[RESENHA] A Filha do Norte - Luisa Soresini

Hey, pessoas!

Há algum tempo o blog fechou parceria com a linda autora Luisa Soresini, escritora do livro A Filha do Norte, primeiro volume de uma saga fantástica que promete conquistar muitos corações. É exatamente sobre ele que a resenha de hoje vai falar, então se liguem!

A Filha do Norte

TÍTULO: A Filha do Norte
AUTOR: Luisa Soresini
EDITORA: Novo Século
NÚMERO DE PÁGINAS: 496 páginas
SINOPSE: Tudo começa quando Michelle e Meredith saem para ver as flores. Uma tempestade faz com que a bruxa perca Michelle de vista. A menina, desnorteada, sai em busca de ajuda e avista uma mansão enorme e antiga. Pensando que não mora ninguém na casa, Michelle entra no local para se abrigar e é surpreendida ao ser recebida por uma governanta tão sinistra quanto a casa, que a deixa com medo. Seu instinto lhe diz que há algo de errado, mas essa sensação passa quando entra na casa e se depara com um ambiente completamente diferente daquela fachada macabra que vira. O interior da mansão é maravilhoso, bonito e sofisticado, assim como os seus donos: os irmãos Vergamini. O que Michelle não imagina é que às vezes é necessário ouvir nossos instintos. Ela está em perigo e talvez nem suas amigas, Elza e Meredith, as bruxas do Leste e do Sul, consigam salvá-la.

    

A Filha do Norte é o primeiro volume de uma série escrita pela autora Luisa Soresini, e nele vamos conhecer Michelle, uma garota perdida e assustada, que tenta a todo custo encontrar seu lugar no mundo, depois de vários traumas e perdas. Em uma das suas andanças, ela é acolhida pelas bruxas do Sul (Meredith) e do Leste (Elza), na cidade de Mafaldi. O lugar tem muitas belezas, e Meredith, empolgada com a visita, queria que Michelle conhecesse todas elas. Em um dos passeios, para ver as flores da Luna, Michelle acaba perdendo-se na floresta, e encontra, sem querer, a mansão dos Vergaminis. O que ela não sabe é que aqueles irmãos são monstros cruéis e implacáveis, que nunca pouparam a vida de ninguém desde que foram abatidos pela maldição, que os transformou em criaturas horrendas e temidas por todos. Agora, Michelle é sua prisioneira, e terá de usar de toda sua astúcia e bondado se quiser permanecer viva!

Quando comecei a ler o livro, tinha muitas expectativas, afinal, a partir do momento que a autora me procurou para firmar parceria e eu conheci a sinopse e premissa da história, sabia que eu ia gostar. E eu não podia estar mais certa!

O enredo criado pela Luisa envolve duas coisas que eu curto bastante: o sobrenatural e a magia. E ela aproxima esses dois universos de uma maneira muito peculiar, de forma que ambos pareçam interligados, o que só auxilia a prender o leitor na narrativa. Além disso, a autora consegue jogar muito bem com vários tipos de criaturas e habilidades, muitas das quais geralmente não encontramos ou pensamos encontrar juntas em um só livro, e isso enriquece demais a trama.

Michelle é uma protagonista com a qual eu me identifiquei logo de início. Ela é uma garota ainda, mas já passou por muitas experiências horríveis nessa vida, que a transformaram em uma pessoa extremamente corajosa e generosa. Michelle, apesar de ainda sentir os traumas sempre presentes consigo, é muito positiva, e sempre incentiva aos outros e a si mesma a dar o seu melhor em tudo. Independente dos momentos de fraqueza, pelos quais todos nós passamos, a protagonista é forte, valente e segura de si. É uma daquelas pessoas raras que está disposta a se doar pelos que ama, pelos que valem a pena, sempre colocando essas pessoas em primeiro lugar. Além disso, a capacidade que a Michelle tem não só de acreditar nos outros, mas de despertar o melhor nas pessoas ao seu redor faz dela uma personagem imensamente carismática, e quase mágica. Eu, particularmente, aprendi muito com a dona Michelle!

A senhora Elza e Meredith são bruxas extremamente poderosas e pessoas incrivelmente bondosas. Elas acolheram Michelle sem nem ao menos saber de onde a garota vinha, e apesar de curiosidade natural sobre o passado da menina, em momento nenhum tentaram forçar as lembranças da garota. Porém, elas não possuem o coração tão puro e aberto quanto o de Michelle, talvez por já terem presenciado tanta crueldade, principalmente por parte dos irmãos Vergaminis. Elas não acreditam em nenhum momento que exista alguma humanidade naqueles que consideram monstros, e deixam isso bastante claro. Não as culpo e nem julgo por isso, afinal, elas perderam pessoas amadas por causa destes garotos, e, assim como todo ser humano, estão magoadas e revoltadas com relação às atrocidades cometidas pelos irmãos.

Os Vergaminis são pessoas extremamente rudes e egoístas, e exatamente por esse comportamento é que foram amaldiçoados a transformarem-sem em monstros e perderem tudo de mais precioso que tinham. Mas o preço cobrado foi alto: eles também ganharam poderes, e os usam da forma mais abominável possível, para matar todos que vem até eles. São sádicos, cruéis e desumanos. Mas como nem tudo nessa vida tem só um lado, eu também consegui enxergar outra face nesses monstros, aquela que eles fazem questão de esconder: eles têm medo. Medo de se aproximar de alguém e perdê-lo por conta da aparência que possuem agora; medo de se entregar e se apegar e mesmo assim serem mais uma vez abandonados; medo de se decepcionarem de novo, de machucarem-se e ver tudo que eles mais amam indo embora definitivamente. 

As  personalidades dos Vergaminis são bastante distintas entre si. Ethan é inteligente além do normal para um humano, e a mão direita de Danton. Luka é o mais convencido da família, e sempre se diz superior aos outros. Wolf é calado e perigoso, como o próprio nome já diz, guiado por seus intintos selvagens. Frank é um cientista inteligente e dedicado, e sempre procura algo novo para criar. Christopher é tímido e muito talentoso para a música, apesar de bastante amargurado e triste. Carl é o mais novo dos irmãos, e também o mais agitado, além de maldoso e travesso. Danton é o líder de todos eles, o que dá as ordens, e também é considerado o mais poderoso pelos irmãos, que o temem e seguem cegamente. Juntos, eles formam um time, mesmo não percebendo o quanto é forte a ligação que possuem.

Meu personagem preferido no livro foi o Wolf, achei-o misterioso, poderoso e extremamente charmoso. Ao mesmo tempo, ele é corajoso e forte, e protege aqueles que admira. Apesar de calado, Wolf também é muito sábio, e muito ressentido de tudo que aconteceu em sua vida. Ele perdeu a amada para outro homem, e isso o afeta mesmo depois de tantos anos do acontecido. Wolf é um dos mais poderosos entre os Vergaminis, mas também é solitário e tem um grande desejo oculto de encontrar alguém a quem possa se mostrar de verdade. Independente do jeito durão que aparenta no exterior, Wolf é doce e protetor, carinhoso e muito dedicado a quem o conquista de verdade. Ainda estou pensando no momento em um homem desses vai entrar na minha vida!

Danton também merece considerações especiais. Apesar de se mostrar cruel, inescrupuloso e imensamente assustador, Danton é completamente frágil, na verdade. Ele é o que mais teme a vida e as coisas que ela pode tirar dele. Seu papel de líder lhe dá o respeito (mesmo que através do medo) e uma maneira de manter seus irmãos sempre por perto. Mesmo não admitindo, Danton não quer se sentir só, e tem medo de perder aqueles que ama (porque sim, ele ama seus irmãos!). É mais fácil e confortável para ele mantê-los dominados do que confessar que precisa deles para ser totalmente completo e feliz. A personalidade de Danton foi moldada pela vida, e é o reflexo de todas as dificuldades e perdas pelas quais ele já passou. É claro que isso não justifica muitas de suas ações, mas nos ajuda a compreender um pouco daquilo que ele não mostra a ninguém.

Algo que eu gostei muito no livro foi a forma como a autora construiu seus personagens: eles são pessoas reais, com qualidades, defeitos, medos e angústias, tudo que nós temos. Isso nos aproxima deles, nos faz compreendê-los e amá-los da maneira mais pura que conseguimos, conhecendo-os por completo. Além disso, a veracidade do livro se mistura ao fantástico que existe ali dentro, e esse jogo não só torna a narrativa mais dinâmica, mas também nos mergulha dentro da trama, nos faz entrar de cabeça no livro.

O livro é precioso também por ele é permeado de lições. De superação, de aceitação, de força e coragem, de incentivo, tudo isso você encontra ali, nas entrelinhas dos diálogos, das conversas, dos monólogos, até dos próprios pensamentos e mudanças que os personagens sofrem no decorrer da narrativa. E o mais interessante e importante é que essas lições podem facilmente ser levadas para a nossa vida, cotidiana, diária, real!

A diagramação da editora é bastante simples, o que dá ainda mais destaque à história e todos os elementos que a compõem. A capa me agradou bastante, e depois de lido o livro você percebe que combina perfeitamente com o enredo. A fonte escolhida é agradável aos olhos e as páginas são amareladas, o que auxilia na hora da leitura.

A Filha do Norte foi um livro que me surpreendeu e conquistou, tudo intensamente. Os personagens acabaram marcando minha trajetória como leitora, e tudo que eles ensinaram vai ficar gravado em mim. Não vejo a hora de conhecer mais dessa história e do rumo que estes amigos já tão queridos vão acabar tomando. E você, que ainda não leu o livro, só tenho uma pergunta: tá esperando o quê?

Até a próxima postagem! Beijos!

2 comentários:

  1. Ai eu amei! <3 De coração, uma das melhores resenhas! Captou mesmo tudo que eu quis passar! <3 Adorei!

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  2. Olá!
    Fiquei bastante e curiosa.
    Este já vai para a minha lista de "Quero lero" no skoob.

    Beijinhos!
    www.cantinhogeek.com

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