto, e essa insistência no justo me conquistou de primeira. Passei a não só torcer pela personagem, mas também a desejar conhecê-la melhor, ter detalhes de sua história, pra poder entender um pouco mais sobre a criatura por trás de todo essas imprecisões.

Outro ponto importante para a história é a rapidez com que tudo acontece. São muitos eventos ao mesmo tempo, o clima é bastante frenético e não te deixa muito espaço pra respirar e acompanhar todos os acontecimentos. Particularmente, isso é um fator bastante positivo da obra pra mim, sempre gostei de enredos cheios e tensos, me deixam com ainda mais vontade de ler o livro. Além disso, por incrível que pareça, os autores conseguiram fazer os eventos girarem em torno da protagonista, apesar de envolverem outros personagens, tão interessantes quanto ela, sem nunca perder o foco, que é Calexa e suas verdadeiras origens.

A diagramação feita pela editora Valentina é um detalhe à parte, que merece muito reconhecimento. Além de figuras cheias de vida e cor, os diálogos e cenas foram muito bem distribuídos e souberam ocupar o espaço das páginas de forma extremamente contundente, o que, dentro de um gênero como graphic novel, é de importância gigante. A fonte escolhida foi pensada com cuidado, isso fica claro, e auxilia na hora da leitura. A textura do papel e as cores são outro ponto forte da edição e que nenhum leitor mais atento vai deixar passar em branco.

Finalizo essa resenha recomendando a todos o livro, tenho certeza que vocês vão se envolver com a história de Calexa tanto quanto eu e vão ficar doidos procurando pistas em todos os lugares possíveis. Abaixo vocês podem conferir algumas fotos da edição, só pra dar um gostinho a mais em quem ainda não tem seu exemplar:





Espero que tenham curtido a resenha, e se já conhecem o livro me contem suas impressões nos comentários também! Até a próxima postagem! 😚😚

[DIVULGAÇÃO] Valentina + Amazon

23 março 2017

Hey, pessoas!

A novidade de hoje é bem bombástica! Entre os dias 25 e 26 deste mês, a editora Valentina e a Amazon estarão com uma parceria que provavelmente vai abalar as estruturas pra quem curte ler e-books. Todos os títulos da editora Valentina, nossa parceira, estarão com 50% de desconto! Isso mesmo, 50% DE DESCONTO!


Aqui embaixo vocês encontram os links dos primeiros livros que aparecem em cada imagem (e a partir deles podem encontrar todos os outros) e aí podem escolher todos os seus desejados!














Se vocês precisarem de uma forcinha pra se decidir pelos títulos (caso não queiram levar todos, porque tá valendo a pena), clicando aqui vocês podem conferir algumas resenhas que saíram no blog sobre os livros! Até a próxima postagem, galerinha! 😙😙

[DIVULGAÇÃO] Lançamento de Opala, terceiro volume da saga Lux

06 março 2017

Hey, pessoas!

A postagem de hoje vem divulgar a vocês o lançamento do terceiro volume da saga Lux, da autora Jennifer L. Armentrout, publicado aqui no Brasil pela nossa parceira editora Valentina. Para que vocês fiquem informados e não percam as datas, tudo que vocês precisarem saber está aqui embaixo, vem comigo!

A imagem pode conter: 2 pessoas, texto




Ninguém é igual ao Daemon Black. Quando ele prometeu que iria provar seus sentimentos por mim, não estava brincando. Nunca mais vou duvidar dele. E agora que conseguimos finalmente aparar nossas arestas, bem... tem rolado muita combustão espontânea. Mas nem mesmo ele pode proteger a família dos perigos de tentarem libertar aqueles que amam. Depois de tudo o que aconteceu, já não sou mais a mesma Katy. Tornei-me uma pessoa diferente... E não sei bem o que isso vai significar no final. Quanto mais nos aproximamos da verdade e nos colocamos no caminho da organização secreta responsável por torturar e testar os híbridos, mais me dou conta de que não existe limite para o que sou capaz de fazer. A morte de um ente querido continua afetando a todos, a ajuda surge do lugar mais improvável, e nossos amigos irão se tornar nossos piores inimigos, mas não podemos voltar atrás.  Mesmo que com isso estejamos arriscando destruir nosso mundo para sempre. Juntos somos fortes... e eles sabem disso. 
O livro já entrou em pré-venda e vem sendo muito aguardado por fãs e admiradores da saga de Daemon e Katy. Se precisarem de mais uma ajudinha para se decidir sobre esperar ansiosamente ou não pelo volume, a resenha do primeiro livro já saiu aqui no blog e vocês podem lê-la nesse link. Enquanto o livro não chega nas mãos dos leitores, todas informações e links importantes podem ser encontrados no website do título lá na editora Valentina, é só clicar aqui e se divertir! Até a próxima postagem! 😚😚

[RESENHA] A Cor da Coragem - Julian Kulski

29 janeiro 2017

Hey, pessoas!

O post de hoje traz para vocês as impressões de um livro cedido para resenha em parceria com a editora Valentina, um livro que me emocionou e escandalizou em muitos momentos. Conheçam A Cor da Coragem, de Julian Kulski.

A Cor Da Coragem
TÍTULO: A Cor da Coragem
AUTOR: Julian Kulski
EDITORA: Valentina
NÚMERO DE PÁGINAS: 416 páginas
SINOPSE: "Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?" Julian Kulski Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás... "Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial". - Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz

    

Como foi uma das maiores atrocidades já cometidas pela humanidade, acredito que muitos de vocês leitores já tenham tido contato, em algum momento da vida, com leituras sobre a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente sobre o nazismo e sua crueldade. A Cor da Coragem é o diário de um sobrevivente da guerra, um garoto polonês que lutou no exército de resistência polonês contra todas as barbáries alemãs em seu país. Muitos de vocês, depois dessa informação, logo lembrarão de Anne Frank, cujo relato acabou mundialmente conhecido. Porém, o livro de Julian Kulski tem um diferencial definitivo: o autor não é perseguido por sua crença ou raça, mas sim por seus ideais, pela luta que empreendeu em prol da liberdade e independência perdidas por seu povo.

O relato aqui é extremamente realista e não poupa detalhes. Dividido por ano, ele conta com perspicácia todos os eventos marcantes da vida do autor, desde o início da guerra, passando pela invasão da Polônia, pela entrada do garoto na luta pela resistência polonesa, até chegar efetivamente ao fim de tudo. Ao longo da narrativa, somos surpreendidos por cenas perversas, que nos chocam e emocionam, bem como por episódios de coragem e bravura que nos inspiram e fazem crer no ser humano um pouco mais. Todas as informações são extremamente datadas e cheias de referências, o que acaba por exigir uma leitura atenta e cuidadosa. 

O tema do livro em si é delicado e permeado por muita sensibilidade. E o autor compreende isso, transportando essas sensações para sua narração. Ao mesmo tempo, não poupa o leitor de nenhum ponto indispensável para a compreensão de seus pensamentos, ideais e ações. Somos literalmente levados a encarar a situação junto do adolescente que precisa enfrentar a guerra, as fugas, as prisões, as perdas e tudo que vem com o evento. É por conta dessa capacidade do autor de narrar de maneira tão palpável e real todos os acontecimentos deste período que o livro nos traz tantas emoções e sentimentos à tona. A realidade enfrentada por aquele povo nos comove, e é impossível ficar imune à crueldade e às injustiças que permeiam as páginas, assim como também não passa despercebido o lado guerreiro e espirituoso daquele povo, que acredita sempre em si e em seus valores.

Como o livro é narrado em primeira pessoa, temos a visão do autor sobre todo e qualquer acontecimento. Na maioria das vezes, essa visão é totalmente parcial, e conduz o julgamento do leitor, o que acaba por ser bastante comum em livros autobiográficos. Em alguns dos episódios, no entanto, essa parcialidade não acontece, e o leitor fica livre para tirar suas próprias conclusões, inclusive sobre o desfecho de pessoas e situações narradas. Acredito que esse equilíbrio tenha fortalecido a obra, por nos dar a oportunidade de conhecer não só a personalidade e o pensamento do autor perante os mais diversos episódios, como também chegarmos nós mesmos a determinados juízos de valor sobre fatos narrados.

Todo o relato é permeado por fotos reais que tem relação direta com o que está sendo contado no momento em que a imagem aparece, e muitas delas são bastante chocantes, causando arrepios e compaixão. Ao mesmo tempo, as pessoas, lugares e datas também não nos são ocultados, dando um aspecto ainda mais real ao enredo e aos relatos. As referências históricas são latentes e constantes, e muitas vezes eu precisei recorrer aos conhecimentos prévios para ter a total compreensão do que de fato estava acontecendo e em que momento. A linguagem do autor é simples, mas carregada de emoção, e isso passa para o leitor já na primeira linha. As notas do autor, bem como as informações que ele nos dá antes mesmo de iniciarmos a leitura são de fundamental importância para um entendimento inteiro do livro.

A diagramação do livro é bastante bonita e delicada ao mesmo tempo, e a editora apostou mesmo na simplicidade, dando poucos detalhes adicionais às páginas, deixando a escrita prevalecer e ganhar destaque. Acredito que essa seja sempre a melhor escolha, afinal, o que realmente interessa num livro é a história que nos está sendo contada. Não encontrei erros de revisão, e creio que eles teriam passado despercebidos por mim num livro como esse, que me prendeu do início ao fim.

A leitura de A Cor da Coragem me proporcionou momentos bastante inesquecíveis: ao mesmo tempo em que me fez chorar diversas vezes e deixou meu coração apertado e tenso, conseguiu restituir minha fé nos valores e na força de um povo unido por uma causa, cheio de garra e vontade de lutar pelo que acredita. Forte, intenso e cruelmente real, é um dos raros livros que nos marcam e que sempre acabam deixando algo deles conosco, mesmo depois que a última página já foi lida. Não conhecemos apenas o lado sádico e cheio de maldade do ser humano, mas também sua força, sua coragem, sua capacidade de se reerguer e de se compadecer daqueles que precisam de nós.

E vocês, o que pensam sobre o livro? Sentiram curiosidade? Me contem nos comentários! Até a próxima postagem! Beijos! 😗😗

[DIVULGAÇÃO] Lançamentos da Editora Valentina

25 janeiro 2017

Hey, pessoas!

O post de hoje vem apresentar pra vocês os dois próximos lançamentos da nossa parceira, editora Valentina. Vocês com certeza vão curtir, então acompanhem aqui comigo!



Título: A Garota do Cemitério – Os Impostores
Autor: Charlaine Harris, Christopher Golden
Ilustração: Don Kramer
Site
Sinopse: Ela adotou o nome Calexa Rose Dunhill, inspirada numa lápide do sombrio ambiente em que acordou, ferida e apavorada, sem qualquer lembrança de sua identidade, de quem a jogou lá para morrer ou mesmo do porquê. Fez do cemitério o seu lar, vivendo escondida numa cripta. Mas Calexa não pode se esconder dos mortos – e, quando descobre que possui a estranha capacidade de ver as almas se desprenderem de seus corpos... Então, certa noite, Calexa presencia um grupo de jovens praticando uma sinistra magia. Horrorizada, testemunha o ato insano que eles cometem. Quando o espírito da vítima abandona o corpo, ele entra em Calexa, atormentando sua mente com visões e lembranças que parecem não ser dela. Agora, Calexa deve tomar uma decisão: continuar escondida para se proteger – afinal, alguém acredita que ela está morta – ou sair das sombras para trazer justiça ao angustiado espírito que foi até ela em busca de ajuda?

Sobre os autores:

Charlaine Harris, autora número 1 da lista de best-sellers do New York Times, publica romances nos gêneros mistério e fantasia há mais de trinta anos. A famosa série da HBO, True Blood, é baseada nos livros de Sookie Stackhouse. O sucesso de ambos fez dela uma das palestrantes mais requisitadas em convenções como a Comic-Con International, à qual foi convidada em 2010. Charlaine vive no sul dos EUA, onde sempre morou. Visite CharlaineHarris.com.

Christopher Golden é autor dos romances de Peter Octavian, best-sellers do New York Times, e da série juvenil de suspense Body of Evidence. Em colaboração com Mike Mignola, ele também escreveu dois romances ilustrados, incluindo Baltimore, or, The Steadfast Tin Soldier and the Vampire, que deu origem à série em quadrinhos Baltimore, finalista do Eisner Award. Golden nasceu e foi criado em Massachusetts, onde ainda vive com a família. Visite ChristopherGolden.com.

Don Kramer foi o responsável pela arte e as capas de inúmeros projetos na Marvel e na DC Comics, incluindo os quadrinhos mensais JSA e Detective Comics, protagonizados pelo Batman. Kramer também ilustrou a graphic novel Wonder Woman: Odyssey, que foi best-seller do New York Times. Ele mora em Illinois com seus dois filhos, Logan e Sienna. Visite DonKramerArt.com.


Título: Ó, o Globo!
Autor: Ana Beatriz Manier
Site
Sinopse: Sou um ícone da carioquice, um amigo de infância, dizem até que já sou membro da família. Memória gustativa de 99,9% dos que no Rio de Janeiro vivem, viveram ou viverão. Sou repleto de curiosidades. Estreei por aqui no Aterro do Flamengo, fiz fama em Botafogo. Sou sessentão, mas nem pareço. Sou redondo e farelento, com muito orgulho. Sempre fresquinho, só ando de verde ou vermelho. Tem quem goste de mim bem bronzeado. A maioria me prefere salgado. O mate é meu melhor amigo, somos quase inseparáveis. Adoro praia, estou sempre no Maracanã, não importa qual time esteja em campo. É verdade o que dizem por aí, não circulo por rua pouco movimentada. Embora meus pais tenham raízes espanholas e portuguesas, sem mandioca eu nada seria. Detesto publicidade, “Pra quê?”, pergunto, “Se já sou tão querido!” Metido a iguaria, frequento festas descoladas, mas não perco as infantis, não mesmo. Tenho um parente que vive tentando me imitar, nem ligo. Sou saudável e nutritivo, pode me traçar sem culpa. Uns gostam, outros me adoram. Há até os que me idolatram, é sério (afinal, sou global). Bem, há um ianque que me detesta, lá em Nova York, tá out ele. Minha receita de sucesso? Sou feito com muito amor e carinho.

O livro é tão incrível que a editora fez duas capas lindas, combinando com os sabores dos famosos biscoitos!


Sobre o autor:

Ana Beatriz Manier nasceu em Niterói, residiu sete anos em Pelotas (RS), quando então mudou-se para a serra fluminense. Formada em Administração e Letras, especializou-se em língua inglesa, literaturas de língua portuguesa e tradução, trabalhando desde 2001 como tradutora literária.

Em 2011, decidiu também se tornar escritora. Publicou o livro infantil Astrobeijo (Ed. Cubzac), além de contos e crônicas no blog Autores S/A e na Revista Samizdat, e participou das antologias Poesia.com (Ed. Multifoco) e Contos mínimos (Ed. Penalux). Em 2014, começou o trabalho de biografias de marcas e produtos. Atualmente, divide a vida profissional entre as cidades de Nova Friburgo e Rio de Janeiro. 

Elogios e Citações:

“Já perdi a conta do número de vezes em que o Biscoito Globo me salvou a vida no passado. Na rua, às pressas, entre um compromisso e outro de trabalho e sem tempo para almoçar, era só esticar o braço e aparecia um providencial vendedor – para me dar prazer e mitigar a fome. O incrível do Biscoito Globo é que ele não é gostoso só quando você está com fome. Acho que ele iria bem até no meio de uma feijoada. A outra coisa importante para mim é que, quando volto de alguma viagem – e os que me conhecem sabem que não gosto de sair do Rio –, a melhor maneira de constatar que estou de novo em casa é quando vejo à venda um saco do Biscoito Globo.” - Ruy Castro

E aí, curtiram? Eu achei os dois incrivelmente interessantes e espero poder conferi-los em breve! Me contem suas impressões nos comentários. Beijos! 😘😘

[RESENHA] Pensei Que Fosse Verdade - Huntley Fitzpatrick

05 dezembro 2016

Hey, pessoas!

A postagem de hoje traz para vocês a resenha do livro Pensei Que Fosse Verdade, de Huntley Fitzpatrick, publicado pela editora Valentina aqui no Brasil. Se vocês acompanham o blog, sabem que essa resenha faz parte da leitura coletiva organizada pela editora Valentina do livro, e, sim, ela já devia ter sido postada há algum tempo, então peço desculpas a vocês e à editora, ok? Agora sem mais delongas, vamos lá!

Pensei que Fosse Verdade

TÍTULO: Pensei que Fosse Verdade
AUTOR: Huntley Fitzpatrick
EDITORA: Valentina
NÚMERO DE PÁGINAS: 336 páginas
COMPRAR
SINOPSE:
Gwen Castle nunca quis tanto dizer adeus à sua ilha natal quanto agora: o verão em que o Maior Erro da Sua Vida, Cassidy Somers, aceita um emprego lá como faz-tudo. Ele é um garoto rico da cidade grande, e ela é filha de uma faxineira que trabalha para os veranistas da ilha. Gwen tem medo de que esse também venha a ser o seu destino, mas, justamente quando parece que ela nunca vai conseguir escapar do que aconteceu – ou da ilha –, o passado explode no presente, redefinindo os limites de sua vida. Emoções correm soltas e histórias secretas se desenrolam, enquanto Gwen passa um lindo e agitado verão lutando para conciliar o que pensou que fosse verdade – sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama, e até ela mesma – com o que de fato é.

    

Gwen Castle é uma garota normal que vive com sua família na ilha de Seashell. Toda sua vida gira em torno do lugar: seu irmão mora ali, e ele precisa tanto ou mais dela do que sua mãe; seu pai toca uma sorveteria na cidade e seu primo Nic, que ela ama com todas as forças, também vive ali, isso sem falar na sua melhor amiga Viv. Um porém, no entanto, existe, como sempre: Gwen quer sair dali o mais rápido possível. Um segredo do passado ainda a assombra, e depois que Cassidy Somers, mais conhecido como seu pior erro, consegue um emprego como faz-tudo da ilha durante o verão, o sumiço parece a solução mais viável. O que Gwen não imaginava é que havia ainda muitas aventuras reservadas para ela naquele lugar paradisíaco, e aquele verão era a prova disso, e que isso mudaria o rumo de tudo que ela aceitava como verdade e do modo com ela olhava para si mesma.

Pensei que Fosse Verdade é um livro incrível pela sua simplicidade. Não existe uma trama extremamente complexa aqui, mas sim uma narrativa sobre relações humanas e tudo que elas acabam trazendo consigo. E não há nada melhor do que isso por dois motivos principais: primeiro, isso dá mais veracidade à história, faz com que ela se torne mais real para os leitores, o que se liga diretamente ao segundo ponto positivo da trama, que é conquistar o leitor exatamente com aquelas questões que ele conhece, com situações que ele pode muito bem ter vivido ou viver no decorrer da sua própria vida. Dos dois jeitos, o envolvimento do leitor com a narrativa se torna forte, a ligação que a autora constrói entre o mundo imaginado por ela e aquele conhecido pelo público é praticamente indestrutível.

Gwen foi a personagem mais ambígua pra mim e também a que me despertou sentimentos mais contraditórios no decorrer da trama. Eu entendo que ela seja uma adolescente que esteja passando por uma crise de identidade, que tudo que ela já viveu acabe interferindo na sua personalidade e que sua família talvez não seja das mais normais, mas havia horas na história que eu sentia uma imensa vontade de socar a cara dela. E eu me explico: a Gwen é daquele tipo de pessoa que tem pena de si mesmo. Não que isso a impeça de ir além dos seus limites, acontece que esses “limites” são estipulados por ela mesma, e ela faz questão de reforça-los a cada segundo da narrativa. Como o livro é narrado por ela, a perspectiva da personagem é quem nos guia por entre as várias relações e história paralelas que se desenvolvem ali, e essa pressão constante que existe por parte da protagonista de se colocar como “coitadinha” é um pouco irritante. Mas, por mais estranho que pareça, eu me identifiquei inclusive com isso nela. Sim, porque eu já fui adolescente (e por sinal, não faz muito tempo) e também já tive essa fase de colocar os meus dramas pessoais acima de qualquer coisa, e dar a importância de uma catástrofe mundial para cada um deles. Por isso a personagem ficou contraditória pra mim: ao mesmo tempo em que eu gostaria de dar uma sacudida nela pra que ela acordasse pra vida, também sentia vontade de abraça-la e dizer que eu sei muito como é isso.

Cassidy é um verdadeiro sonho: carinhoso, extremamente gentil, bem-humorado, educado e toda essa infinidade de qualidades que as mães fazem questão de destacar nas conversas sobre genros ideais. Mas o que mais me impressiona no Cass, além da sua persistência com a Gwen (ô, menina complicada, viu?) é o modo como ele trata os outros, especialmente o irmãozinho da Gwen, Emory, que necessita de um tipo de atenção diferente das crianças consideradas normais: Cass é incrivelmente paciente com ele e tem uma maneira de se comunicar com o garoto muito particular e exclusiva deles, e é lindo ver a forma como Emory acaba se apegando a ele e ele ao Emory, ao mesmo tempo. Se eu fosse a Gwen, só isso já me conquistaria!

Por falar em Emory, o garotinho ganhou meu coração e está no topo das minhas personagens literárias favoritas. A forma com que ele encara o mundo, as pessoas, tudo que acontece ao seu redor é, sim, infantil, mas é mais que isso: é positiva, emana alegria; é mágico acompanhar o mundo pelo olhar de Emory. Isso sem comentar todas as risadas que ele me fez dar durante o livro, todas as lágrimas que eu derramei por ele e todas as situações hilárias que ele protagoniza. Emory me ensinou que, apesar de todos os cuidados que ele parece necessitar, na verdade é ele quem dá aula e nos ajuda a melhorar como pessoas, como seres humanos.

Nic e Viv são o casal perfeito da história. Conhecem-se desde pequenos, gostam um do outro, se respeitam e parecem ter sido feitos pra ficar juntos. Mas ao mesmo tempo, durante toda a história, pelo menos pra mim, uma sombra de desconfiança pairou no relacionamento dos dois. Porque nada no quesito relacionamentos é perfeito, muito pelo contrário: sempre existem dúvidas, brigas, chutadas de balde, idas e vindas, confusão; todas essas coisas são normais e acabam fazendo com que o casal amadureça seus sentimentos e suas próprias certezas e personalidades. Não é que não existem divergências entre o Nic e a Viv, mas elas são poucas, e são sempre resolvidas num piscar de olhos, e isso não me pareceu real em nenhum momento. Mas existe um porquê nisso também, e esse porquê foi a maior surpresa que eu podia ter na história. Mas sem spoilers, peoples: assim que lerem, também vão entender essa afirmação, e eu digo que ela foi a sacada mais genial da autora nesta narrativa!

A senhora E. foi outra das personagens que me conquistaram. É com ela que Gwen passa a maior parte do tempo, visto que foi contratada para cuidar e fazer companhia à senhora. Mas na verdade, ocorre o oposto: a senhora E. é uma velhinha animada, fã de romances de época daqueles bem calientes, mas acima de tudo é sábia e protetora. Ela não só toma conta de Gwen, mas a auxilia a pensar sobre várias questões que envolvem sua vida na ilha, seu relacionamento familiar, sua pseudo-relação com Cass e o rumo que ela deve seguir. A senhora E. é uma das grandes responsáveis por Gwen tomar a direção da própria vida e, aos poucos, amadurecer e evoluir.

Em termos de reviravoltas, o livro é bastante linear durante a maior parte da narrativa, que se centra no casal Gwen e Cass mas também tem outras várias histórias paralelas acontecendo ao redor dessa relação, que são tão importantes quanto os protagonistas, o que eu achei incrivelmente inteligente por parte da autora, já que torna o livro menos monótono e instiga o leitor a avançar nas páginas. Para mim pelo menos, como leitora, um simples romance não é suficiente para fundamentar uma trama inteira. Precisam existir outros elementos além desse, e aqui isso acontece, e muito, aliás. Mais para o final do livro, como era o esperado, as respostas para as questões que a trama suscita aparecem, e a grande reviravolta do enredo acontece. Confesso que a autora conseguiu me surpreender com a mudança brusca na trama, e isso foi o que eu mais curti na leitura, a capacidade da história de se renovar e me deixar surpresa.

Ao final do livro, o sentimento é um só: é fácil aprender lendo. Fitzpatrick consegue nos transmitir com essa trama muito mais do que o proposto, consegue nos arrancar muito mais do que suspiros. Com a Gwen, aprendemos que nem sempre é simples e fácil sermos nós mesmos, mas que para mudarmos é preciso antes de tudo aceitar nosso jeito, nossos defeitos, manias e imperfeições, exatamente como elas são. Com Cass, aprendemos que vale a pena insistir em quem se ama, mesmo que seja preciso provar que estamos dispostos a lutar por esse sentimento. Com Nic e Viv aprendemos que nem tudo é o que parece, e que um relacionamento realmente sólido não depende do tempo, e sim do quanto conhecemos e entendemos o outro ao nosso lado, que é preciso amadurecer juntos pra fazer tudo dar certo e que as divergências são uma etapa nessa construção. Com Emory, aprendemos a valorizar cada pequeno momento, cada simples coisa que acontece e torna nosso dia mais feliz, cada pessoa que nos faz sentir especiais. Pensei que Fosse Verdade não é apenas um romance entre dois adolescentes: é uma história simples, mas que ensina muito. Basta ao leitor vontade de aprender, e sensibilidade para ir além daquilo que as páginas trazem e reconhecer o que as entrelinhas nos dizem.

Espero que tenham curtido a resenha, e se já leram o livro me contem suas impressões nos comentários! Beijos! 😚😚

[RESENHA] Obsidiana - Jennifer L. Armentrout

24 setembro 2016

Hey, pessoas!

No mês passado, o blog recebeu da editora parceira Valentina duas cortesias lindas, e a resenha hoje é de uma delas. Vamos juntos conhecer Obsidiana, de Jennifer L. Armentrout, e nos apaixonar pelos seus personagens!

Obsidiana
TÍTULO: Obsidiana (Saga Lux #1)
AUTOR: Jennifer L. Armentrout
EDITORA: Valentina
NÚMERO DE PÁGINAS: 320 páginas
COMPRAR - SKOOB
SINOPSE: Começar de novo é um saco. Quando a gente se mudou para o interior, bem no início do último ano do colégio, eu já vinha me preparando para o sotaque caipira, o tédio, a internet lenta e um monte de chatices…Até dar de cara com o meu vizinho lindo, alto de dar tontura e com intimidantes olhos verdes. Hummm…os prognósticos estavam melhorando. Até que…ele abriu a boca. Daemon é irritante. Arrogante. Dá vontade de matar. A gente não se dá bem. Não mesmo. Mas, quando um caminhão quase me transforma em panqueca, o garoto literalmente congela o tempo com um aceno de mão e aí, bom, algo inesperado acontece. O alien gato (meu vizinho) tem poderes!!! Você me ouviu bem. ALIEN! A verdade é que ele e a irmã têm uma galáxia de inimigos que querem roubar seus poderes. O rastro que deixou em mim brilha como árvore de natal e isso não é nada bom. O único jeito de sair viva dessa é ficar colada em Daemon até a magia alienígena desaparecer. Quer dizer, isso se eu não matar o cara primeiro.


   

Katy era uma adolescente normal que, após perder o pai, muda-se com sua mãe para uma nova cidade, a fim de recomeçar a vida. À primeira vista, tudo parecia péssimo para a garota: colégio novo, casa nova, pessoas novas. Até que ela conheceu seus vizinhos, Dee, alguém que estava desesperada pela sua amizade, e Damien, capaz de fazer o que fosse preciso para mantê-la longe de sua irmã mais nova. O que Katy não podia imaginar era que seu vizinho incrivelmente irresistível e sua irmã, que se transformou na melhor amiga da garota, escondiam um segredo capaz de mudar tudo que ela conhecia. Agora, Katy estava envolvida em algo muito maior do que ela mesma, e precisava ser forte para encarar as consequências.

Obsidiana é o primeiro volume da saga Lux, e é nele que nos são apresentados esses seres misteriosos e poderosos, feito completamente de luz, vindos de uma dimensão diferente da nossa. Por ser um livro introdutório, a maior parte do livro é dedicado à contextualização da história e construção das personagens, portanto não há grandes reviravoltas no decorrer da narrativa. Apesar de ter esperado um pouco mais de ação, confesso que entendo a necessidade dessa localização e inserção do leitor no novo universo, e para esse objetivo o livro é muito mais que satisfatório.

Com relação ao tema principal do enredo, aliens são figuras que sempre me atraíram, talvez por serem um tanto quanto esquecidos na literatura contemporânea. Confesso que foi uma surpresa boa ter encontrado os alienígenas desse livro em uma situação normal e quase cômica, na maioria das vezes. Os verdinhos de Obsidiana fazem de tudo para parecer humanos, desde sua aparência até sua personalidade, e isso acaba rendendo situações hilárias.

Katy é a narradora e uma das protagonistas da histórias e foi uma personagem que me conquistou logo no início. A garota tem um temperamento forte e explosivo, mas apesar disso é bastante decidida e leal aos que ama. Depois da perda de seu pai, a ligação entre Katy e a mãe se torna o mais importante para a menina, e é bonito ver como elas duas convivem. Algumas vezes, admito, achei Kate um tanto quanto marrenta demais, como se qualquer coisa a tirasse do sério, principalmente quando temos o Daemon envolvido. Mas convenhamos, quem não é um pouco insuportável de vez em quando, não é? Esses ápices de raiva acabam deixando a personagem ainda mais real, ficando fácil para o leitor se identificar com ela de uma maneira ou outra.

Daemon é o típico galã, lindo de morrer. Mas completamente babaca. No início do livro, juro que minha vontade era entrar na história e dar uns bons tapas na cara dele pra que ele entendesse que não precisava ser grosseiro e rude do jeito que estava sendo. Mas aos poucos, as barreiras dele foram sendo ultrapassadas pela Katy e pelo sentimento que ele começou a desenvolver pela garota, e aí o Daemon fofo e protetor apareceu, e eu fiquei que nem boba suspirando, óbvio. Todos aqueles clichês de garoto dos sonhos são parte do Daemon, mas o mais legal é que ele não é apenas isso: Daemon também tem defeitos, e vários, não fazendo a mínima questão de escondê-los. Esse pode parecer um detalhe a passar despercebido se levarmos em conta o modo carinhoso como ele trata Katy, a maneira amorosa com que protege a irmã ou o sorriso maravilhoso que ele tem, além do corpo escultural, mas é uma das características que mais curti na personagem, porque torna ele mais humano, mais próximo de nós, leitores, e muito mais real do ponto de vista da veracidade.

Dee é um amor em forma de pessoa. Apesar de deslumbrante, a garota não usa toda essa beleza pra levar vantagem em nenhuma situação. Com muito poucos amigos, Dee acaba sendo um tanto quanto carente as vezes, mas é lindo ver a forma como ela valoriza a amizade da Katy e como faz de tudo pra mostrar o quanto a menina é importante pra ela. Todo mundo merecia uma amiga como a Dee! Além disso, a garota ainda é divertida, forte e segura de si, e é uma das poucas pessoas que consegue controlar o instinto irônico e sem graça do Daemon.

O romance do casal Katy e Daemon se desenvolve bastante devagar durante a narrativa, e apesar dos momentos fofos que os dois protagonizam juntos ele não é completamente assumido neste primeiro volume (mas fica bem óbvio que os dois se gostam, enfim). Eu gostei da forma como a autora construiu essa relação romântica. Ela não acontece do dia pra noite: pelo contrário, os dois personagens se odeiam profundamente no início do livro, e só conforme passam a se conhecer de verdade é que se permitem sentir algo um pelo outro (admitir já é outra história).

Existem dois motivos pra eu ter dado quatro estrelas ao livro e eu vou tentar explicar um a um deles para que vocês compreendam. O primeiro deles se relaciona à forma como a autora conduziu a abordagem dos alienígenas. Eu fiquei curiosa com a trajetória deles, com sua origem, e em muito poucos momentos do livro essa curiosidade foi saciada. Acredito que essas respostas possam vir a aparecer num próximo volume, mas as perguntas não saem da minha cabeça desde agora. Uma maior exploração desse universo Lux e até dos seus inimigos traria mais consistência ao enredo, na minha opinião.

O outro ponto se relaciona às cenas de maior clímax do livro: elas acontecem rápido demais. A maior parte da narrativa é dedicada a Katy e ao Daemon e a todas as suas discussões, até que a garota descobre a origem de seus vizinhos. Depois disso, tudo se desenrola muito rapidamente, e o grande conflito do livro leva menos de duas páginas para acabar. Confesso que fiquei um tanto quanto decepcionada com isso, porque realmente esperava maiores detalhes e espaço para ele. Claro que a alta velocidade com que os acontecimentos passam deixa o leitor sem fôlego, lendo desesperadamente pra ver onde aquilo tudo vai dar, mas quando o desfecho chega ele é previsível e simples demais, e isso acaba frustrando as expectativas que a história cria.

Independente disso, foi uma leitura extremamente prazerosa. Os conflitos entre a Katy e o Daemon dão um tom de descontração no enredo, e a presença da Dee torna tudo doce e incrivelmente meigo. O romance acontece de uma forma leve e lenta, e as pequenas demonstrações de amor entre o casal que permeiam as páginas fazem-nos suspirar enquanto lemos e torcer muito pelos dois. A autora conseguiu desenvolver uma história emocionante, e ao mesmo tempo divertida, tensa e bem estruturada. Estou curiosa para saber o que ela vai aprontar no segundo volume, mas tenho certeza que será incrível do mesmo jeito que aconteceu com o primeiro!

Até a próxima postagem! Beijos!

[DIVULGAÇÃO] Lançamento A Cor da Coragem, de Julian Kulski

12 agosto 2016

Hey, pessoas!

O post de hoje é rápido, mas muito importante! Nele vocês vão encontrar todas as informações sobre o próximo lançamento da nossa parceira, editora Valentina: A Cor da Coragem, um relato emocionante sobre a Segunda Guerra Mundial feito pelo menino Julian Kulski.

A Cor Da Coragem tem tudo para se tornar um clássico como O Diário de Anne Frank, A Lista de Schindler e O Menino do Pijama Listrado. Uma obra inesquecível, um novo marco na historiografia sobre o nazismo e o holocausto, um raro e fascinante mergulho na Segunda Guerra Mundial pelo olhar de um menino soldado.



Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás...

“Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial”.
- Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz

“Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?” (Julian Kulski)

Sobre o Autor: Julian E. Kulski, nascido em 1929, em Varsóvia, Polônia, é descendente de um rabino-chefe de Varsóvia no século XIX, Dov Beer Meisels, e de um rei da Polônia no século XVIII, Stanislaw Leszczynski. Depois da guerra, Kulski estudou arquitetura na Inglaterra e nos Estados Unidos, bacharelando-se em 1953 e concluindo seu mestrado em 1955 pela Universidade de Yale, e vindo a concluir o PhD em planejamento urbano em 1966, pelo Instituto de Tecnologia de Varsóvia Membro do comitê diretor da Fundação Kosciuszko, Kulski recebeu várias condecorações do governo polonês, entre elas a prestigiosa Cruz do Heroísmo, a Cruz de Comandante com Estrela da Ordem do Mérito, a Cruz de Prata do Mérito com Espadas, a Cruz do Exército Nacional, a Medalha do Exército Polonês (quatro vezes) e a Cruz do Levante de Varsóvia. Kulski vive com a esposa em Washington, D.C. 

Extras: Com Extras Digitais inéditos – filmes que o leitor poderá assistir escaneando um código QR ou simplesmente digitando uma URL – e repleto de centenas de fotos impressionantes e mapas, o livro apresenta, no final, uma lista com sugestões de temas a serem discutidos sobre a obra, seja em sala de aula, com seus amigos ou em família.

Ficou interessado e quer saber como adquirir já esse livro incrível que vai te despertar emoções incontroláveis? É só clicar em qualquer um dos links aqui embaixo e já garantir o seu exemplar!


Como sou fascinada por livros com este tema, já estou mais do que ansiosa para ler este título, e prometo que assim que o fizer volto e conto todas as minhas impressões a vocês! Não esqueçam de vir me contar o que acharam também!

Beijos!

[RESENHA] Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi - Joachim Meyerhoff

11 agosto 2016

Hey, pessoas!

Como todos que acompanham o blog já sabem, agora somos parceiros da editora Valentina, com muito orgulho e honra, e neste primeiro mês de parceria recebemos dois livros. Na postagem de hoje, vou apresentar a vocês Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi, do autor Joachim Meyerhoff, um livro que me surpreendeu de várias maneira. Vamos lá?

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi

TÍTULO: Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi
AUTOR: Joachim Meyerhoff
EDITORA: Valentina
NÚMERO DE PÁGINAS: 352 páginas
SKOOB - SUBMARINO - SARAIVA
SINOPSE:
Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade - e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos. Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica - e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

    

"A loucura está do lado de dentro ou de fora?"

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi é narrado pelo filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e adolescentes chamado Hesterberg. Por morar dentro dos muros da instituição, não existe outra realidade conhecida na vida do nosso pequeno protagonista, e por isso toda a história contada no decorrer do livro se passa nesse cenário. Isso por si só já torna o livro um tanto quanto curioso. É impossível não ficar curioso em conhecer a vida de uma criança que precisa crescer em meio a uma confusão de pacientes, dramas familiares e travessuras.

Desde o início do livro, somos apresentados a família do protagonista, composta por ele, seus dois irmãos mais velhos, uma cachorrinha, sua mãe e seu pai. O mais interessante aqui foi a forma inusitada como a família se relacionava com o ambiente que os cercava. Todos eles eram diferentes entre si, e estas personalidade acabavam influenciando sua proximidade ou afastamento daquele cenário. Um aspecto importante muito bem trabalhado pelo autor aqui é a realidade incomum que emana dessa família, por mais tradicional que ela pareça. Rotina é uma palavra que você pode riscar desde já do dia-a-dia destes membros familiares, bem como da sua leitura. A todo momento, somos surpreendidos por novas aventuras, novas cenas, novos acontecimentos, que nos tiram da zona de conforto e nos mostram um mundo completamente diferente daquele a que estamos acostumados. E este é com certeza um dos pontos fortes do livro.

O personagem narrador, Josse, como é chamado por seus familiares, é uma criança como qualquer outra: alegre, cheia de vida, curiosa e espontânea. Com exceção dos acesso de raiva que o acometem algumas vezes, ele poderia ser comparado a qualquer outro pequeno que conhecemos. E é exatamente com essa inocência que ele nos conta as histórias e nos mostra seu pequeno e limitado mundo. Durante essa narração, até mesmo os acontecimentos mais insignificantes ao nosso olhar se tornam grandes e carregados de sentido. As pequenas brigas domésticas, os fatos cômicos e trágicos que acontecem dentro da instituição, os jantares à mesa, as visitas e as brincadeiras com a cachorrinha, tudo aqui é importante. Com toda a ingenuidade característica dessa idade, Josse nos leva a acompanhar seu crescimento dentro deste ambiente inusitado. Mais do que isso: conseguimos enfim perceber seu amadurecimento, sua trajetória sempre influenciada por esse cenário e por esse estilo de vida, o único que conhece desde sempre.

O mais interessante aqui é perceber como a família de Josse tenta, apesar de tudo, levar uma vida normal, afastando os problemas e conflitos como qualquer outro grupo doméstico no qual nos inserimos. Seus próprios defeitos, suas próprias loucuras, tudo isso fica oculto e aparente nesse mundo, onde as aparências comandam e ao mesmo tempo são colocadas de lado. A mãe, uma mulher completamente dominada pelos afazeres domésticos, sonha com o verão quente e ensolarado da sua querida Itália; o pai enche-se de projetos que nunca chega a terminar e mergulha nos jornais e livros para esconder sua frustração; os irmãos vivem enclausurados em seus próprios mundos, moldando suas personalidades independente de todos ao seu redor. Tudo acaba vindo à tona em um momento ou outro neste livro, e é então que nos volta a pergunta introdutória ao livro, que tanto nos faz refletir: a loucura está do lado de dentro ou de fora?

Uma das partes que eu mais gostei no livro foi a essência estritamente realista que o autor conseguiu dar ao relato. Veja bem, este é um livro que conta o cotidiano de uma família, que apesar de todos os elementos incomuns que a envolvem, busca a todo custo ser "normal". Por este motivo, o livro é composto por altos e baixos, por dias bons e ruins, por narrações engraçadas e tristes, que te despertam amor, emoção ou ira. Ao contrário do que muitos de vocês podem pensar ao ler este parágrafo, nada disso torna o livro uma narração monótona. Talvez por conta do modo como o autor nos conduz, talvez por conta da linguagem utilizada ou do próprio personagem narrador, talvez até mesmo por conta da identificação que se torna possível do leitor com algumas daquelas cenas familiares tão características, a obra de Joachim não se transforma em momento algum num relato arrastado ou morno. As páginas passam, e nossa curiosidade só cresce. Somos completamente sugados pelo livro, pelo cenário, por seus personagens, e não conseguimos sair daquele mundo antes de chegar à última linha.

Outro ponto definitivamente indispensável dentro desse livro é a construção dos personagens. Desde os protagonistas que compõem a família até os próprios pacientes e coadjuvantes que vão surgindo no decorrer do livro, cada um deles foi moldado de uma forma complexa e completamente distinta uma da outra, o que torna todos um grande mistério a ser desvendado. Conforme vamos os conhecendo, conhecemos também seus medos, habilidades, conflitos, defeitos e qualidades, e acreditem, todos eles possuem todos esses elementos. Joachim Meyerhoff fez um trabalho primoroso com seus personagens, abordando cada um como um universo diferente e único, com pensamentos, emoções e sonhos exclusivos e mágicos.

A grande sacada do livro, para mim, é exatamente esta: acompanhar o dia-a-dia de pessoas comuns, com tudo que acontece neles e por muito tempo. É desafiador procurar reconhecer cada um dos personagens conforme o tempo da narrativa se alonga. As ambições mudam, os destinos são revelados, e nós, meros espectadores, vemos extasiados tudo isso, de camarote e com direito a ingresso vip. O mais incrível é que esse desenrolar acontece de uma forma natural, como se esperássemos exatamente por esses desenvolvimentos, sem grandes reviravoltas ou conflitos além do internos que acometem os personagens.

A diagramação da editora está impecável, e eu preciso confessar que essa capa acabou se transformando em uma das preferidas na minha estante. Eu não conseguiria imaginar nada mais apropriado a esse enredo! Não encontrei erros de revisão e a fonte utilizada é mediana e bastante agradável à leitura.

Para terminar, queria que vocês conseguissem compreender, se ainda não o fizeram, porquê eu gostei tanto de um livro com uma proposta tão simples: ele se torna grandioso a partir do momento que nos coloca frente à frente com nossa própria lucidez e nos faz entender que ela é apenas uma questão de ponto de vista. Aquilo que consideramos "normal" pode ser, enfim, a forma mais completa de loucura, transformando todos nós em seres humanos iguais, sem essência ou alma. A lição mais maravilhosa que este livro pode nos dar é de que todos nós somos um pouco loucos, e que isso é algo do que se orgulhar, porque nos torna únicos e especiais.

Até a próxima postagem! Beijos!