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[RESENHA] Os Três Casos - Tiago Moura

19 fevereiro 2016

Hey, pessoas!

A resenha de hoje vai falar sobre Os Três Casos, do autor Tiago Moura, cortesia mandada pela editora parceira Chiado!



TÍTULO: Os Três Casos
AUTOR: Tiago Moura
EDITORA: Chiado
NÚMERO DE PÁGINAS: 189 páginas
SINOPSE: As luzes apagaram-se. As portas estavam fechadas. Estavam dentro de uma nuvem, e por isso não se via nada. Ouviram-se gritos. Ouviu-se um grito ainda mais forte. Ouviu-se o som seco de um corpo caindo no chão. E depois não se ouviu mais nada.





Este foi um livro que o blog recebeu em parceria com a Chiado Editora, e eu confesso que quando solicitei, devido a premissa que ele possuía, tinha expectativas bastante elevadas com relação a ele. Infelizmente, isso pode ter acabado influenciando minha leitura, e eu não consegui encontrar dentro do livro o que ele prometia na sinopse.

Aqui vamos conhecer Mack McMillan, um detetive conhecido internacionalmente por todos os casos solucionados e desvendados por ele. Este exótico "Sherlock", acompanhado de seu fiel escudeiro Mr. Marson, depara-se, neste título, com três casos complexos e singulares, que ele precisa desmistificar e chegar a um culpado.

O livro é dividido em três partes, cada um delas contando um dos três casos que o detetive resolverá neste título. Gostei dessa forma de organização, acredito que ela torne o diálogo e a compreensão do leitor mais fácil, além de dar um bom andamento no livro.

Até aqui tudo ótimo, a história começa a decair já no seu enredo. Primeiro, com relação ao personagem principal, McMillan, não foi caiu nas minhas graças. Eu não consegui me conectar ou ganhar empatia para com ele, e isso influenciou de maneira significativa o meu olhar sobre a história. Egocêntrico, convencido, o detetive pensa que o mundo deve girar ao seu redor, acha-se superior aos meros mortais que contratam seus serviços, e sempre que é criticado vê isso da pior forma possível. Não é exatamente o melhor tipo de pessoa do mundo, e para falar a verdade, eu não vi todas as qualidades que ele enxerga em si mesmo.

Os casos também não tiveram aquelas sacadas geniais que o gênero geralmente propõe. Dá para perceber que o autor se inspira muito nos livros cujo protagonista é Sherlock Holmes, até existem diversos elementos comuns entre as duas obras. Porém, as comparações param por aí, porque a trama aqui não é complexa, intrincada ou envolvente como nos títulos de Doyle. Tudo acontece rápido demais, e sem nenhum motivo aparente, tornando os crimes supérfluos e seus motivos ainda mais incompreensíveis.

A dinâmica que o autor usa para narração é bastante repetitiva, e apesar de mostrar todos os passos da investigação, até o sucesso de McMillan, isso acaba ficando monótono logo depois da primeira parte. É sempre o mesmo esquema: o crime acontece, é narrado, logo depois são descritos os interrogatórios de todas as possíveis testemunhas (lê-se suspeitos), e então, como por mágica, o detetive encaixa todas as pistas, que ele guarda só para si, e nos apresenta a solução do caso. Eu acredito que isso deixa o leitor completamente apático e à parte na história, não conseguindo prendê-lo ou fazê-lo interagir com as pistas e os próprios crimes a serem desvendados, característica que eu mais gosto dentro do gênero investigativo. Aqui isso não acontece, e esse foi um dos pontos que mais me decepcionou no enredo.

Com relação aos personagens coadjuvantes, eu achei sua construção bastante superficial, é como se eles estivessem ali apenas para suprir o cenário, dar volume ao elenco, ou então servirem como meros suspeitos dentro do enredo. Não possuem ação que realmente faça diferença dentro do enredo, e eu vi eles como completamente dispensáveis.

A voz do narrador foi algo que não me incomodou, mas também não me empolgou em nenhum momento. Ele não interfere na história, e ele está ali simplesmente para nos contar aos fatos, como um espectador, como nós mesmo acompanhando o desenrolar dos casos e das investigações.

A diagramação da editora foi um dos pontos fortes do livro. As páginas são amareladas, a capa é muito bonita e coerente com a história, e eu não encontrei erros de revisão, além de ter sido utilizada uma fonte mediana e agradável à leitura.

Infelizmente, não foi um livro que tenha me agradado. Mesmo assim, eu acredito que cada um de vocês que se interessarem por ele devem dar uma chance ao título, pois podem acabar tendo opiniões e impressões diferentes ou contrárias às minhas. Além do mais, leituras são sempre proveitosas, de um jeito ou de outro, cabe a nós descobrirmos esses lados nas histórias!

Até a próxima postagem! Beijos!

[RESENHA] Se Eu Ficar - Gayle Forman

08 fevereiro 2015

Hey, pessoas!

Hoje é dia de resenha, e o escolhido é um livro que eu ganhei na promoção do Segredos Entre Amigas (beijo, gente linda!) e que virou sensação em muitos países por onde passou. Vamos ver o que eu achei do best-seller Se Eu Ficar, de Gayle Forman?

Se Eu Ficar
TÍTULO: Se Eu Ficar
AUTOR: Gayle Forman
EDITORA: Novo Conceito
NÚMERO DE PÁGINAS: 224 páginas
SINOPSE: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.







"Viva para amar"


No livro Se Eu Ficar conhecemos Mia, uma musicista clássica que tem a vida praticamente perfeita. Sua família é linda, sua carreira está cada vez melhor, e seu namorado é o garoto dos seus sonhos, com todas as características que ela buscava. Não havia como seus dias ficarem melhores, e ela jamais poderia esperar o que aconteceu. Em uma folga inesperada da escola e do trabalho dos pais, por causa da nevasca caindo lá fora, a família de Mia resolve fazer uma viagem até a casa de parentes. Porém, em uma determinada parte da estrada, o carro em que eles estavam se envolve em um acidente, que vitima seus pais na hora. Quando Mia acorda, e vê a cena, sua primeira reação é assustar-se. Então ela percebe que não pode ser vista por nenhum dos paramédicos presentes na cena, o que causa um estranhamento enorme na garota. Já no hospital, ela descobre sobre seu delicado estado de saúde: Mia está em coma. Mas, por algum motivo, sua alma/espírito se encontra fora de seu corpo, e ela vê tudo que acontece ao seu redor sem poder interferir. Com o decorrer das cenas se materializando em sua frente, ela percebe que sua maior tarefa naquele momento será também a mais difícil que já enfrentou: ela é quem decide se volta para sua vida, sem seus pais e seu irmãozinho menor, ou se desiste da luta e vai embora com eles. Somente ela pode ajudar-se nesse momento.


Se Eu Ficar era uma leitura mais do que esperada por mim, devido a todos os comentários positivos e resenhas maravilhosas elogiando o livro. Talvez por conta disso, minhas expectativas eram muito altas com relação a ele, e, por esse motivo, me decepcionei com ele. Vou explicar o porquê de todas essas sensações ruins durante a resenha.

Para começar, vamos falar da escrita da autora. O livro é narrado em primeira pessoa, a partir do ponto de vista da Mia, que vê as situações se desenrolarem de fora, apesar de seu corpo físico ser o centro da trama. Eu gostei muito da premissa do livro, e esperava uma história completamente inusitada e diferente, e realmente foi o que encontrei. Meu maior problema com a escrita da Gayle foi a impessoalidade que ela colocou na narração. Pelo tema escolhido e os sentimentos envolvidos na trama, eu esperava uma narrativa cheia de sensações, que realmente me emocionasse. E o que encontrei foi um narrador um tanto distante, que parecia não acreditar na situação que estava vivendo. Talvez essa fosse a intenção real da autora, para mostrar a dificuldade em encarar as escolhas de Mia e os problemas pelos quais ele passou, mas essa forma de escrita me surpreendeu negativamente.


Mia foi uma personagem um tanto vazia de sentido para mim. Apesar de ser protagonista, não consegui me afeiçoar a ela. Toda a situação pela qual ela precisou passar foi intercalada com falshbacks de memórias passadas, que ela contava como se não tivesse a devida importância. Ela não conseguiu me passar a emoção que eu achei que fosse sentir e isso me deixou um tanto frustrada. Cheguei realmente a pensar em desistir do livro, mas não o fiz devido aos vários personagens secundários pelos quais eu me encantei. Adam foi um deles: músico também, de um estilo diferente de Mia, ele é um garoto decidido, que coloca seu amor pela Mia acima de tudo, ainda mais depois do acidente que a família dela sofreu. Eu consegui perceber que ele também estava sofrendo com toda a situação, e posso dizer que vi mais emoção nele do que na própria Mia. Achei muito bonita a idolatria que ele tem pela namorada, Adam não mediu esforços para estar ao lado de Mia em todos os momentos, e eu admiro isso no personagem. Kim, melhor amiga de Mia, também foi uma personagem pela qual eu resolvi persistir na leitura. Ela é uma daquelas amigas fieis e leais, que nunca saem do lado dos amigos. Me identifiquei com a personalidade dela, e isso me deixou bastante contente. Confesso que talvez eu preferisse que ela fosse a protagonista rs

Quanto à diagramação, a editora arrasou. Todas as páginas são decoradas com notas musicais, o que lembra bem a importância que a música tem na trama. A capa é inspirada na adaptação cinematográfica do livro, que eu ainda não assisti. Não encontrei muitos erros de revisão, e aqueles encontrados não atrapalharam na leitura. A fonte é mediana e agradável de ler. Esta edição ainda conta com uma entrevista da autora aos atores que interpretaram os protagonistas no longa baseado no livro, Chloë Grace Moretz e Jamie Blackley.


Se Eu Ficar faz parte de uma duologia. Sua sequência, Para Onde Ela Foi, também já foi publicada pela Novo Conceito, e mostra a visão de Adam depois de toda a situação passada no hospital. Pretendo ler sua continuação, porque acredito que eu vá gostar mais do Adam como narrador.


Me despeço de vocês aqui, e recomendo, sim, que leiam o livro, para tirar suas próprias conclusões. Acredito que todas as críticas positivas que li não foram em vão, e talvez eu entrei com muitas expectativas na leitura, e isso acabou influenciando no resultado final. Se já leram o livro, não esqueçam de me contar nos comentários quais as suas impressões. Até a próxima postagem!

Beijos ♥