[ENTREVISTA] Autora Juliana Daglio

Hey, pessoas!

Hoje é dia de mais uma entrevista com nossas autoras parceiras, e desta vez quem vem conversar com a gente é a linda Juliana Daglio, autora de Uma Canção Para Libélula (resenha aqui). Sentem-se e divirtam-se conhecendo um pouco mais dessa escritora talentosa e super querida!

1.Fale um pouquinho sobre você, aos leitores que ainda não conhecem seu trabalho!

Oláaa! 
Primeiramente, queria agradecer a oportunidade de estar aqui no blog, conversar um pouco com os leitores e com a Patrini, que é uma linda *-* Bom, sou péssima pra falar de mim, toda tímida. Como escritora, tenho dois trabalhos em processo de publicação – Uma Canção para a Libélula (parte I e II) e O Lago Negro. São livros de gêneros diferentes, mas tem em comum duas personagens com distúrbios mentais lutando com isso, problemas de família e relações turbulentas. Embora UCPAL seja um drama psicológico e OLN seja um suspense, vejo esse ponto em comum. Gostaria de convidar todos vocês para conhecer as duas histórias; O Lago Negro sai em breve pela Editora Arwen. 

2. Como se iniciou sua relação com a literatura?

Foi ainda muito pequena, quando tinha uns 5 anos, mais ou menos. Meu pai tinha medo que eu me sentisse deslocada na escolinha, e quis me ensinar a ler antes do meu primeiro dia de aula. Então ele usou livrinhos de conto de fadas para me introduzir na leitura, o que acabou marcando toda a minha vida, pois nunca mais larguei os livros. Lembro que um dos primeiros que li foi a história da “Cachinhos Dourados”. 

3. Em que momento decidiu tornar-se escritora?

Quando eu tinha oito anos, invoquei que ia ser escritora. Encapei um caderno, desenhei a capa e comecei a escrever um conto de fadas. Era a história da princesa Caroline e do príncipe Léo (que era o nome do Power Ranger vermelho daquela época, e eu achava um gatinho), e na trama ele tinha que subir dezesseis andares enfrentando alguns obstáculos, para conhecer a princesa. Não acabei de escrever :(, e até hoje estou à procura desse caderno. 
Acho que foi nesse momento que eu decidi, ainda que de forma inocente. O meu primeiro livro comecei a escrever em 2009, 11 anos depois. 

4. De onde surgiu a ideia para escrever seus livros?

Uma Canção para a Libélula surgiu do meu desejo de unir meu aprendizado nas matérias do curso de psicologia, com minha paixão por literatura. Queria usar das duas coisas para mostras às pessoas o verdadeiro drama de quem tem depressão. A Vanessa apareceu nos meus sonhos, certo dia, e desde então eu percebi que o desejo de cria-la era muito forte, e não poderia mais ser contido. 
O Lago Negro também surgiu de um sonho, embora ele tenha sido modificado um pouco. Vou contar a vocês o segredo: esse sonho é o que compõe o Prólogo do livro. 

5. Qual a qualidade mais importante, que você sempre preza na hora de escrever?

Persistência. As ideias muitas vezes podem ser esmagadoras. Elas surgem do nada, e tomam minha cabeça de uma forma que não consigo pensar em mais nada. Quando vou para o computados, às vezes sou tomada por um cansaço tão grande, que penso que não vou conseguir dar conta das ideias, então tenho que persistir, e muito. Lutar contra esse cansaço enganador e deixar que as ideias fluam como elas quiserem.

6. O que o público pode esperar da sua escrita?

Muita loucuuuura! Hahahahah
Minhas personagens, as “V,s”, Vanessa e Verônica, são extremamente, e na minha opinião, deliciosamente, perturbadas. A Vanessa tem depressão severa, e muitas vezes a tristeza dela pode inundar o leitor, mas os devaneios dela, a música, os sonhos, mostram a profundidade e a complexidade da mente que ela possuí. Já a Verônica, não posso diagnosticar, ou vou acabar estragando as surpresas do livro, mas ela é mais agressiva, mais intensa, e mostrar sua loucura peculiar através do livro que está escrevendo dentro do livro. 
Parafraseando o Chapeleiro Maluco em Alice no País das Maravilhas: as melhores pessoas são as Louquinhas. 

7. Qual foi a parte mais difícil pela qual você precisou passar para seguir seu sonho de escrever?

Olha, acho que a parte difícil ainda não passou, viu. 
A publicação foi um processo muito demorado, pois o mercado editorial no Brasil ou é muito caro, ou é exclusivamente internacional. Isso foi complicado, suado e muitas vezes me fez ter vontade de desistir. 
Nos dias de hoje tenho mais confiança de que é um sonho possível, pois me conectei a outros escritores e a leitores que se tornaram amigos incríveis. O que acho mais complicado hoje em dia é manter a divulgação no ar, o pessoal interessado, divulgando. 
Faço tudo com o maior carinho e prazer, e pretendo não desistir nunca desse sonho. 

8. Existe algum autor ou autora que te inspira? Conte por quê:

Sim! Carlos Ruíz Zafón é meu mestre. 
Ele escreve livros com um gênero ímpar. Mistura realismo e fantasia, suspense, romance, terror... Ele consegue colocar tudo em um livro e te prender a cada página. Os livros dele são meus favoritos!

9. Sabemos que o apoio de quem amamos é sempre importante na hora de correr atrás de um sonho. Como sua família recebeu a notícia de que você queria se dedicar à escrita?

No início eles não me deram muita bola (risos). Eu disse que estava escrevendo, mas ninguém perguntou nada. Resolvi ficar na minha e mostrar quando já estivesse pronto. O primeiro manuscrito de Uma Canção para a Libélula, dei para minha mãe ler, e foi então que ela acordou. Ficou emocionada, chorou... Foi uma sensação incrível. 
Depois disso eu ainda reescrevi o livro duas vezes, e em todas ela me incentivava. Quando a publicação veio, toda a família se movimentou para me ajudar emocionalmente e financeiramente, e foram eles que fizeram tudo acontecer da forma mais linda possível. 
Minha família é a coisa mais preciosa do mundo!

10. Deixe uma mensagem aos leitores:

Bom, gente! Adorei responder às perguntas, e espero que tenham gostado e que queiram ler os livros. No início dessa caminhada de escritora, eu era só uma garota com um livro. Hoje sou uma garota com uns livros e um punhado de leitores que me motivam, me incentivam, me colocam para cima e me empurram para frente. Agora eu tenho mais um propósito, que são vocês. 
Sem vocês, isso não seria tão maravilhoso. Obrigada pela oportunidade e um beijo no coração de todos os leitores. :D 

Pensem numa autora linda e extremamente dedicada aos seus leitores. Pensaram? Esta é a Ju. Muito obrigada por ter topado essa entrevista, Ju, saiba que tua espontaneidade nas respostas me fez amar cada pergunta. E conte comigo e com o LV para o que der e vier. 

E vocês, viajantes, curtiram a conversa? Espero que sim! Só tenho uma coisa a dizer: ainda vem mais por aí, então fiquem ligados. Até a próxima postagem!

Beijos 

1 comentários:

  1. Patriniii!! Sua linda!
    Eu amei participar dessa entrevista e estar aqui no Livros Viajantes mais uma vez.
    Tudo aqui é muito amor, incluindo a blogueira.

    Obrigada por tudo!!! <3

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