[RESENHA] Caixa de Pássaros - Josh Malerman

Hey, pessoas!

O livro escolhido para resenha hoje faz algum tempo que eu terminei de ler. Mas como precisava organizar meus sentimentos após o término da história, demorei um pouco para postar essa resenha. E agora, sentada aqui, escrevendo para vocês, percebo que tempo nenhum seria suficiente para eu digerir exatamente tudo que acontece nesse livro. Conheçam Caixa de Pássaros, estreia do autor Josh Malerman, e entendam porque todo esse tumulto!

Caixa de Pássaros

TÍTULO: Caixa de Pássaros
AUTOR: Josh Malerman
EDITORA: Intrínseca
NÚMERO DE PÁGINAS: 272 páginas
SINOPSE: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.



"Não abra os olhos."


Quando eu soube do lançamento de Caixa de Pássaros fiquei extremamente curiosa para ler o livro. Primeiro porque a sinopse é completamente instigante, e a capa é maravilhosa. Segundo porque esse é um gênero que eu nunca dispenso nenhuma leitura. Há algum tempo, eu consegui meu exemplar através de uma promoção, e passei-o na frente de todos os outros livros. E querem saber? Nunca considerei uma decisão tão acertada como esta!

Malorie é uma mulher como qualquer outra, que se encontra em uma difícil etapa da sua vida: morando sozinha com sua irmã, a garota está grávida, e de um cara que ela sabe que não passou de um lance ocasional em sua vida. Como se não bastasse, vários episódios de suicídios bizarros têm sido noticiados por todos os canais, em todos os lugares do mundo, e sua irmã realmente parece obcecada com a situação. Aos poucos, o medo toma conta de toda a população, e Malorie se vê obrigada a acreditar naquela situação caótica bem em sua frente. As pessoas não saem mais nas ruas, não conversam umas com as outras, elas nem ao menos olham para fora de suas janelas trancadas e cobertas. Tudo isso por conta de uma teoria muito difundida, que diz que existem coisas não nomeadas no meio deles, seres que causam um terror interno tão intenso que leva qualquer um que os veja ao suicídio. Quando Malorie perde sua irmã para essas estranhas e inexplicáveis criaturas, cuja existência ninguém pode provar, ela se refugia com outros sobreviventes em uma casa. Destas pessoas, ela se aproxima cada vez mais de Tom, um homem racional e extremamente compenetrado, que perdeu aquilo que ele mais amava por conta de todo esse caos que se instalou no mundo. Muita coisa acontece nesse tempo em que Malorie vive com essas pessoas, e, para o desespero da mulher, ao final de tudo ela acaba sozinha com duas crianças para cuidar. Sabendo da existência de um ambiente seguro, Malorie agora precisa reunir toda sua coragem para fazer uma viagem sem volta com seus filhos, em busca de um refúgio de toda aquela situação aterradora que continua a se desenrolar ao seu redor. Suas crianças nunca conheceram o mundo lá fora, e a venda é o único objeto mais próximo delas. Não é esse o futuro que Malorie deseja para elas, e nem mesmo para si. Ela cansou de sentir-se acuada, e agora sabe que é hora de tomar uma atitude. Mas o perigo espreita lá fora, e ninguém está realmente seguro. Será que a viagem de Malorie alcançará seu destino, ou encerrará de uma vez por todas a jornada de terror e medo que ela e seus filhos trilham desde sempre?

Um palavra para definir de Caixa de Pássaros: majestoso! O enredo de suspense e mistérios criado pelo autor e sustentado pelo clima de tensão permanente que sentimos no decorrer das páginas tornam a história simplesmente fantástica. A escrita de Josh é primorosa, e cheia de detalhes que tornam toda essa paranoia suicida praticamente verídica. Nos envolvemos na trama, e, a certo ponto da narrativa, já estamos com tanto medo quanto os próprios personagens. É difícil ficar imune a toda ação e até mesmo à monotonia dos dias sempre iguais vividos por Malorie e seus companheiros. Os arrepios são constantes, e não existe forma de não mergulhar de cabeça nessa ficção tão bem montada.

Os personagens criados por Josh, muito bem construídos por sinal, são como deveriam ser nessa situação: apáticos e resistentes ao mesmo tempo. Tom é uma exceção. Isso não significa que ele não esteja também apavorado por conta de tudo que eles vivem, mas ele simplesmente não consegue aceitar que aquilo não tenha uma solução. Faz de tudo para que a vida naquela casa de sobreviventes seja melhor, na medida do possível, e acaba virando uma espécie de porto seguro para Malorie, que inspira-se no amigo até mesmo depois de ter ficado só. Falando em Malorie, ela é definitivamente uma mulher forte. Durante o período da gravidez, pensa em seu bebê antes mesmo dela mesma, e depois de dar à luz vive para aquelas crianças, para protegê-las. Em alguns momentos do livro ela pode sim parecer cruel, principalmente em sua rigidez e frieza na educação das crianças, mas é preciso compreender que tudo que ela anseia com essas atitudes é preparar os seus filhos para sobreviverem caso um dia ela venha a faltar. Ela não é exatamente o tipo de mãe carinhosa e atenciosa, até porque, a situação a obrigou a ser dura, mas no fundo, como toda mãe, ela só quer seus filhos bem, quer o melhor futuro possível para eles, sem se importar com as consequências que isso pode acarretar para si mesma.

Um ponto que eu considerei extremamente positivo na narrativa foi a forma como o autor organizou a narração da história. Ela acontece em terceira pessoa, e intercala presente e passado. A cada capítulo temos uma cena diferente, o que nos faz compreender melhor as atitudes de Malorie-mãe, no tratamento e criação dos seus filhos, e até mesmo o início de toda essa onda de terror e suspense que se espalha pelo mundo todo. Eu confesso que a trama é bastante complexa, e essa ameaça não-identificada torna tudo ainda mais complicado de se entender, e se a narrativa do livro não tivesse esse formato, talvez isso ocasionaria numa confusão do leitor com relação à história. Acredito que essa distribuição da trama foi uma sacada genial do autor, e influencia diretamente na fluidez do livro.

A diagramação da editora, como sempre, está impecável. Além da capa linda e que se encaixa perfeitamente na história, as páginas também tem uma decoração especial voltada para o conteúdo do livro. Não encontrei erros de revisão, e vocês já sabem o quanto eu gosto desse detalhe!

Para terminar eu só posso dizer que Caixa de Pássaros é um thriller psicológico intenso, que vai tirar seu fôlego e te deixar tremendo durante a leitura. Mas sim, toda essa tensão vale muito a pena, pois a história é definitivamente estimulante e cheia de mistério, que você não vai conseguir fechar o livro sem desvendar. Espero que tenham curtido a resenha, e se já conhecem Caixa de Pássaros, não deixem de me contar suas impressões nos comentários. Até a próxima postagem!

Beijos 

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