[RESENHA EBOOK] A Igreja Vermelha - Scott Nicholson

Hey, pessoas!

Recentemente, decidi que preciso começar a ler mais e-books. Assim ajudo no meu orçamento rs 

Pensando nisso, resolvi começar a procurar na Amazon por algum título que me interessasse e encontrei muitos. Entre eles estava A Igreja Vermelha, um thriller difícil de parar de ler, de Scott Nicholson. A resenha de hoje é sobre ele. Vem, porque eu vou contar tudo sobre esse livro eletrizante!


TÍTULO: A Igreja Vermelha
AUTOR: Scott Nicholson
EDITORA: Haunted Computer Books
NÚMERO DE PÁGINAS: 276 páginas
SINOPSE: Para Ronnie Day, de 13 anos, a vida é cheia de problemas: Papai e Mamãe se separaram, o irmão Tim é uma peste constante, Melanie Ward o ama ou o odeia, e Jesus Cristo não fica em seu coração. Além disso, ele tem que passar pela igreja vermelha todos os dias, onde o Monstro do Sino se esconde com suas asas e garras e fígado nos olhos. Mas o maior problema é que Archer McFall é o novo pregador da igreja, e Mamãe quer que Ronnie assista aos serviços da meia-noite com ela.O delegado Frank Littlefield odeia a igreja vermelha por um motivo diferente. Seu irmão menor morreu em um terrível acidente na igreja há vinte anos, e agora Frank começou a ver o fantasma do irmão. E o fantasma exige: "Liberte-me". As pessoas estão morrendo em Whispering Pines, e os assassinatos coincidem com o retorno de McFall.Os Day, os Littlefield e os McFall são descendentes das famílias originais que povoaram a comunidade rural das Apalaches. Essas famílias antigas compartilham um segredo de traição e culpa, e McFall quer que a congregação prove sua fé. Porque ele acredita que seja o Segundo Filho de Deus, e que a purificação dos pecados deve ser feita com sangue.— Sacrifício é a moeda de Deus — prega McFall, e, a não ser que Frank e Ronnie o detenham, todos pagarão.




Ronnie Day tem 13 anos, e sua única preocupação são o pouco de Jesus que existe em seu coração, sendo sempre repreendido pelo pregador de sua escola por seus 'pecados de coração', a separação de seus pais e a conquista do amor de Melanie Ward, sua paixão da infância. Frank Littlefield é um delegado pouco ortodoxo, que acredita em fantasmas, por sua própria experiência de perda do irmão mais novo. A única coisa em comum entre estes dois é a cidade onde moram, Whispering Pines, e o medo incontrolável que sentem pela igreja vermelha do local. Abandonada há muito tempo, a história da igreja é rodeada por histórias sobrenaturais, e todas elas incluem o espírito do pregador McFall, decapitado naquele lugar por uma atrocidade cometida em sua insanidade. 

Uma nova onda de assassinatos cruéis coloca o delegado novamente em contato com seus maiores medos e piores lembranças. Seguindo as intuições, única pista que ele tem, tudo o leva mais uma vez ao fantasma que ele tanto teme. Quando um novo pregador chega à cidade, Archer McFall, as coisas ficam ainda mais estranhas, e Ronnie acaba mergulhando de cabeça na história, contra todas as suas vontades, simplesmente porque sua mãe nutre uma certa fascinação estranha por Archer. Segundo o novo pregador, o segundo filho de Deus está próximo, para acabar com os pecados da famílias originais, que mataram o antigo McFall. Na verdade, Archer acredita ser ele o Segundo Filho, e a purificação das famílias antigas deve ser feita com sacrifício e morte. É preciso detê-lo, antes que complete aquilo que crê ser seu destino.

A Igreja Vermelha é um dos maiores sucessos de Nicholson, e foi inspirada em uma igreja real, próxima da casa do autor. Quando comecei a ler o livro, confesso que não tinha nenhum tipo de expectativa. A sinopse me chamou atenção, mas eu nunca havia tido contato com a escrita de Scott, e tenho sérios problemas com títulos deste gênero, pois sempre quero ler algo no estilo Stephen King, e nem sempre (quase nunca, digamos) os escritores alcançam esse nível. Não que isso seja ruim, mas acaba me deixando desestimulada. Scott Nicholson não escreve como King, mas me surpreendeu de uma forma que não achei que conseguiria. Por ser um livro digital, na maioria das vezes demoro algum tempo para ler, pois a leitura me cansa e sempre acabo me distraindo com algo no próprio computador. Mas com A Igreja Vermelha isso passou longe de ser verdadeiro. Eu não consegui desgrudar da história antes de ler a última palavra, e dei a leitura por encerrada em menos de um dia inteiro! A sensação foi tão incrível que não consegui me conter e pesquisei mais sobre o autor e seus livros. Já consegui os outros títulos e em breve venho falar deles para vocês. O que posso adiantar é que você nunca ficará saciado depois de ler a primeira linha, e sempre vai ansiar por mais histórias.

O livro é narrado em terceira pessoa, intercalando o ponto de vista de Littlefield e Ronnie a cada capítulo. A contextualização que Nicholson fez da história por trás da igreja foi  tremendamente detalhada, e isso só influenciou na fluidez da leitura. Somos apresentados ao passado da cidade e de seus moradores, e a cada medo que os assombra. A escrita de Nicholson é descritiva sem ser cansativa, e consegue nos transportar para dentro da história, como se estivéssemos mesmo vivendo as aflições e traumas de cada personagem.

Ronnie é um garoto adolescente como qualquer outro, e tem preocupações de adolescentes. Sofre com a separação dos pais, mas como qualquer criança acredita que eles ainda vão voltar a ficar juntos. Ele e seu irmão mais novo, Tim, estão sempre de rixa, mas no fundo, amam-se um ao outro incondicionalmente, é possível sentir isso na preocupação que um tem para com o outro. Na escola, Ronnie tem sérios problemas com o pregador Staymore, que insiste em falar de seus 'pecados do coração' e no quanto ele precisa deixar Jesus entrar em seu coração, mesmo que Ronnie não saiba o que é preciso para isso. Dá pra perceber a infantilidade de seus problemas, e eu realmente gostei dele ser construído desse modo. Crianças precisam ser crianças, mesmo que as aventuras sejam enormes. Apesar de sua personalidade um tanto imatura, Ronnie é corajoso e enfrenta seus medos, por mais terrível que eles possam parecer e por mais ajuda que ele busque. Ele foi o personagem com o qual mais me conectei durante a leitura, sentia vontade de abraçá-lo e protegê-lo da mãe maluca e insana, na qual eu estive prestes a entrar no livro para dar uns bons tapas. Littlefield é um homem que vive do passado. Todos os dias ele se culpa pela morte do irmão, e é atormentado por seu fantasma. Isso o deixa completamente atordoado, mas ele tenta ao máximo disfarçar essas sensações, até por causa do trabalho sério e das responsabilidades que tem. No decorrer da narrativa, me enchi de compaixão por ele, por toda a dor que sente. Além de perder seu irmão de forma trágica, ele também perdeu os pais, e precisa lidar com seus fantasmas sozinho, diariamente. Ele é forte e honrado, características que admiro numa pessoa. Este foi um livro em que todos os personagens principais fizeram a diferença, e Nicholson conseguiu despertar sentimentos em mim com cada um deles, seja eles bons ou péssimos. Não pude ficar indiferente diante da crueldade de Archer, da crença cega de sua mãe no filho e de sua revolta com Deus, e a forma fria com que Linda (mãe de Ronnie e Tim) entregou seus filhos nas mãos do pregador, que ela venerava. 

As cenas de terror não me assustaram como deveriam pelo gênero, mas isso não me incomodou nem um pouco. O que eu mais gostei na narrativa foi a forma como o autor aborda temas tão corriqueiros para nós, como a religião e suas crenças e a coragem que precisamos reunir para enfrentar nossos medos e desafios. Nicholson inova em suas reflexões, e nos faz chegar a um nível no qual nunca pensamos antes. Ele nos mostra o quanto somos fortes pelas pessoas que amamos, e como podemos conquistar qualquer vitória quando realmente queremos. São lições para levar a vida toda.

A única coisa que me incomodou e confundiu um pouco na narrativa foi a quantidade de personagens que Scott coloca em seu enredo. Entendo que cada um tenha um papel, mas acho que o número foi muito elevado para conseguirmos acompanhar, e alguns ficaram realmente um tanto superficiais, principalmente os personagens secundários. Conforme a leitura fluiu e se desenvolveu, consegui me acostumar ao ritmo de entrada e saída de personagens, mas gostaria que o autor tivesse focado um pouco mais nos coadjuvantes e em seu papel. Esse fato, porém, não interferiu no meu julgamento sobre o livro, que ganhou cinco estrelas com todo o merecimento.

Como já escrevi demais, vou parar por aqui, mas não sem antes deixar um dos quotes que mais me marcaram na leitura para que vocês fiquem curiosos com a história:


"Littlefield assentiu. Ele nunca sabia como se comportar na presença de um pregador. Ele sentia uma pontada de culpa por seus pecados e as visitas irregulares à igreja, mas normalmente uma aura de calma e perdão emanava de uma pessoa religiosa. Com Archer, entretanto, ele não sentia nada além de culpa." 

Com certeza Scott conquistou um lugar na lista de meus autores favoritos, e eu ainda pretendo acompanhar seu trabalho. Recomendo vocês a fazerem o mesmo, garanto que não vão se arrepender. Até a próxima postagem!

Beijos 

0 comentários:

Deixe seu comentário