[NAS TELAS] Drácula - A História Nunca Contada

Hey, pessoas!

Depois de algum tempo sem atualizar essa coluna (culpa das minhas queridas séries), estou voltando para contar como foi minha primeira experiência no cinema (sim, eu nunca havia ido a uma cinema antes!). Gordo (obrigada, amor ) surgiu com a proposta, e eu achei completamente irrecusável, afinal, sou apaixonada pela lenda dos vampiros e, consequentemente, por Drácula.

Faz algum tempo que assisti ao filme, logo que ele estreou nos cinemas, e decidi vir contar para vocês o que eu achei dessa história "secreta" e completamente nova sobre o maior vampiro já inventado. Vamos conferir? Apertem os cintos e continuem lendo!


TÍTULO: Drácula: A História Nunca Contada
DISTRIBUIDORA: Universal Pictures
ANO DE LANÇAMENTO: 2014
TEMPO DE DURAÇÃO: 92 minutos
SINOPSE: Os habitantes da Transilvânia sempre foram inimigos dos turcos, com quem tiveram batalhas épicas. Para evitar que sua população fosse massacrada, o rei local aceitou entregar aos turcos centenas de crianças. Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear. Logo Vlad ganhou fama pela ferocidade nas batalhas e também por empalar os derrotados. De volta à Transilvânia, onde é nomeado príncipe, ele governa em paz por 10 anos. Só que o rei Mehmed (Dominic Cooper) mais uma vez exige que 100 crianças sejam entregues aos turcos. Vlad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive pela região. Após beber o sangue dele, Vlad se torna um vampiro e ganha poderes sobre humanos.

Drácula - A História Nunca Contada é o primeiro filme de uma franquia de monstros na qual a Universal está pretendendo investir. Nos papeis principais temos Luke Evans, como Vlad (Drácula), Dominic Cooper como rei Mehmed, Charles Dance como o ''ser das trevas'' no filme e Sarah Gadon como Mirena.

A trama do filme se passa na Transilvânia (óbvio!) e aqui vemos uma versão "estendida" da vida do nosso tão querido Drácula. O longa começa antes mesmo de ele se tornar um vampiro, quando ele ainda é apenas (sintam o recalque rs) um rei, conhecido na arte de guerrear por sua ferocidade nas batalhas (inclusive, seu apelido carinhoso é empalador, deu pra entender). Responsável não apenas por sua família e legado, mas também por seu povo, Vlad (vulgo Drácula) é um soberano justo e imparcial, que faz todo o possível para manter-se longe das vistas dos turcos, seus piores inimigos. Mas o rei Mehmed, do lado dos turcos, infelizmente não quer manter essa paz. Ele exige que Vlad entregue 100 das crianças de seu reino para o exército turco, o que desperta a ira da população da Transilvânia. Para proteger seu povo, Vlad poderia ter aceito a exigência, se entre essas crianças não estivesse seu próprio filho. Com a recusa, o rei Mehmed se decide pela guerra, e Vlad precisa vencer essa batalha de qualquer forma. É então que o ser das trevas, tão temido por todos, que mora escondido nas montanhas, é procurado pelo rei da Transilvânia, em busca de uma solução. Vlad encontra a resposta a seus problemas, mas o preço a pagar pode ser alto demais: sua própria vida.



O que eu posso dizer em resposta a todas as críticas negativas que li a respeito do filme é: por que vocês estão sendo tão exigentes? Tudo bem, a lenda dos vampiros é realmente antiga, e Drácula já foi imortalizado em vários filmes ao longo dos anos, todos baseados na mesma história, mas, sinceramente, não vejo motivo para tanto estardalhaço.

Eu realmente gostei do filme, e vou explicar por que: ele é inovador, esclarecedor até. E não, isso não tem como ser negado. A proposta de trazer ao público um Drácula mais humano, que justifica suas escolhas e atos em nome do amor a sua família e da lealdade a seu povo, um Drácula responsável, justo e corajoso, capaz de se sacrificar para o bem daqueles a quem ele ama, é muito boa. Como boa fã do personagem, assisti a praticamente todos os filmes que dizem respeito a ele, e confesso que esse foi um dos que eu mais consegui me identificar. A premissa aproxima Drácula de nós, seres humanos, faz com que nos coloquemos no lugar dele e entendamos porque ele precisou chegar até o ponto em que chegou. Enfim, ele humaniza a criatura, e faz muita gente ver o ''vampiro assassino'' com outros olhos (coisa que eu já conseguia fazer). Não há nada mais gratificante para um fã do que conhecer a história por trás da criatura, e esse filme conseguiu isso.

A trama em si é muito bem elaborada e não deixa pontas soltas. Tudo se encaixa, e todos os personagens ocupam seu lugar no enredo. Vlad é o rei disposto a proteger seu povo e sua família a qualquer custo, enquanto Mehmed é o tirano que quer ver suas vontades e caprichos satisfeitos e que não aceita ser contrariado. O ser das trevas (não, ele não tem um nome específico) é a criatura que une o útil ao agradável, digamos assim: ao mesmo tempo em que oferece uma solução para a vitória de Vlad e seus compatriotas, está esperando sua recompensa em troca, e acredita piamente que ela virá. Mirena e seu filho, família de Vlad,basicamente são a razão para todo o drama acontecer.



Conforme o longa se desenrola, vamos sendo cada vez mais envolvidos pelo enredo e por todo seu cenário, que é espetacularmente bem feito, na minha humilde opinião. A história por trás do longa é complexa, e te deixa realmente empolgado. Claro que, se você assistir ao filme permeado de expectativas, ele não será assim tão bom e você não vai conseguir aproveitar o que o enredo tem de melhor, que é o fator surpresa da história. Todo ele passa-se como uma narrativa, e nós acompanhamos cada passo, cada decisão, cada reviravolta, e as consequências de tudo isso. Para mim, foi excepcional. Me senti lá dentro do longa, vivendo e sofrendo com os personagens.

Os efeitos especiais, para uma mera leiga nesse quesito como eu, foram bem razoáveis. Creio que o lema do filme é: quanto mais real e próximo do público, melhor, e por isso eles procuraram moderar nessa área. Nada que atrapalhasse o andamento e o bom entendimento do filme, para mim.



Preciso mesmo elogiar o trabalho de Charles Dance nesse filme. Eu não conhecia o ator, e ele foi espetacular. Frio, calculista, egoísta na medida certa. O ser das trevas interpretado por ele me deu calafrios, definitivamente. E para mim isso foi só mais um indício do quanto ele se saiu bem. Confesso que achei Luke Evans um pouco abaixo do que eu esperava do Vlad. Não me entendam mal, ele fez seu papel direito. Mas eu esperava algo mais do que apenas 'direito'. Eu gostaria que ele me fizesse conectar completamente com o personagem, o que realmente aconteceu, mas por causa da história e não por causa dele. Sarah Gadon, na minha opinião, só se destacou nos extremos do filme: no início, por desencadear os pensamentos rebeldes em Vlad com relação a exigência do rei Mehmed, e no final, onde ela conseguiu me emocionar. Achei-a um tanto apagada, e pra mim ela foi a pior personagem do filme. Mehmed foi completamente detestável, simplesmente isso, e é exatamente por essa sensação que eu acredito que o ator o interpretou magistralmente bem.

Os pontos negativos do filme foram muito poucos: além da má (quase desnecessária) interpretação de Sarah, eu senti falta de uma contextualização maior da infância de Vlad, que foi definitiva e fundamental não só para sua posição, mas também por sua fama em guerras e seu caráter. Ela influenciou as decisões do personagem, e eu queria que isso tivesse sido melhor debatido no longa. Além disso, as cenas das batalhas não foram completamente épicas para mim, apesar de não serem ruins. Na verdade, eu senti mais falta de combate, mas isso se devia mais às minhas expectativas (malditas!) com relação ao filme.



Enfim, me despeço de vocês dizendo que o longa só reafirmou a fascinação (lê-se admiração) que eu já sentia por essa criatura que povoa nossos imaginários há tanto tempo. Deixo o trailer com vocês, apenas como uma prévia do que esperar.



Adorei essa versão da lenda, e espero que os outros filmes da franquia consigam me surpreender do mesmo modo. Indico o longa a todos aqueles que querem conhecer um outro lado do Drácula, e se apaixonar por ele assim como eu. Até a próxima postagem!

Beijos 

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